Com direito a “olé” e gol 50 de Neymar, Brasil faz 3×0 e afunda a Argentina

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Com eficiência absurda, Seleção chega à quinta vitória com Tite e mantém liderança das eliminatórias, rumo a 2018

O torcedor pegou a seleção brasileira no colo, embalou, ninou e dormiu abraçado a ela. Gritou o nome de seu craque, de seu técnico, lembrou os mil gols de Pelé, que rima com olé, e riu dos argentinos após um acachapante 3×0, em que as superioridades mental e física chamaram mais atenção do que a técnica. A Argentina teve mais a bola no primeiro tempo, teve Messi participativo, mas longe da área, só que um Brasil extremamente bem resolvido, e ciente de suas qualidades e defeitos, explodiu no talento de Coutinho, Neymar (seu 50º gol pela Seleção) e Paulinho, autores dos gols com assistências de Gabriel Jesus e Renato Augusto. O Mineirão, dois anos após o desastre, deixou transbordar orgulho por uma equipe que, enfim, devolve prazer ao brasileiro.

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PRIMEIRO TEMPO
Começou com dois chapéus de Messi e terminou com um gol de Neymar. Uma eficiência cruel do Brasil contra uma Argentina esforçada, determinada, mas carente de velocidade e definição. Enquanto Di Maria nem foi notado em campo, Coutinho saiu da direita para a esquerda, deixou para trás um Mascherano que parece ter deixado o ímpeto em Barcelona, e fez um golaço, parecido com os que tem marcado no Liverpool. No fim, Neymar recebeu de Jesus e, livre, com espaço, deslocou Romero.

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SEGUNDO TEMPO
Edgardo Bauza voltou com Aguero no lugar de Enzo Pérez, e quem o viu no São Paulo pensou: quando ele está perdendo, coloca um atacante e tira um meia, a tendência é tomar mais. Quando Paulinho driblou Romero e bateu para o gol vazio, a Argentina escapou graças à leitura de jogo de Zabaleta, que salvou quase na linha. Mas Paulinho insistiu e fez o gol merecido. Ele, que ajudou Fernandinho no combate a Messi, apareceu de novo na área e completou para o gol. Daí para frente o estádio virou baile de carnaval. Em campo com Neymar e nas arquibancadas eufóricas. O Brasil afundou seu rival e elevou às alturas seu ego.

GE