Não há previsão para dispensar máscaras em Salvador, diz Bruno Reis

 

Apesar da flexibilização do uso de máscaras em outras cidades do país, ainda não há uma previsão de quando isso pode ocorrer em Salvador. Mesmo com os números da pandemia em queda, o prefeito Bruno Reis (DEM) diz que essa questão ainda será avaliada.

“Eu não quero estabelecer datas e prazos. Essa decisão não depende apenas do prefeito. No Rio de Janeiro, o governador delegou aos prefeitos essa decisão. Aqui, não. Aqui, ainda mais por conta da decisão do Supremo, os decretos estaduais se sobrepõem aos municipais. E ainda não tem nenhuma decisão sobre datas e nem sobre tirar [o uso obrigatório de máscaras] em ambientes abertos ou fechados. Ainda não há nenhuma decisão nesse sentido”, disse.

Bruno, no entanto, foi otimista. “À medida que os números forem caindo, a gente vai ter que voltar ao normal. Vamos fazer, na semana que vem, dois anos da chegada do vírus na nossa cidade, das medidas de isolamento, e é natural, depois de dois anos, chegar ao momento de saturação. Recebo sempre mensagens das pessoas pedindo para deixar de usar máscara”, afirmou.

Outras medidas, segundo o prefeito, estão sendo avaliadas em conjunto com o governo do estado, como ocorreu ao longo da pandemia. “Nossas equipes já começaram a avaliar outras medidas, como aumento de público, até de distanciamento nos espaços, e também debater em relação às mascaras, mas não é a decisão de outras cidades e estados que vão pautar nossas decisões. O Rio de Janeiro, com todo respeito ao prefeito Eduardo Paes, nunca foi referência para que possamos nos pautar”, avaliou.

Já o secretário municipal da Saúde (SMS), Léo Prates, avalia que a cidade têm índices da pandemia favoráveis a qualquer decisão de flexibilização, mas é necessário estar atento ao histórico epidemiológico de Salvador.

“Aprendi com a pandemia que devemos viver o momento, mas é preciso chamar atenção de que há, historicamente, uma alta de atendimento de síndromes gripais no mês de abril, desde antes da pandemia. É só um dado para o governador e prefeito tomarem as decisões”, pontuou o secretário.

Correio

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