Preso, jovem com familiares em Jequié,será julgado no exterior sob acusação de tráfico

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Um jovem velejador filho de mãe jequieens, acompanhado de dois colegas, segue preso há seis meses na cidade de Mindelo, na Ilha de Cabo Verde, arquipélago dos Açores, costa da África, aguardando por julgamento sob acusação de tráfico internacional de drogas. O drama pelo qual passa o jequieense Rodrigo Lima Dantas (25), o também baiano Daniel Dantas (43), além do gaúcho Daniel Guerra (36) começou quando Rodrigo conseguiu obter pela internet estágio remunerado em um veleiro, após finalizar curso náutico especializado em Ilha Bela, estado do Rio de Janeiro.

Ao aportarem no arquipélago, a polícia local encontrou grande quantidade de cocaína dentro do barco de bandeira inglesa Rich Harvest, para qual foram contratados como ajudantes de viagem.

A droga ( cerca de 1.157 quilos ) estava escondida dentro de um compartimento cimentado no casco do barco, que não foi encontrada pela polícia quando da vistoria obrigatória realizada no Brasil. Em Natal, agentes da Polícia Federal chegaram a fazer uma minuciosa busca com um cão farejador no barco atendendo a uma denúncia. Na ocasião os jovens ficaram aliviados por receber da polícia a certeza de que a embarcação estava com tudo em ordem para viajar.

Velejadores brasileiros fizeram manifestação em Cabo Verde pela libertação
Velejadores brasileiros fizeram manifestação em Cabo Verde pela libertação de Rodrigo

A embarcação em questão foi construída a pedido do inglês George Edward Saul, apelidado de “Fox”, contratado pela empresa holandesa Yacht Delivery Company, em um estaleiro da Bahia. O comandante do barco, o francês Oliver Thomas, também está preso, aguardando o julgamento que acontece no próximo dia 12. O  inglês fpermance oragido, após abandonar o barco de forma suspeita em Natal, dias antes da batida da PF.

Rodrigo é filho de João Dantas Torres e Aniete Lima Dantas, esta  nascida em Jequié e atualmente residente em Salvador com o marido. Seus avós tinham propriedades rurais nas regiões de Itagibá e Ibicuí.

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Rodrigo, Daniel e o proprietário do barco, o inglês Edward Fox, ( ao centro ) que está foragido

A família está muito abalada com os acontecimentos e segue na torcida, juntamente com outros velejadores que conhecem a reputação do jovem, de que ele seja libertado.

Em 22 de fevereiro último o Ministério da Justiça do Brasil, através da Embaixada em Cabo Verde, entregou a Procuradoria Geral daquele país um relatório com mais de 200 páginas elaborado pela Polícia Federal Brasileira, a partir de detalhada investigação com provas e documentos, no qual consta que não encontraram nenhum indício de vínculo da tripulação com a droga encontrada no veleiro.

Ipiaú on Line / Celso Rommel