Postagem equivocada causa mal estar nas redes sociais

Por Wilson Midlej

Um desses lamentáveis lapsos que acontecem eventualmente acabou causando mal estar nas redes sociais e constrangimentos com a repercussão da nota. Na Bahia existem alguns homônimos contemporâneos, alvos de homenagens por suas trajetórias vitoriosas e extraordinários legados à sociedade: muitos registros aconteceram e continuarão acontecendo neste mes de julho, pela passagem do 4º ano de ausência do convívio com o ex-diretor da Radio Bahiana de Jequié, Cid Carvalho Teixeira cidadão jequieense, natural de Amargosa, falecido em 28 de julho de 2016, conforme nota abaixo transcrita do site Jequié Repórter, do Jornalista Wilson Novaes Jr:

“Faleceu na manhã desta quinta-feira (28/7), em unidade de saúde privada de Salvador, o cidadão Cid Carvalho Teixeira, 93 anos, que durante o período de 1960 a 1990 dirigiu a extinta Rádio Bahiana de Jequié-AM. Natural do município de Amargosa (povoado de Tartaruga), Cid Teixeira chegou em Jequié na década de 1950. Era também irmão do radialista [já falecido] Geraldo Carvalho Teixeira, que por muitos anos foi comunicador na mesma emissora. Membro ativo da maçonaria, foi por muito tempo Delegado Distrital da antiga Grande Loja Unida da Bahia, com participação ativa nas atividades lojas maçônicas de Jequié e região, teve também, atuação dedicada, ao Conselho Comunitário de Jequié. Deixou um único filho Cid Roberto Teixeira, residente em Salvador. O corpo de Cid Teixeira está sendo trazido para Jequié, devendo ser velado na Loja Maçônica União Beneficente”.

Morre Cid Teixeira diretor da Rádio Bahiana de Jequié durante três décadas

O escritor Gilfrancisco, inadvertidamente, publicou nota dando conta das comemorações pelos quatro anos do suposto falecimento do professor Cid Teixeira, quando na verdade, as homenagens póstumas serão dirigidas ao também querido cidadão jequieense Cid Teixeira. Ambos seres humanos extraordinários, sendo que o professor e historiador Cid Teixeira, se encontra gozando de plena saúde em sua residência na Pituba.

Com o objetivo de dirimir as dúvidas que possam ainda estar pairando sobre o circuito criado pelas informações desencontradas, publico aqui, também, a equivocada nota divulgada, ainda que sem intencionalidade, mas que tem repercutido negativamente:

“Este mês de julho, completa quatro anos que perdemos o nosso maior historiador, Cid Carvalho Teixeira Cavalcante (1924-2016), aos 92 anos. Esse historiador pop que “transformou o contar fatos da capital baiana e da baianidade em arte”, há muito merece uma biografia. Devido à idade avançada e naturalmente os problemas de saúde, aos poucos Cid foi se afastando da vida pública e em julho de 2014 foi hospitalizado na Unidade de Terapia Intensiva Cardiológica do Hospital Aliança, em Salvador. Dois anos depois uma nova internação na UTI, que não resistiu. Seu corpo foi transladado de Salvador para Jequié, sendo velado na Loja Maçônica Beneficente onde recebeu as ultimas homenagens e sepultado no cemitério São João Batista”. Assinado pelo escritor Gilfrancisco e publicado em http://noticiacapital.com.br/noticias1.asp?cod=43679.

Escrevo este texto com a finalidade precípua de esclarecer o mal entendido, homenagear in memorian, o velho maçom, sábio e conciliador Cid Carvalho Teixeira e celebrar a vida e plena saúde do advogado, professor, historiador, jornalista e membro da ABI, Cid José Teixeira Cavalcante.

Faço referência ao artigo de Sergio Mattos ao elucidar Cid Teixeira e, também, pelas lições e esclarecimentos sobre a velha Salvador no excelente e duradouro programa de rádio “Pergunte ao João”, depois transformado em “Toponímia da Cidade do Salvador”, na Radio Educadora da Bahia.

Mestre inesquecível, tanto para os alunos do Ginasio Estadual Manoel Devoto, no Rio Vermelho, como para os discípulos da História da Arte na Escola de Belas Artes da UFBa.

Continuamos a render homenagem à esta figura ilustre, ex-diretor da Fundação Gregório de Mattos, o mesmo que implantou o Serviço de Rádio Educação do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia. Atuou como jornalista em vários periódicos de Salvador, editor chefe da Tribuna da Bahia e tem centenas de artigos publicados em jornais e revistas, além de vários livros editados.

Tenho o privilégio de ter conhecido e desfrutado da amizade dos dois.

Wilson Midlej é jornalista