Já dizia o Barão de Itararé: Cada povo tem o governo que merece

Na Era das Fake News, (onde até excêntricos presidentes de importantes Repúblicas, são alvo e ao mesmo tempo, usuários protagonistas, falsos denunciantes desta artimanha político-promocional), o certo é que, há certas mentiras na política, que só este tipo de instrumento é capaz de revelar profundas verdades…

Nesta toada de oximoros, na qual os políticos brasileiros são mestres há séculos, é que surgiu o famoso Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, também conhecido por Apporelly e principalmente pelo [falso título de nobreza] de Barão de Itararé.

Nascido na cidade de Rio Grande-RS em 1895, o Barão veio a falecer na cidade do Rio de Janeiro em 1971 aos 76 anos de pura ironia. Logo em verdade, o Barão de Itararé, foi apenas o pseudônimo de um jornalistaescritor, muito inteligente e sarcástico, pioneiro no humorismo político brasileiro.

Sob a assinatura de Barão de Itararé, Apporelly foi um grande humorista vivido na pele dum jornalista, que nos deixou uma biografia audaz, a qual está registrada no livro: “Entre Sem Bater” — A Vida de Apparício Torelly, o Barão de Itararé. Criador do jornal “A Manha”, o Barão ridicularizava ricos, classe média e pobres. Não perdoava ninguém, sobretudo políticos, socialites, donos de jornal, rádio e intelectuais adesistas a governos farsantes.

A esta altura do texto, você já percebeu, que ele não era de fato Barão coisa nenhuma, é claro. Mas aceitou o título de nobre, e pelo feito, nobre se tornou! Afinal, ter um título de nobreza num país de tamanha desigualdade, como o Brasil, sempre foi uma piada de muito mal gosto. O primeiro nobre do humor no Brasil. Debochava de tudo e de todos, e costumava dizer que, “quando pobre come frango, um dos dois está doente”. Ele é um dos inventores do contra movimento do politicamente correto, que tem afetado em falsidades, até os bastidores do judiciário brasileiro.

Para que fique claro, idiota em sua definição e crítica, é o político ou personagem social, que carece de inteligência, de discernimento; tolo, ignorante, estúpido. Pessoa que não tem fundamento, raso, imbecil. Diz-se de político ou pessoa pretensiosa, vaidosa, tola. Assim… um despreparado(a) para o exercício do cargo! Como alguém que por forças estranhas do vento, caiu de paraquedas num território completamente novo e desconhecido dado a altitude e nobreza necessária, e que enfim, serve de mula aos seus apoiadores algozes oportunistas, num Brasil em constantes disputas entre os estrangeiros neocolonialistas e os grupos socioeconômicos rivais (incentivados propositadamente) de dentro.

 

Abaixo, há uma coletânea de frases dele (comentadas): As melhores do humorista – Barão de Itararé. Aprecie com moderação:

1)     O uísque é uma cachaça metida a besta. (os de 12 anos, são ainda mais);

2)     O que se leva desta vida é a vida que a gente leva. (além da estrada, o importante é não está perdido);

3)     A criança diz o que faz, o velho diz o que fez e o idiota o que vai fazer. (exceto na coisa pública, que tem que se dizer sempre: Antes, durante, depois e depois…);

4)    Os homens nascem iguais, mas no dia seguinte já são diferentes. (exceto os políticos, que só mudam o partido – até o endereço e a ladainha são idênticas);

5)     Dizes-me com quem andas e eu te direi se vou contigo. (o importante é o destino, o rumo e o preço);

6)     A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda. (exceto aos letristas mercantis do Breganejo “Universitário”);

7)     Sábio é o homem que chega a ter consciência da sua ignorância. (a menos que seja chefe do executivo e endinheirado(a) – Os burros, ventríloquos, é quem mais enche as burras dos malandros);

8)     Não é triste mudar de ideias, triste é não ter ideias para mudar. (devidamente calculado: elevado a potência fiscal da estupidezeconômica, dividido pelos segregacionistas anticíclicos parasitários – eis o velório beco da situação corrente);

9)     Mantenha a cabeça fria, se quiser ideias frescas. (oportunidade, consistência e sustentabilidade – o resto é frescura);

10)   O tambor faz muito barulho, mas é vazio por dentro. (tal qual os comentários do Alexandre Gracinha e o Uber covarde longínquo O Antagonista de Bagé);

11)   Genro é um homem casado com uma mulher cuja mãe se mete em tudo. (a menos que seja titular da OAS);

12)   Neurastenia é doença de gente rica. Pobre neurastênico é malcriado. (tem coisa que só a quantidade de dinheiro explica a versão eleita);

13) De onde menos se espera, daí é que não sai nada(verdade. O risco será não perceber o óbvio a tempo);

14)   Quem empresta, adeus. (em terra de godelas, pegar “um de graça”, é achar-se rei);

15)   Pobre, quando mete a mão no bolso, só tira os cinco dedos. (quando não vem faltando uns);

16)   O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro. (banco é aquele que capta o REAL a custo de ferro, empresta o DIGITAL a preço de ouro e contabiliza o IMATERIAL ao valor de diamante);

17)   Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades. (espalhando dificuldades, para vender facilidades… Eis o espirito do Estado);

18) A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana. (a imbecilidade é ato da subjetividade, que uma vez atirada contra um ventilador girando, espalha excremento em muitos);

19)   Este mundo é redondo, mas está ficando muito chato. (quadrados duros e arestas moles, bate, bate, até que arredonda. Tomara);

