Escritor Thomas Leuri Souza é convidado pela Fundação Pedro Calmon para encontro que marca os 40 anos da instituição

Divulgação

Há trabalhos que nascem à margem dos grandes centros editoriais, mas que, ainda assim, atravessam o tempo com força suficiente para disputar lugar na memória coletiva. É nesse território que se insere a produção do escritor e documentarista Thomas Leuri Souza.

O autor, que é cronista colaborador do IPIAÚ ONLINE, foi convidado pela Fundação Pedro Calmon, por meio do Centro de Memória da Bahia, para o Encontro Baiano de Livro, Leitura e Memória, evento que integra a programação dos 40 anos da instituição e reúne agentes culturais ligados à preservação da história no estado.

O convite funciona, ao mesmo tempo, como reconhecimento e como sinal de deslocamento. Reconhecimento por um trabalho que se constrói fora das estruturas tradicionais; deslocamento porque insere essa produção em um espaço institucional historicamente reservado a circuitos mais consolidados.

A obra Filho de Angorô é um dos pontos centrais dessa trajetória. Ao registrar histórias e experiências que raramente encontram lugar nos arquivos oficiais, o livro se aproxima de uma tradição de escrita que não apenas narra, mas preserva.

Esse movimento ganha continuidade no audiovisual. O documentário Filho de Angorô: A História de Pai Naldo tem lançamento previsto para o dia 11 de julho, às 18h, ampliando o alcance da narrativa e deslocando-a do texto para a imagem, sem perder o compromisso com a memória que a originou.

O encontro promovido pela Fundação Pedro Calmon está previsto para ocorrer entre os dias 27 e 29 de abril e deve reunir pesquisadores, escritores e responsáveis por acervos públicos e privados. A programação inclui atividades formativas e uma mesa de discussão voltada à construção de políticas públicas para a preservação de memórias e arquivos.

Mais do que um evento, trata-se de um espaço de mediação entre diferentes formas de produzir e guardar história. Nesse contexto, a presença de autores independentes evidencia uma mudança em curso: a memória não é mais um campo restrito às instituições, mas um território em disputa, ampliado por iniciativas individuais.

O convite dirigido a Thomas Leuri Souza insere seu trabalho nesse debate e reforça um ponto central: há produções que, mesmo fora dos grandes circuitos, não apenas registram a memória ajudam a redefinir quem tem o direito de contá-la.

Ipiaú Online 


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