Ministério da Saúde anuncia que distribuirá vacina do Butantan a todos estados

O Ministério da Saúde informou nesta sábado (9) que fechou acordo com o Instituto Butantan, de São Paulo, para distribuir com exclusividade as vacinas contra o novo coronavírus pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para todos os estados, simultaneamente.

A pasta informou que campanha de imunização gratuita deve começar “tão logo os imunizantes recebam autorização da Anvisa”.

Na sexta-feira, o Butantan fez pedido à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para aplicar doses da Coronavac, desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac. A previsão é de que a Anvisa se manifeste sobre o pedido em até 10 dias. (mais…)

Vacinas salvarão vidas, mas irão demorar meses para diminuir transmissão, diz OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) é cautelosa sobre os efeitos da vacinação nas curvas de infecção pela covid-19, indicando que os resultados devem aparecer apenas dentro de alguns meses. “Vacina salvará vidas de pessoas mais vulneráveis, mas irá demorar ao menos seis meses para diminuir transmissão”, afirmou nesta sexta-feira, 8, Bruce Aylward, consultor sênior da OMS em coletiva de imprensa.

A recomendação do órgão é que os cuidados na transmissão permaneçam, e que as populações sigam as restrições locais de mobilidade.

Outro ponto que preocupa é a equidade na distribuição de imunizantes. “Nenhum dos países mais pobres do mundo está vacinando, e há pessoas idosas e trabalhadores de saúde em todo o mundo”, afirmou Aylward, que reforçou o papel da iniciativa Covax no tema e pediu mais recursos para a distribuição. (mais…)

Anvisa diz que não houve pedido de uso emergencial de vacina

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse hoje (5) que ainda não recebeu nenhum pedido de uso emergencial ou de registro definitivo de vacinas para covid-19 no Brasil. A informação foi dada após nova reunião com técnicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do laboratório Astrazeneca.

A reunião na manhã desta terça-feira tratou de questões sobre a autorização emergencial do uso das doses da vacina contra a covid-19, desenvolvida pela Astrazeneca em parceria com a Fiocruz. Segundo a Anvisa a troca de informações deve continuar nos próximos dias.

“A Anvisa tem atendido todos os laboratórios que estão desenvolvendo vacinas a fim de orientar e esclarecer questões técnicas para a avaliação de vacinas”, diz a nota. (mais…)

Anvisa aprova importação de 2 milhões de doses da vacina de Oxford

A Anvisa aprovou um pedido feito pela Fiocruz para importação excepcional de 2 milhões de doses da vacina produzida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca.

No dia 23 de outubro, a Anvisa já tinha autorizado a importação de 6 milhões de doses da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e testada no Brasil em parceria com o Instituto Butantan.

No pedido feito pela Fiocruz, a indicação é que as vacinas cheguem ao país ainda em janeiro. A importação é considerada excepcional porque o imunizante ainda não foi submetido à autorização de uso emergencial ou registro sanitário, de acordo com o G1. Segundo a agência, a aprovação ocorreu no dia 31 de dezembro de 2020, mesmo dia que o pedido de importação foi protocolado pela Fiocruz — que é a responsável pela produção da vacina.

Ainda de acordo com a Anvisa, por se tratar da importação de vacina que ainda não foi aprovada no país, a entrada do material no país deve seguir algumas condições. O principal deles, diz a agência, que as vacinas importadas fiquem sob a guarda específica da Fiocruz até que a Anvisa autorize o uso do produto no país. Na sexta-feira (1), a Anvisa afirmou que terminou a análise dos documentos já apresentados pela AstraZeneca sobre a vacina. Na prática, isso quer dizer que a agência “está em dia” com o que foi apresentado até agora.

Lentidão e críticas são entraves para vacina da Pfizer

A tentativa do presidente Jair Bolsonaro de responsabilizar laboratórios pela falta de oferta de vacinas no Brasil esbarra na demora do próprio governo em fechar acordos com os fabricantes. No caso da Pfizer, responsável pelo imunizante que já foi autorizado em mais de 40 países, o Ministério da Saúde assinou um memorando para adquirir 70 milhões de doses em 2021, mas o papel não garante o negócio. Além disso, tanto Bolsonaro quanto o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, têm feito críticas públicas a exigências da farmacêutica.

Ao falar com apoiadores na segunda-feira, o presidente questionou a razão de nenhum fabricante ainda ter pedido o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para distribuir vacinas no País: “O Brasil tem 210 milhões de habitantes, um mercado consumidor de qualquer coisa enorme. Os laboratórios não tinham que estar interessados em vender para a gente? Por que eles não apresentam documentação na Anvisa?”.