20)   Precisa-se de uma boa datilógrafa. Se for boa mesmo, não precisa ser datilógrafa. (sem comentários);

21)   O fígado faz muito mal à bebida. (na ilusão platônica do coito com as loiras do comercial, os bebuns fazem muito bem as Ações da AmBev, até que pobres, atropelem);

22)   O casamento é uma tragédia em dois atos: um civil e um religioso. (minha vó já dizia: casamento só vale no civi… se civi, tu casa meu fi);

23) A alma humana, como os bolsos da batina de padre, tem mistérios insondáveis. (há mais mistério entre a fé no ofertório e a mágica do cofre, do que sonham os pobres fiéis pentecostais);

24) Eu Cavo, Tu Cavas, Ele Cava, Nós Cavamos, Vós Cavais, Eles Cavam. Não é bonito, nem rima, mas é profundo… (a crença da oposição, é quanto pior melhor; esquecendo-se que o barco é único);

25) Tudo é relativo: o tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do banheiro você está. (Magnopyrol no olho dos outros é colírio – se bem soubessem, os nordestinos deferiam substituir os produtos sulistas, em prol do próprio desenvolvimento);

26) Nunca desista do seu sonho. Se acabou numa padaria, procure em outra! (o sonho pequeno tem o mesmo custo do grande, mas a importância…);

27) Devo tanto que, se eu chamar alguém de “meu bem”, o banco toma! (o banco sempre ganha! Principalmente sobre a desgraça alheia);

28) Viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta… (a esperança é a última que morre, e a primeira que as formigas devoram);

29)   Tempo é dinheiro. Paguemos, portanto, as nossas dívidas com o tempo. (em terra de juros altos, tempo é dinheiro contados em milésimos de segundos);

30) As duas cobras que estão no anel do médico significam que o médico cobra duas vezes, isto é, se cura, cobra, e se mata, cobra. (Se tem coisa que não tem faltado em casa de pobre é: brinquedo de plástico quebrado e sem pilha; caixas de remédio sem uso e exames médico sem sentido – exceto a criminosa gorjeta medicinal incidente);

31) O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim, afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato. (no Brasil dos caciques partidários, apenas 5% são eleitos aqueles que você votou);

32)   Em todas as famílias há sempre um imbecil. É horrível, portanto, a situação do filho único. (como inquérito policial, pressionado, encomendado e Moroso; se não tem tu, vai tu mesmo);

33) Negociata é um bom negócio para o qual não fomos convidados. (secreto porão e tostão, são primos carnal);

34) Quem não muda de caminho é trem. (pé que anda na linha, não dá topada gratuita);

35) A moral dos políticos é como elevador: sobe e desce. Mas em geral enguiça por falta de energia, ou então não funciona definitivamente, deixando desesperados os infelizes que confiam nele. (político gestor(a) incompetente, se vaia ao longe);

  

Contam os sábios, que a Mentira, malandra que só, convidou a Verdade para relaxar um pouco e se banhar aproveitando as águas calmas dum lago fundo, lá no meio da floresta. Porém, já impôs uma sorrateira condição –  que ambas fossem nuas e que a Verdade fosse na frente, prevalecente como dantes. Quando a Verdade mergulhou, a Mentira voltou atrás, rapidamente vestiu as roupas da Verdade e fugiu em disparada pelo mundo a fora, travestida da Verdade, alastrando suas estórias e versões. A Verdade, dado a sua obstinação em não se corromper e curvar-se a malandragem da oportunidade, mais uma vez foi trapaceada, e saiu nua pelo mundo, em seu estado natural, jurando nunca mais usar vestes… (por mais belas que sejam) muito embora, esse lhe seja desde então, seu maior preço crucifixo.

Aprendizado: A Mentira vem bem embalada, instantânea, preparada para consumo; a Verdade, nua e crua com o margo da realidade, carente de preparo e sustento.

O eleitor preguiçoso, malandro, godela e exibicionista; no fundo goooosta duma “boa mentira”. Não é à toa que há décadas lhe são oferecidas caras oportunidades, e ele prefere fugir do preço da Verdade. O qual no fundo, é um luxo! Certo? Depois, o lixo é quem por fim pagar a conta mesmo, e tudo segue como antes, porém com uma mentira “Nova a contar vantagens”.

Exemplo prático: Se a verdade fosse dita, deveríamos anuncia-la assim: – Compre uma bela embalagem na cacau-show, leve um [presente] tipo doce com essência de chocolaterecheado de açúcar e gorduras… Mas ai… no rol e a luz da Verdade, os não tolos, iriam preferir os chocolates das pequenas e noviças fábricas de chocolate do Sul baiano… coisa que a mentira, rapidamente esboçaria revanche, com seu poderoso capital e técnicas subliminares do marketing, disponível em escala na grande mídia sulista (marketing, como diriam os mais velhos: é a arte de passar açúcar no “zoi do zoto”).

Por fim, em tempos de Fake News (mentiras verdadeiras ou verdades mentirosas), seja qual for, não podemos nos esquecer nunca, das revelações antropofágicas, políticas e literárias, prolatadas via falas dos personagens malucos e/ou mentirosos de: Ariano Suassuna e Machado de Assis, os quais nos desnudaram o [Cinismo] por trás das pseudo verdades da humanidade urbana político-eleitoral!

Para os mais astutos, sugiro assistirem aos vídeos abaixo, como reflexão complementar a leitura, e ainda, como prova irrefutável que mentira tem perna curta, mas tem vida looooonga.

Signatário Elson Andrade – arquiteto, urbanista, empresário e pós graduando do Instituto de Economia da Unicamp.