Brasil ultrapassa 500 mil mortos por Covid-19

O Brasil ultrapassou, neste sábado (19), a triste marca de 500 mil mortos pela covid-19. Foram exatamente 500.868 vidas perdidas para o vírus desde o início da pandemia. É como se, em menos de 15 meses, mais que as populações de Ilhéus, Itabuna e Eunápolis fossem dizimadas pelo novo coronavírus.

Os estados com os maiores números de óbitos pela doença são São Paulo (121.960 mortes), Rio de Janeiro (54.142), Minas Gerais (44.347), Rio Grande do Sul (30.372), Paraná (29.975), Bahia (23.104) e Ceará (22.043).

BOLSONARO SILENCIA, QUEIROGA LAMENTA

Políticos e instituições comentaram a marca fúnebre. Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, lamentou. “500 mil vidas perdidas pela pandemia que afeta o nosso Brasil e todo o mundo”, observou, acrescentando que trabalha para vacinar todos os brasileiros “no menor tempo possível”.

Também lamentaram a superação da marca de 500 mil mortes o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) – que ressaltou que do meio milhão de mortes, 300 mil ocorreram apenas nos últimos cinco meses – e a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras.

“Somos o segundo país em números de óbitos diários. Estamos atrás apenas da Índia com seus 1,3 bilhão de habitantes. Dados reunidos pela Universidade de Pelotas também não deixam dúvidas. O Brasil, com 2,7% da população mundial, detém 12,8% dos óbitos por covid-19 no mundo. Enquanto a proporção de mortes por covid-19 no mundo é de 488 por milhão de habitantes, aqui é de 2.293”, disse, em nota, o Conass.

CRISE DO VÍRUS E DA IGNORÂNCIA

“Temos, portanto, duas crises: a do vírus e a da ignorância. Essa perigosa combinação expõe mais pessoas ao risco de contágio e dificulta ainda mais as estratégias de prevenção da doença”. “Sofremos com a alta ocupação de leitos de UTI e com a escassez de medicamentos para intubação, o que aumenta ainda mais a pressão sobre os trabalhadores de saúde”, complementa a nota ao ressaltar que o número de casos novos voltou a crescer.

Em carta aberta, o Médicos Sem Fronteiras disse condenar “com indignação” o que chamou de “descaso” à emergência sanitária no Brasil. Segundo a entidade, o país “vive em um estado de luto permanente”. A organização destaca que estudos previam os impactos que a pandemia teria sobre o sistema de saúde e que esta atingiria, de maneira “mais cruel”, as populações negra e indígena, migrantes e refugiados.

Pimenta