Após a declaração, a Pfizer reagiu e divulgou nota em que justifica a ausência de um pedido de uso emergencial do seu imunizante justamente pela falta de acordo com o Brasil. O laboratório disse que só poderia cumprir exigências da Anvisa, como definição de quantidade de doses e cronograma, após a “celebração do contrato definitivo”, o que ainda não ocorreu. (mais…)

Pfizer e BioNTech aceitam pedido da UE por mais 100 milhões de doses de vacina

A Pfizer e a BioNTech informaram que atenderão ao pedido da União Europeia para a entrega de 100 milhões de doses adicionais da vacina para covid-19 produzida em conjunto pelas duas farmacêuticas. Essa possibilidade estava prevista no contrato fechado pelo bloco comum com as empresas. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, havia anunciado mais cedo que faria a solicitação.

A compra adicional elevará para 300 milhões o número total de doses do imunizante que estarão disponíveis para os 27 países que compõem a UE, o suficiente para vacinar 150 milhões de pessoas. O bloco começou a vacinação contra a covid-19 neste domingo, 27.

“Continuamos empenhados em agir o mais rápido e seguro possível para levar esta vacina a mais pessoas na Europa, à medida que o vírus mortal continua a se espalhar a uma taxa alarmante”, escreveu em um comunicado o CEO da Pfizer, Albert Bourla.

Notícias ao Minuto

Fiocruz quer pedir registro de vacina de Oxford contra Covid até 15 de janeiro

À frente de um acordo que prevê a produção de uma vacina contra Covid-19 no Brasil, a Fiocruz planeja entrar com um pedido de registro do imunizante até o dia 15 de janeiro, disse à reportagem nesta segunda-feira (28) o vice-presidente de inovações da instituição, Marco Krieger.

Desde junho, a Fiocruz trabalha em uma parceria para transferência de tecnologia com a farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford, que desenvolvem a vacina. O acordo é considerado a principal aposta do Ministério da Saúde para a vacinação contra a Covid.

Segundo Krieger, o pedido pode ser feito já na próxima semana caso sejam finalizados alguns documentos. (mais…)

Pfizer adia entrega de vacinas à Espanha e outros países europeus

Um dia após o início da vacinação em massa na União Europeia, a Pfizer adiou a entrega de vacinas contra o coronavírus para oito países europeus nesta segunda (28), por causa de problemas relacionados à temperatura necessária para manter o produto durante o transporte. A informação foi dada pelo Ministério da Saúde da Espanha, um dos países afetados.

O problema mostra as dificuldades logísticas dos imunizantes que usam a tecnologia empregada pela Pfizer/BioNTech e pela Moderna, que usam matérial genético (RNA) do vírus: eles precisam ser armazenadas em temperaturas de menos 70 graus Celsius e transportadas até os centros de distribuição em caixas térmicas cheias de gelo seco, projetadas especialmente para o produto.

Fora das temperaturas ultrabaixas, a vacina permanece efetiva por cinco dias, desde que mantida entre 2 e 8 graus Celsius (temperatura de geladeiras comuns). (mais…)

AstraZeneca afirma que vacina de Oxford tem ‘proteção de 100%’ contra formas graves de Covid

A farmacêutica AstraZeneca, que desenvolveu a vacina contra a Covid-19 em parceria com a Universidade de Oxford, divulgou a informação de que encontrou, após pesquisas adicionais, “a fórmula vencedora” para o imunizante. Os resultados ainda não forma completamente divulgados. Reportagem do Estadão traz a informação de que a agência reguladora britânica deve comentar os dados nos próximos dias.

O CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, concedeu entrevista ao jornal Sunday Times, e afirmou que o imunizante garantiu “proteção de 100%” contra formas graves da Covid-19. As vacinas desenvolvidas por Pfizer/BioNTech e Moderna apresentaram eficácia de 95% e 94%, respectivamente.

“Acreditamos ter encontrado a fórmula vencedora e como alcançar uma eficácia que, com duas doses, é tão alta quanto as outras”, declarou o CEO Pascal Soriot ao Sunday Times. (mais…)

São Paulo recebe quinto lote da vacina CoronaVac com 500 mil doses

O quinto lote da vacina CoronaVac, com 500 mil doses, chegou a São Paulo hoje (28). A carga foi recebida no aeroporto de Guarulhos no final da manhã e encaminhada ao Instituto Butantan. Para quarta-feira (31) também está prevista a entrega de mais 1,5 milhão de doses.

Com essa quantidade, somadas as cargas anteriores, o ano de 2020 fechará, segundo o governo paulista, com cerca de 11 milhões de doses da Coronavac já armazenadas no Brasil.

