José Carlos Britto de Lacerda comenta perspectivas econômicas e politicas para o futuro do Brasil

Brasil, qual será o seu futuro?

Desde a instalação do comunismo no primeiro país, desenvolve-se uma disputa incessante relacionada com a expansão das áreas ocupadas pelo regime, ou sistema, como queiram, sendo inegável que ele realmente vem conquistando, cada vez mais e mais rapidamente, espaço no globo terrestre, enquanto o capitalismo vai, aos poucos encolhendo.

O modelo adotado pelos russos nasceu com Haendel e Karl Marx, foi implantado por Vladimir Ilyich Ulianov, mais conhecido pelo pseudônimo Lenin ou Lenine (depois de uma luta sangrenta, em uma revolução que terminou por derrubar a Monarquia) e foi consolidado por Josef Vissarionovitch Djugatchvili, que adotou o pseudônimo (apelido) de “Stalin” (homem de aço, ou de ferro) através de “expurgos” em que muitos milhares (falam em mais de um milhão) de russos foram executados, como também através de invasões de países menores e mais fracos localizados próximos e vizinhos da Rússia.

O Comunismo também “engoliu” parte da Coréia (atualmente Coréia do Norte) e a China, daí ganhando países menores por toda a -Asia. Alí, o modelo praticado é o Trotskista, idealizado por Leon Trotski (também russo), rival de Stalin, que pregava a “anarquia”, isto é, a ausência de governo, de hierarquia, inclusive no exército.

O domínio e a influência soviéticos e russos reduziram-se muito nas segunda metade do Século Vinte, com a conquista, por diversos países satélites seus, da sua autonomia, como Alemanha Oriental (que se unificou de novo com a Ocidental), Albânia, Hungria, Iugoslávia, Tchecoslováquia, Ucrânia e vários outros, enquanto a China vem exportando seu sistema pelo mundo inteiro, já tendo conquistado diversos países na África e na Ásia e estando a fazê-lo atualmente nas Américas.

E dia a dia, vemos reduzir-se a influência do maior, mais importante e mais rico país capitalista da Terra, os Estados Unidos da América.

A expansão do comunismo deve-se a um trabalho contínuo, diuturno, incansável, de aliciamento, de doutrinação, até pouco tempo nos órgãos de representação de classe, de trabalhadores, nos sindicatos, alcançando os artistas, os formadores de opinião, tomando assento primeiro nas faculdades, em seguida nas escolas do ensino médio e, hoje, já é veiculado nas séries do ensino elementar.

Sua propaganda, até entra nos seios das famílias através de literatura e doutrinação, já feitas pelos adolescentes e pelas crianças.

Esta expansão, vemo-la no nosso País a todo o momento, alimentada pelos meios de comunicação, como é o caso de alguns jornais e televisões, fazendo-nos crer ser, o processo, irreversível.

Sinto tristeza de saber que os brasileiros serão, num dia não muito distante, escravos de uma ideologia e, mais de que de uma ideologia, de um estado, de um país que apenas deseja nossa pátria para, como vampiro, sugar nossa alma, matar nossos sentimentos de cristandade e alegria.

Fico, também triste, porque aos setenta e oito anos de idade, não estarei aqui quando, muitos dos que agora “namoram” a China, “flertam” com os métodos e a “liberdade” e a “democracia” comunistas, contorcerem-se de desespero diante dos frutos da semente que hoje estão lançando e, enfim, falarem de si para si mesmos (porque não terão, como hoje, a liberdade e o direito de dizerem o que bem querem), que “eram felizes e não sabiam”.

“E haverá choro, gritos e ranger de dentes”.

 

José Carlos Britto de Lacerda é advogado