Butantan deve receber na quarta-feira novo lote de insumos para vacina

O Instituto Butantan, na capital paulista, deverá receber na quarta-feira (10) um novo lote de insumos, vindos da China, para a produção da vacina CoronaVac, contra a covid-19. Segundo informou hoje (7) o governo do estado de São Paulo, a carga está no aeroporto de Pequim pronta para o embarque.

O lote tem 5,6 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), produzido na China pela biofarmacêutica Sinovac, parceira do Butantan no desenvolvimento da vacina. A matéria-prima permitirá a produção em São Paulo de mais de 8,7 milhões de doses do imunizante, que serão destinadas ao Plano Nacional de Imunizações (PNI).

Na quarta-feira, 5,4 mil litros de IFA foram recebidos em São Paulo da mesma fornecedora, suficientes para a produção de 8,6 milhões de doses da vacina Coronavac. Somadas, as cargas permitirão a fabricação de 17,3 milhões de doses de imunizantes, que começarão a ser entregues ao Ministério da Saúde a partir do final deste mês. A previsão do instituto é que a produção de vacinas contra a covid-19 alcance até 600 mil doses diárias com as duas remessas de matéria-prima. Em janeiro, segundo o governo de São Paulo, o Butantan entregou 8,7 milhões de vacinas CoronaVac ao Ministério da Saúde. Foram 6 milhões de doses no dia 17, 900 mil no dia 22 e 1,8 milhão no dia 29.

No ritmo atual, Brasil levaria mais de quatro anos para vacinar toda a população

No ritmo em que a vacinação contra a covid-19 é conduzida no Brasil, o País levaria mais de quatro anos para ter toda a sua população imunizada. O cálculo é do microbiologista da Universidade de São Paulo (USP) Luiz Gustavo de Almeida. Ele lembrou que, durante a campanha de vacinação contra a gripe em março do ano passado, já em plena pandemia do novo coronavírus, os brasileiros vacinavam até um milhão de pessoas por dia. Atualmente, a média de imunizações diárias é de um quinto disso, 200 mil pessoas.

Para fazer os cálculos, Almeida baseou-se no número total de brasileiros a serem vacinados (160 milhões, segundo o IBGE, já que os menores de 18 anos não serão imunizados agora). Para cobrir esse público-alvo no atual ritmo, seriam necessários de quatro anos e meio a cinco anos, considerando que os imunizantes usados no Brasil devem ser aplicados em duas doses.

“Este ritmo é lamentável”, afirmou o especialista. “Já em plena pandemia de covid, conseguimos vacinar 54 milhões de pessoas contra a gripe em cem dias, sem grandes esforços. No caso da covid, deveríamos conseguir no mínimo o mesmo número; idealmente mais, se abríssemos postos de vacinação em estádios e escolas.” (mais…)

Pfizer pede à Anvisa registro definitivo de vacina contra a Covid-19

A farmacêutica Pfizer entrou com pedido de registro definitivo na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) da vacina que desenvolve contra a Covid-19 em conjunto com a BioNTech. Caso aprovado, o pedido permite que a vacina seja aplicada na população do país.

A informação foi confirmada neste sábado (6) pela Anvisa e pela Pfizer. O registro concedido pela agência autoriza a vacina a ser comercializada, distribuída e aplicada.

A agência afirma que o registro é uma avaliação completa, com dados robustos, de estudos de qualidade, eficácia e segurança. Segundo a Anvisa, os técnicos vêm avaliando de forma emergencial e prioritária as vacinas contra a Covid-19 e, para isso, adotou procedimentos para submissão e análise de dados e informações submetidas pela empresa antes mesmo do pedido do registro. (mais…)

Brasil negocia compra de 10 milhões de vacinas Sputnik V

O Brasil negocia a compra de 10 milhões de doses de vacina contra a covid-19 Sputnik V, desenvolvida na Rússia pelo Instituto Gamaleya, informou hoje (5) o Ministério da Saúde (MS). A manifestação do interesse do país no imunizante foi feita durante reunião com representantes do laboratório União Química, farmacêutica responsável no Brasil pela vacina russa.

