Para delegada do caso, pastor suspeito de abuso teve ‘alto grau de perversão’

pastor

A delegada Cristiana Bento, da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), afirmou no pedido de prisão do pastor Felipe Heiderich que ele mostrou “alto grau de perversão” em suas ações – o líder da Aliança Mundial de Evangelização e Ensino é suspeito de abusar do enteado de 5 anos, filho da pastora Bianca Toledo.

No documento, a policial escreve que a prisão do suspeito é “imprescindível” porque ele é acusado de ter cometido um “crime gravíssimo, inclusive considerado hediondo”. Felipe, que está preso desde o dia 5, negou todas as acusações.

Para a delegada, a prisão deveria ser determinada para evitar também que “outras crianças sejam abusadas pelo acusado”. A Justiça aceitou o pedido e decretou prisão temporária de 30 dias do pastor, que está em uma cela isolada na Cadeia Pública José Frederico Marques, no Rio de Janeiro.

O pedido levou em conta avaliações psicológica e psiquiátrica do menino, feitas por dois profissionais. A investigação aponta que o garoto era abusado pelo padrasto durante os banhos. A denúncia partiu da esposa do pastor, pastora Bianca, que afirmou ter descoberto que o marido seria homossexual. Logo depois, ela conversou com o filho e acabou descobrindo os abusos, segundo o relato dela.

A defesa do pastor nega as acusações e entrou com pedido de habeas corpus para ele, negado pela Justiça.

Correio