Seu filho está se cortando ? O auto dano sempre é um sinal

“Automutilação de adolescentes desafia médicos e cientistas” Benedict Carey Site: Terra
O auto dano, principalmente entre garotas adolescentes, tornou-se tão disseminada tão rapidamente que os cientistas e psicólogos agora estão tentando estudar mais á fundo este fenômeno. Cerca de um em cada cinco adolescentes revela ter se machucado para aliviar a dor emocional pelo menos uma vez.
A automutilação não suicida é um ato que causa dor ou danos superficiais ao próprio corpo, mas não tem a intenção de causar morte.

O que é automutilação?
De acordo com a Sociedade Internacional para Estudos de Comportamentos Autolesivos, a automutilação é definida como: comportamento no qual eu provoco um dano a uma parte do meu corpo, sem a intenção de tirar minha vida com essa lesão e esse é um propósito não validado socialmente. Esse é um conceito que internacionalmente se usa para o comportamento auto lesivo, que aqui no Brasil é chamado de automutilação.
Por que as pessoas se automutilam?
Auto dano é uma forma de lidar com ou escapar de emoções negativas esmagadora. Automutilação pode fornecer uma maneira para aqueles que têm dificuldade em sentir emoções para sentir algo “real” para substituir dormência; pode ajudar a transformar a dor psicológica interna na dor física externa. As pessoas também se automutilam para punir a si mesmos e a vergonha e a culpa da automutilação poderiam levar a mais automutilação, causando uma espiral descendente. Ferindo-se pode liberar endorfinas ou hormônios que matam a dor, aumentando o humor momentaneamente; automutilação pode, assim, tornar-se viciante. Auto dano é às vezes um sinal físico ou chorar por ajuda, mas mais frequentemente realizada privadamente para dissipar as emoções negativas, em seguida, escondido de outros.
Entretanto nós não podemos dar uma resposta simples para algo tão complexo que gera uma angústia dessa natureza. Não estamos falando de uma angústia comum, corriqueira. Não é algo como “eu tirei uma nota baixa na minha escola” ou “eu tive uma discussão com meu melhor amigo” e de repente fiquei triste um dia ou dois. Estamos falando de uma dor profunda, emocional, que chamamos de angústia. Essas situações sempre são multideterminadas e nunca vêm em função de um único fator.
O tratamento de automutilação deve ser feito por um especialista, psicólogo/psiquiatra, e após o diagnóstico de transtorno ou condição psiquiátrica instável. A abordagem, em geral, envolve a psicoterapia associada a prescrição de medicamentos e estabilizadores emocionais. A medicação irá condicionar as atitudes impulsivas e psicóticas, além das variações de humor, o que irá ampliar as capacidades da terapia.
Já para a prevenção a questão parece ser o que podemos fazer para que as crianças desenvolvam habilidades emocionais para lidar com as dificuldades do mundo, já que é impossível poupá-las dos problemas e dores. A resposta não é única, mas uma opção pode ser trabalhar com elas em casa e na escola.
Fazendo com que façam um leitura de mundo mais adequada, promovendo o desenvolvimento da resiliência e habilidades sociais e emocionais para lidar com bullying e cyberbullying, com perdas, com frustrações, para aprender a resolver conflitos sem se machucar e sem machucar o outro. Tudo isso é importante para que o ser humano possa encarar os desafios do mundo.
Colunista  Matheus de Oliveira Silva
CRP 03/18092
Psicólogo Graduado pela IMES Bahia, atuante na área clínica em Ipiaú, oferecendo psicoterapia individual para crianças, adolescentes, adultos e senis.
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