Josias classifica eventual saída da Ford da Bahia como “calote socioeconômico”

O deputado federal Josias Gomes (PT) criticou hoje o anúncio de fechamento de operações da Ford no Brasil, classificando qualquer iniciativa da companhia neste sentido como um “calote socioeconômico” nos trabalhadores e no Estado.

“A multinacional norte-americana exigiu bilhões de reais em isenção fiscal para instalar a sua operação em Camaçari. Tanto o Estado quanto o governo federal compactuaram com as condições impostas pela Ford. A empresa não pode simplesmente transferir todo o ônus para esfera pública e os trabalhadores. E os bilhões de impostos que deixaram de ser arrecadados?”, questionou Josias, declarando se colocar em defesa dos 2,8 mil trabalhadores diretos que estão com os seus empregos ameaçados.

Ele lembrou que outros 22 mil postos de trabalho dependem indiretamente da Ford Camaçari. “O estrago socioeconômico pode ser catastrófico a curto, médio e longo prazos. A Ford, como uma das maiores multinacionais do planeta, tem plenas condições de traçar um plano estratégico para viabilizar a sua permanência na Bahia. Se estávamos juntos nos momentos de alta rentabilidade, agora, na crise, precisamos encontrar uma saída para que os trabalhadores e o povo baiano não sejam prejudicados. Os companheiros e companheiras podem contar com o nosso apoio na luta em defesa da Ford Bahia”, disse o deputado, que está prestes a ser empossado como secretário estadual de Desenvolvimento Regional.

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