A eficácia da Coronavac ainda não é conhecida. O Instituto Butantan afirmou, na última quarta (23), que a vacina tem eficácia superior ao mínimo recomendado pela Organização Mundial de Saúde, que é de 50%, mas não detalhou a porcentagem.

Metro 1

Vacinas têm ingredientes que vão de açúcar a estabilizante

O novo coronavírus é uma bolotinha espetada de cerca de 100 nanômetros de diâmetro (menos de um milésimo da espessura de um fio de cabelo) composta essencialmente de proteínas, material genético e, no caso do Sars-CoV-2, lipídios. Para fazer uma vacina, é preciso pegar emprestado do patógeno ao menos uma dessas partes.

A maneira mais fácil é usar o pacote completo, ou seja, fabricar um montão de partículas virais, matar esses vírus e injetá-los na pessoa a ser imunizada. Essas são as vacinas inativadas, como a Coronavac, desenvolvida pela parceria entre a farmacêutica chinesa Sinovac e o Instituto Butantan, em São Paulo. Um método parecido é usado para fazer a vacina contra a gripe.

Nesse processo, o vírus produzido em laboratório é tratado quimicamente com uma solução de formaldeído (formol), que o mata sem destruir a estrutura. Isso permite que, uma vez no organismo, ele possa ser reconhecido pelo sistema imunológico, o que desencadeia a formação da memória imunológica. Com isso, o organismo pode responder com maior eficiência a uma infecção real. (mais…)

Secretário de Saúde de SP diz que eficácia da Coronavac não chega a 90%

A eficácia da Coronavac ficou abaixo de 90%, segundo Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde de São Paulo. A afirmação foi dada em entrevista à rádio CBN, no fim da tarde desta quinta-feira (24).

Também nesta quinta, o governo da Turquia anunciou que os resultados preliminares dos testes feitos no país, com pouco mais de 1.300 voluntários, apontaram uma eficácia de 91,2%.

Segundo Gorinchteyn, a Sinovac observou diferenças entre as eficácias nos diferentes países onde ocorreram os testes, com o Brasil apresentando um dado menor. Por isso, a farmacêutica quis rever os dados. (mais…)

Bruno Reis anuncia que Salvador está negociando compra das vacinas da Johnson e da Moderna

O prefeito eleito de Salvador, Bruno Reis (DEM), afirmou, na manhã de hoje (25), em entrevista ao canal Record, que está negociando com as empresas Johnson & Johnson e Moderna a compra de vacinas contra o coronavírus.

De acordo com Bruno, a prefeitura reservou entre R$ 60 milhões a R$ 80 milhões do orçamento municipal para a aquisição dos imunizantes com a justificativa de não precisar depender do governo federal. “Não vamos esperar o governo federal”, disse. O próximo representante da capital baiana disse que informou ao governo a intenção de adquirir as doses do Instituto Butantan, mas revelou que “não estamos só dependendo dessa”. Reiterou que, para ele, não importa a origem da vacina, somente a sua eficácia.

A prefeitura de Salvador divulgou o Plano de Imunização Municipal da cidade no início deste mês.

Metro 1

Chile e México começam a vacinar população contra covid-19 nesta quinta. Argentina, até terça que vem

Enquanto os brasileiros aguardam ainda um plano definitivo para a vacinação contra a covid-19, os latinos México, Chile e Argentina já anunciam o início da vacinação ainda em 2020.

México
O México dará início à imunização contra a covid-19 amanhã, anunciou hoje o presidente Andrés Manuel López Obrador. A imunização começará com a vacina Pfizer/ BioNTech, cujas primeiras doses chegaram ao país nesta quarta-feira.

Segundo o jornal “El Economista”, López Obrador disse que até o fim de janeiro devem chegar 1,4 milhão de doses da vacina das 34,4 encomendadas à Pfizer. “Amanhã (quinta-feira) a imunização será iniciada”, disse o presidente mexicano em entrevista coletiva. “É um processo de teste, de calibragem e vai começar com os trabalhadores de saúde que atuam nos hospitais para tratar pacientes com covid.” (mais…)

Joe Biden recebe 1ª dose de vacina contra a Covid-19

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, de 78 anos, recebeu nesta segunda-feira (21) a primeira dose da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech.

“Nós devemos muito aos profissionais da saúde, nós devemos muito a vocês”, disse Biden à enfermeira Tabe Masa, responsável pela injeção, após ser vacinado.

A aplicação em público é um esforço para incentivar a vacinação no país. O presidente Donald Trump, de 74 anos, que contraiu a Covid-19 em outubro, ainda não informou se tomará a vacina. (mais…)