Esforço X Resultado e a A Falácia da Miopia de Esquerda

ESFORÇO x RESULTADO

Qual a diferença entre ESFORÇO e RESULTADO, de cada indivíduo, para o conjunto da sociedade?

Estive conversando esta semana com um sujeito filho de Ipiaú, do alto escalão federal de Brasília… e oportunamente lhe dizia da “minha tese” sobre o resultado individual, de filhos de Ipiaú, ilustres, que se realizaram socioeconomicamente com o êxodo…

Dizia que difícil seria, nós (os exilados) termos o mesmo resultado, se tivéssemos ficado em Ipiaú, sofrendo as agruras do definhamento econômico, dado a vassoura de bruxa (doença que se abateu sobre a lavoura cacaueira, desde o início da década de 90, no sul da Bahia.

Logo, nós os “exilados”, não somos melhores do que aqueles irmãos da terra, que preferiram ficar, ou ainda, que os que ficaram, não sejam bons.

Esforço é uma coisa, e resultado é outra coisa! Um é particular, o outro, coletivo, (ambiental/circunstancial/estrutural).

O meio-ambiente, seja do trabalho, dos negócios, religioso, social, cultural, político, et coetera, são fatores preponderantes na entrega de resultados. Embora não seja o único fator.

E se o que vale, para muitos, é o esforço pessoal… então vamos premiar os que ficaram se esforçando sem o devido desempenho comparativo!

O que vale é apenas o esforço pessoal? Será mesmo?

Como fazer para Ipiaú redescobrir, coletivamente, o caminho da prosperidade? [Certamente não é entregando seu salário para o “bispo” Valdomiro, que entraremos no reino dos céus, automaticamente]. Creio que “Jesus já teria dito”: Me inclua fora dessa, roubada.

O esforço pessoal é importante, porém, os fatores externos (sócio-ambiental) são determinantes-preponderantes.

É mais fácil dar um show como surfista (no mar existente), do que transformar o lago do lado de casa, num oceano azul…

A sincronia de esforços individuais em prol do conjunto da sociedade, chama-se: INTELIGÊNCIA COLETIVA. E é aí que a porca torce o rabo, dado que, naturalmente o cérebro humano, sabe que riqueza não é absoluta, e sim, comparativa. Daí, “naturalmente”, ao percebemos (voluntário ou involuntariamente) o sucesso de outrem lindeiro, começamos “automaticamente” a combater quem está no mesmo páreo que nós.

Circunstancialmente, cabe ao Estado (coisa pública) de maneira não impositiva, propiciar de forma EQUÂNIME, o ambiente para que o indivíduo tenha contínua evolução material, social, econômica, cultural, intelectual… baseado na liberdade, ordem, desenvolvimento e cultura.

O diacho é que pobres e ricos estão lutando pela mesma coisa: Aferir do Estado, vantagens individuais com o mínimo ou nenhum esforço, e não, o melhor e lógico/sustentável resultado coletivo. Dado a máxima neural: – Pirão pouco, o meu primeiro.

A rigor, o fundamentalismo substancial, tende a entregar resultado no médio e longo prazo, até que seja atropelado pelo individualismo e imediatismo da oportunidade tácita operacional objetiva. Seja na Bolsa de Valores ou na vida em sociedade.

A FALÁCIA DA MIOPIA DE ESQUERDA

Qual o fundamento de se combater os ricos, quando o objetivo nobre humanitário, seria que todos fossem ricos?

Como ter RIQUEZA sem ter ricos?

Será que pobreza não gera mais pobreza?

E do “contrário”… riqueza gera riqueza? SERÁ MESMO?

Na matemática, mais com mais, dá mais. E menos com mais, dá menos.

A intriga é compreender por que raios e circunstância, menos com menos, dá mais?

Relembrando… Riqueza é relativa, e não absoluta!

Num Jogo de Soma Zero, é falso acusar os distributivistas, de apologia à pobreza.

O erro não seria de modelo sócio-matemático-político?

No fundo, não se trata da “incompreensão” e/ou dissimulação do que vem de fato ser: EQUÂNIME? E a quem enfim tem servido o Estado brasileiro há séculos?

Em verdade, com o MODELO DE SOMA ZERO, o conflito nasce, quando todas as PARTES querem realizar lucro no privado e prejuízo no COLETIVO.

Signatário Elson Andrade – arquiteto, urbanista, empresário e pós graduando do Instituto de Economia da Unicamp.

Para os mais astutos, sugiro assistirem aos vídeos abaixo, como reflexão complementar a leitura.