José Carlos Britto de Lacerda reflete sobre a relação entre a pandemia e casos de depressão

Este substantivo comum, cujo significado original, em Geografia, é “abaixamento de nível, ou desnível, terminou por usar-se para identificar um estado psíquico, materializado por “desânimo, esgotamento, abatimento” e dar nome ao que passou a classificar-se como a “doença do século”.

E foi criado o termo “depressivo”, comumente empregado para identificar pessoa acometida de depressão. Contudo, há um engano, no meu entendimento, porque a pessoa acometida de depressão torna-se “deprimida”, não “depressiva”! “Depressivo”, parece-me, deve ser a identificação do quadro em que o “deprimido” se encontrar e, “deprimente”, qualquer ato ou evento que possa conduzir à depressão.

Digo isto tudo, porque neste ano de 2020ª humanidade foi assaltada por um evento deprimente, muito triste, qual seja a eclosão da Pandemia da covid-19, a qual produz desesperança, alimenta a incerteza no futuro e o pessimismo.

Os órgão de Imprensa, predominante a Televisão (e não podemos esquecer de debitar isto à Rede Globo) vêm contribuindo marcantemente para a criação e a manutenção de um estado de pânico social, chegando ao extremo de instilar, na maioria desavisada da população, uma desesperança tão grande, que certamente muitas pessoas acabam deprimindo-se e, por fim, morrendo, sem que tenham sido contaminadas pelo maldito vírus chinês. E, o que é ainda pior, alguns utilizam-se da desgraça como instrumento ideológico, político.

Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal não atentaram ainda para o perigo, que a propaganda irracional causa, perigo que ameaça a estabilidade social, a segurança dos nacionais e naturalizados brasileiros e continuam a permitir todos os tipos de abusos, em nome de uma “liberdade de imprensa”, assegurada pela Constituição Federal mas que, no caso, atenta contra a “segurança nacional”.

A quem interessa o caos? Evidentemente, ele interessa àqueles que vivem da exploração do lixo social. Entretanto, é muito provável que os “abutres” da desgraça humana acabem por não ganhar dinheiro, um dia, porque uma população, uma sociedade deprimida não lê jornais, não ouve rádio, não vê televisão.

José Carlos Britto de Lacerda é advogado