De acordo com o ministério, a decisão de avançar as negociações ocorreu após a Anvisa autorizar o novo protocolo com a simplificação do processo de concessão de uso emergencial e temporário de vacinas, dispensando a realização de estudos clínicos da fase 3.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, disse que a compra da vacina também está condicionada ao custo do imunizante, que, segundo ele, “deve ser competitivo”. (mais…)

Com intervalo de 12 semanas, eficácia da vacina da AstraZeneca é de 82,4%

A eficácia da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca pode chegar a 82,4% se o intervalo entre as duas doses for de 12 semanas ou mais, revela estudo publicado ontem. O imunizante tem autorização para uso emergencial no Brasil e é produzido e distribuído nacionalmente pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O artigo, assinado por pesquisadores britânicos, brasileiros e sul-africanos, foi colocado na plataforma de pré-publicação da revista The Lancet e ainda precisa passar pela revisão de outros cientistas. Análise inicial divulgada em novembro apontou uma eficácia de 62% quando aplicadas duas doses completas com intervalos variados entre elas. Posteriormente, executivos da AstraZeneca e pesquisadores haviam declarado que o índice poderia ser mais alto, se o intervalo entre as duas doses fosse ampliado, mas os dados detalhados ainda não haviam sido publicados em uma revista científica.

O estudo, divulgado ontem, mostra ainda que a eficácia do imunizante após 22 dias da aplicação de apenas uma dose chega a 76% – fortalecendo uma estratégia já adotada por alguns países, como o Reino Unido, de usar as doses disponíveis para vacinar o maior número possível de pessoas e adiar ao máximo a segunda dose. O nível de proteção permanece até 90 dias após a primeira dose, período em que o reforço deve ser aplicado. (mais…)

Sputnik V se mostrou 91,6% eficaz contra covid-19, diz estudo em revista médica

A vacina Sputnik V da Rússia mostrou altos níveis de eficácia e segurança em um estudo revisado por pares divulgado nesta terça-feira, 2. Segundo a pesquisa publicada na revista médica Lancet, a aplicação de duas doses do imunizante se provou 91,6% eficaz na prevenção do coronavírus. Não houve efeitos colaterais graves.

O produto, aprovado pelas autoridades russas em agosto antes de passar por testes clínicos em grande escala, gerou dúvidas devido ao seu desenvolvimento acelerado e à falta de dados de testes publicados. Até agora, a Sputnik V foi aplicada em mais de dois milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo na Argentina, Sérvia e Argélia, de acordo com autoridades russas.

“O desenvolvimento da vacina Sputnik V foi criticado pela pressa inadequada, pelo corte de etapas e pela ausência de transparência”, escreveram os professores de virologia Ian Jones da University de Reading e Polly Roy da London School of Hygiene & Tropical Medicine na Lancet. “Mas o resultado relatado aqui é claro e o princípio científico da vacinação foi demonstrado, o que significa que outra vacina pode agora se juntar à luta para reduzir a incidência de covid-19.” (mais…)

Governo deve assinar contrato para compra de 54 milhões de doses de CoronaVac na terça-feira

O governo federal se manifestou hoje (29) sobre a compra de 54 milhões de doses da CoronaVac que foram disponibilizadas pelo Instituto Butantan. Segundo o presidente do instituto, Dimas Covas, o contrato para a aquisição das doses deve ser assinado na próxima terça-feira (2).

Antes da manifestação do governo, o Butantan chegou a afirmar que poderia negociar diretamente com os estados se a assinatura do contrato federal não acontecesse. Outra possibilidade cogitada pelo Instituto foi a negociação com outros países que haviam demonstrado interesse na compra.

“Com relação à contratação adicional das 54 milhões de doses, hoje, alguns minutos atrás, eu recebi uma comunicação da pessoa responsável pelo departamento de logística do Ministério da Saúde, avisando que o contrato será assinado na terça-feira da próxima semana. É uma notícia que todos nós estamos aguardamos e esperamos que se concretize na próxima terça-feira”, disse o presidente do Butantan no final da manhã de hoje (29).

Metro 1

Astrazeneca diz que não tem vacinas disponíveis ao mercado privado

A farmacêutica AstraZeneca, que desenvolve uma vacina contra o novo coronavírus em parceria com a Universidade de Oxford, informou hoje (26) que não tem doses disponíveis do imunizante para o mercado privado.

“No momento, todas as doses da vacina estão disponíveis por meio de acordos firmados com governos e organizações multilaterais ao redor do mundo, incluindo da Covax Facility, não sendo possível disponibilizar vacinas para o mercado privado”, diz a nota. A Covax Facility é um consórcio internacional do qual o Brasil faz parte, para garantir a distribuição de vacinas a países mais pobres.

Mais cedo, ao participar de um seminário sobre investimentos na América Latina, o presidente Jair Bolsonaro disse que apoiaria uma iniciativa de empresários de importar, por conta própria, vacinas contra a covid-19 para imunizar seus funcionários. Na nota, a Astrazeneca informa ainda que, como parte do acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mais de 100 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca estarão disponíveis ao Brasil, em parceria com o governo federal. “Nos últimos 7 meses, trabalhamos incansavelmente para cumprir o nosso compromisso de acesso amplo e equitativo no fornecimento da vacina para o maior número possível de países ao redor do mundo”, afirmou.

