“Relações foram consentidas e marcadas por carinho e afeto”, diz defesa de líder religioso acusado de assédio sexual

O advogado do líder espiritual e criador da Fundação Ocidemnte, Jair Tércio Cunha Costa, afirmou que, até o momento, ele ainda não foi intimado pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) para prestar depoimento sobre as acusações de abuso sexual feitas por quatorze mulheres.

Ainda segundo a defesa, por meio de nota encaminhada ao BNews nesta segunda-feira (3), todas as relações mantidas por Jair Tércio “foram consentidas e marcadas por carinho e afeto”, jamais tendo ele “agido com violência física e psicológica com qualquer pessoa, muito menos em contexto sexual”.

O advogado Fabiano Pimentel, que representa o líder religioso frente às acusações de assédio, ainda destacou no documento que “pessoas que convivem com ele [Jair] e o conhecem de perto atestam que ele não usaria nenhuma forma de violência ardil para obter qualquer tipo de benefício sexual”.

Além disso, a defesa afirmou que, apesar de ter escrito diversos livros sobre espiritualidade, Jair Tércio “nunca se valeu de sua posição para lograr vantagens espíritas, principalmente em âmbito sexual”. Fabiano Pimentel ressaltou que o cliente acredita que “todos os fatos serão elucidados no curso do processo”.