Vacina da Pfizer é eficaz contra variante sul-africana do coronavírus, apontam dados preliminares

A Pfizer anunciou que sua vacina contra a Covid-19, desenvolvida em parceria com a empresa alemã de biotecnologia BioNTech, é eficaz contra a variante do coronavírus primeiramente identificada na África do Sul (B.1.351).

Em um comunicado publicado nesta quinta-feira (1º), a empresa afirma que no braço sul-africano do estudo realizado com o imunizante foram registrados nove casos da Covid-19 com sintomas entre os 800 participantes –todos os registros da doença ocorreram no grupo do placebo (que não recebeu a vacina). Após um sequenciamento genético dos vírus que causaram essas infecções, os cientistas concluíram que seis deles eram da linhagem B.1.351, hoje predominante no país.

Os dados indicam uma proteção de 100% contra a variante, mas esses são números preliminares e a amostra é considerada pequena para permitir conclusões definitivas.

“Esses dados confirmam resultados anteriores que demonstraram que a vacina BNT162b2 [nome do imunizante] induz uma resposta robusta de anticorpos neutralizantes da variante B.1.351”, diz a companhia na nota.

A Pfizer e a BioNTech anunciaram ainda que a vacina BNT162b2 mantém alta eficácia (91,3%) contra o coronavírus mesmo após seis meses depois da aplicação da segunda dose. O resultado vem da análise de dados de mais de 12 mil participantes vacinados no estudo com o imunizante.

As empresas afirmam que nenhum problema sério de segurança foi detectado nos mais de 44 mil participantes do estudo. A vacina BNT162b2 é usada nos Estados Unidos e Israel, entre outros países.

Na segunda-feira (29), o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) confirmou que as vacinas da Pfizer/BioNTech e da Moderna contra a Covid-19, ambas baseadas na técnica de RNA mensageiro (mRNA), têm eficácia de 90% ou mais em um estudo que leva em conta dados do uso do imunizante no mundo real, isto é, fora dos testes clínicos.

De acordo com o CDC, a primeira dose de uma das duas vacinas foi suficiente para reduzir em 80% as chances de ser infectado pelo vírus causador da Covid-19 a partir de duas semanas após a injeção. Foram avaliadas infecções sintomáticas e assintomáticas em quase 4.000 participantes de seis estados norte-americanos.

Fizeram parte do estudo do CDC profissionais da saúde e trabalhadores considerados essenciais, os primeiros a receberem as injeções e os mais suscetíveis à infecção.

As vacinas de mRNA foram a grande conquista científica de 2020. Esses imunizantes carregam o código genético do vírus que contém as instruções para que as células do corpo produzam proteínas que estimulam a resposta imunológica do organismo contra o patógeno.

Via de regra, todas as vacinas precisam carregar de alguma forma uma identificação do vírus que serve para alertar o sistema imunológico contra um invasor e dar início a produção das moléculas protetoras. As vacinas simulam uma infecção para enganar o corpo e induzi-lo a deixar a resposta imunológica formada. Assim, quando o corpo encontra o vírus ativo, capaz de gerar doença, o organismo já conta com as defesas prontas.


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