José Carlos Britto de Lacerda comenta os significados do ano novo

Grande esperança

Hoje não é apenas um novo dia, ou somente mais uma sexta feira… não!

Hoje é o primeiro dia de uma década, a terceira década do Século XXI (vinte e um )!  E todas as esperanças se renovam, como se a mudança no calendário, por si só, produzisse algum efeito, benéfico ou maléfico. 

As músicas, cantadas na televisão e no rádio, os vídeos, exibidos pelas emissoras de televisão, as imagens de desastres, de selvageria do ser humano, mostrados nos últimos dias de 2019 em todo o mundo, não foram eficientes nem suficientes, para conduzir a humanidade à reflexão e a uma mudança de comportamento. 

As guerras, a violência, o crime, de toda e qualquer natureza, ao invés de se reduzirem, recrudesceram causando mais dores, mais incertezas, mais desesperança.

E aí vêm um novo ano, uma nova década, trazendo nova oportunidade de mudanças. Mudanças que a imensa maioria das  pessoas, no mundo, que se consideram crentes em um Ser Superior (não importando que nome lhe atribuam nem como o cultuam),  deveriam promover ou, pelo menos, tentar promover acaso tivessem, realmente, “FÉ”. 

E por que? Simples! Em nossa língua, filha do latim, “Fé” é Fides, Fidei, que originou fidelidade, fideicomisso e tem os sinônimos “certeza”, “convicção”. 

As pessoas acreditam e dizem que têm fé no Senhor, no Espírito Santo, mas não cumprem seus estatutos, não obedecem suas ordens. Se tivessem real “certeza”, “convicção” (Fé), o teriam também das consequências da desobediência, das transgressões, comportar-se-iam de modo diverso e o mundo seria bem melhor.

Uma pena que a ganância, o egocentrismo, o egoísmo, o individualismo prevaleçam entre os homens, contrariando todos os ensinamentos. E o exemplo deixado por Jesus Cristo só é lembrado para ilustrar os clamores, os pedidos.

E já é quase demasiadamente tarde para mudar.

José Carlos Britto de Lacerda é advogado

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