Pacheco confirma instalação da CPI do MEC, mas só depois da eleição

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), confirmou a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar corrupção no Ministério da Educação (MEC). A decisão foi tomada em reunião com líderes da Casa durante a manhã desta terça-feira, 5. No entanto, a decisão também é de que o início dos trabalhos aconteça somente após o período eleitoral.

“O Senado, integralmente, reconhece a importância das CPIs para investigar ilícitos no MEC, desmatamento ilegal na Amazônia, crime organizado e narcotráfico. Os requerimentos serão lidos em plenário por dever constitucional e questões procedimentais serão decididas”, postou Pacheco no Twitter, relembrando outros pedidos de CPIs que contam com o mínimo de assinaturas necessárias.

“Porém, a ampla maioria dos líderes entende que a instalação de todas elas deve acontecer após o período eleitoral, permitindo-se a participação de todos os senadores e evitando-se a contaminação das investigações pelo processo eleitoral, acrescentou o presidente do Senado.

Como a maioria decidiu pela abertura das investigações, Pacheco, que já havia dito que seguiria a posição dos líderes, confirmou que irá ler em plenário ainda nesta semana os requerimentos que pedem investigação no MEC e outro requerimento que solicita a abertura de uma CPI sobre o crime organizado.

Sem conseguir impedir a criação da CPI, o governo federal conseguiu o seu objetivo de retardar o início dos trabalhos da comissão.

De acordo com o blog do Valdo Cruz, no G1, aliados de Bolsonaro, a CPI do MEC teria um potencial de estrago grande em período eleitoral, já que a Polícia Federal já coletou vários indícios de envolvimento de pastores no esquema de tráfico de influência dentro do ministério. Em junho, o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, foi preso em Santos por pedido da PF.

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