Filho de vítima em Barra do Mendes relata frieza de maníaco do DF: ‘Eu vi tudo’

Sem apelos românticos, a suposta motivação do primeiro crime cometido por Lázaro Barbosa, quando ele ainda morava em Melancia, na zona rural de Barra do Mendes, teria sido um “amor não correspondido”. Segundo moradores que conviveram com o criminoso, então um jovem de 18 anos e que cresceu nas imediações, ele era apaixonado por uma moça de prenome Adriana e acabou frustrado pela negativa da jovem – há quem relate que uma tentativa de estupro foi o real pano de fundo para o episódio inicial.

O primeiro assassinado por ele, em novembro de 2008, foi José Carlos Benício de Oliveira, conhecido como Carlito. Testemunhas da época revelam que Carlito era amigo de Lázaro e buscou o jovem para informações sobre a negativa de Adriana. “No susto”, como classificaram os vizinhos, Lázaro acabou atirando contra o amigo, que não resistiu.

Já fora de si, conforme as lembranças do povoado, o jovem procurou “seo” Manoel. Gritou pelo agricultor, com quem teria desavenças anteriores, e, quando Manoel Desidério Silva apareceu na porta da própria casa, Lázaro desferiu o segundo tiro daquele dia. O segundo tiro fatal. O segundo homicídio cometido por um jovem de 18 anos, criado naquele povoado e que abandonara a escola meses antes.

Para Djalma Desidério Novais, no entanto, o segundo crime de Lázaro foi uma tragédia marcada principalmente pela frieza com que o pai dele, Manoel, foi morto. “Ele se escondeu no mato, na frente da casa do meu pai. Chamou o nome dele e, quando ele chegou na porta, atirou. Eu estava bem do lado. Eu vi tudo”, relembra, acelerado, ressaltando um detalhe importante: “ninguém sabe o motivo”.

“Dizem que é porque meu pai brigava com ele quando ele ficava por aqui brincando nas cercas com osso”, completa o órfão de Manoel Desidério, segunda vítima da agora longa lista de crimes cometidos por Lázaro Barbosa. Além do duplo homicídio em Barra do Mendes, Lázaro é acusado de matar quatro pessoas de uma mesma família no Distrito Federal e está foragido há quase 10 dias, com fugas cinematográficas de agentes das polícias da capital federal e de Goiás.

BN