Projeção indica que Brasil pode conquistar até 24 medalhas na Olimpíada do Rio

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Se os Jogos Olímpicos do Rio começassem hoje, o Brasil conquistaria 24 medalhas (11 de ouro, sete de prata e seis de bronze) e terminaria na 10.ª colocação no quadro geral. Essa é a previsão da empresa holandesa de estatísticas Infostrada Sports. Os números coincidem com a última previsão feita pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), que calcula que 23 ou 24 medalhas serão suficientes para o país alcançar a meta de ficar entre os dez primeiros colocados na Olimpíada.

Para chegar ao número de 24 pódios, a Infostrada Sports lançou uma plataforma de dados que identifica os países e atletas com mais probabilidade de serem bem-sucedidos no Rio. A partir dos últimos resultados de cada atleta, foi criada uma ferramenta chamada Quadro de Medalhas Virtual.

Os dados são atualizados sempre na primeira terça-feira de cada mês para aproximar os cálculos da realidade. No caso do Brasil, por exemplo, somente a partir do mês passado é que passou a ser contabilizada uma medalha de ouro nas duplas masculinas do tênis e outra de prata nas duplas mistas depois que Bruno Soares foi campeão das duas modalidades no Aberto da Austrália.

Soares ganhou em Melbourne entre os homens com Jamie Murray e nas duplas mistas com a russa Elena Vesnina. No Rio, ele vai formar dupla com Marcelo Melo, que ganhou seis títulos em 2015. Entre as duplas mistas, ainda não estão definidos quem serão os dois tenistas que representarão o Brasil.

A partir da performance em eventos esportivos mundiais, é feita uma previsão dos resultados para os Jogos Olímpicos no Rio. A pontuação ainda é transformada em um algoritmo antes da montagem do Quadro de Medalhas Virtual.

“Usamos todos os resultados desde a última Olimpíada e atribuímos pontos aos oito melhores colocados de cada evento. Se uma competição aconteceu na semana passada, os créditos dela são maiores do que uma prova realizada três anos atrás, por exemplo”, disse à reportagem do jornal O Estado de S. Paulo o chefe de análises da Infostrada, Simon Gleave.

Antes dos Jogos de Londres, em 2012, a previsão da empresa era de que a Grã-Bretanha conquistasse 67 medalhas. Errou por apenas dois pódios. O dado mais curioso é que a Infostrada acertou que os britânicos conquistariam 16 medalhas de ouro logo no primeira semana dos Jogos e depois cairiam de rendimento.

O Quadro de Medalhas Virtual não é feito apenas a partir da frieza dos números. O lado emocional e a torcida também são levados em conta. Por isso, a quantidade de pódios previstos para o País nos Jogos do Rio foi inflada.

“Na contagem, já incluímos o fator casa a favor do Brasil e esperamos que o número de medalhas que projetamos fique bem perto daquilo que as autoridades esportivas do País esperam alcançar graças aos investimentos feitos para melhorar a colocação da delegação brasileira”, afirma Gleave.

Além de considerar o apoio dos torcedores brasileiros, a Infostrada ainda contabiliza uma medalha que dificilmente será conquistada pelo Brasil. A boxeadora Clélia Costa, aposta de ouro na categoria até 51kg (peso mosca), testou positivo em um exame antidoping no ano passado para a substância furosemida e está suspensa. Mesmo sem contabilizar esse ouro, o País se mantém no Top 10 geral.

Com informações do Estadão Conteúdo