Agência Brasil

Fura-filas da vacina não terão direito à segunda dose, decide Justiça do Amazonas

A juíza Jaiza Maria Pinto Fraxe, da 1.ª Vara da Justiça Federal no Amazonas, decidiu no sábado (23), em caráter liminar, que quem recebeu a primeira dose da vacina contra a covid-19 furando a fila de prioridades não terá direito a tomar a segunda dose.

De acordo com a magistrada, “em razão da falta de explicação para os casos de pessoas que tomaram indevidamente a vacina, ficam todos proibidos de tomar a segunda dose, podendo ficar sujeitos à prisão em flagrante delito em caso de insistirem no ilícito”.

A ação veio em resposta a um pedido do Ministério Público Estadual e da Defensoria Pública. “Nosso próximo passo é buscar a transparência das listas, mais restrições em lockdown no Estado e pagamento de um auxílio para os que ficarem sem renda neste período”, destacou o Defensor Geral Rafael Barbosa. O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), chegou a anunciar nas redes sociais nesta quarta-feira, 20, que baixaria uma portaria proibindo as pessoas de postarem fotos do momento da vacinação. (mais…)

Avião com doses de vacina da Oxford chega ao Brasil

Um avião com 2 milhões de doses da vacina da Oxford chegou ao Brasil na tarde de hoje (22). A aeronave decolou da Índia com o imunizante produzido pelo laboratório Serum e pousou no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, por volta das 17h20.

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os imunizantes devem estar prontos para uso no sábado (23) à tarde, após checagem de qualidade e segurança, além de rotulagem e etiquetagem.

A Índia liberou recentemente a importação comercial das vacinas produzidas no Serum, maior produtor de imunizantes no mundo. Depois da liberação, Brasil e Marrocos foram os primeiros países beneficiados.

Metro 1

Brasil pede à Índia garantia e previsão de entrega de vacinas contra Covid

Para tentar amenizar o fracasso na entrega de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, o governo brasileiro tem discutido com autoridades indianas a divulgação de um comunicado público no qual o país asiático garanta que elas serão enviadas ao Brasil no curto prazo.
Segundo relatos feitos à reportagem, nos últimos dias negociadores do governo entraram em contato com diplomatas indianos para solicitar uma posição que arrefeça o mal-estar criado com a demora no envio de imunizantes contra o coronavírus.

A avaliação entre auxiliares do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é que os sucessivos adiamentos na liberação da carga têm gerado desgaste para o Palácio do Planalto, que apostava na importação para o dar o pontapé na campanha de imunização no Brasil. Uma cerimônia estava sendo preparada para o ato, mas acabou desmobilizada diante do fracasso da operação.

Algum tipo de compromisso público da Índia é visto por aliados de Bolsonaro como uma forma de ao menos reduzir os danos políticos que o atraso tem causado. (mais…)

Pressionado, Planalto busca maneira de evitar hiato sem vacina

O governo federal pediu a lideres governistas para buscar medidas que evitem a falta de vacinas no país. Diante do impasse nas negociações com a China para a importação de insumos, o governo teme ser necessário interromper a imunização por falta de doses

Assessores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) estimam que se os impases com a China e com a Índia – para envio de doses da Astrazeneca – não forem resolvidos, o Brasil pode ficar sem imunização por cerca de 30 ou 40 dias

Ainda de acordo com a análise dos assessores, uma possivel pausa na vacinação pode ser bastante prejudicial para imagem do governo frente a população. Por isso, estratégias vem sendo pensadas dentro do Palácio do Planalto. Entre as opções estão a busca por saídas jurídicas para ampliar a compra de vacinas, por meio de medidas provisórias, além de discutir com outros fornecedores a oferta de vacinas.

Metro 1

Reino Unido: Mais de metade dos idosos acima dos 80 anos já foi vacinado

Mais de 3,5 milhões de pessoas já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19, no Reino Unido, sendo que mais de metade dos idosos com mais de 80 anos já recebeu, pelo menos, a primeira dose. A informação foi revelada pelo próprio ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, através de uma mensagem partilhada, este domingo, na sua página oficial do Twitter.

Entretanto, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou, cita a Sky News, que, neste momento, estão a ser inoculadas 140 pessoas por minuto em todo o Reino Unido, um balanço “incrível”.

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Eficácia de 100% da Coronavac em casos graves ainda não tem ‘significância estatística’, diz diretor do Butantan

O Instituto Butantan informou que o estudo conduzido pelo órgão indicou que a vacina Coronavac, desenvolvida no país em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, tem a eficácia geral de 50,38% contra a Covid-19. O dado foi informado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no pedido de registro emergencial da vacina, e está acima dos 50% requeridos universalmente para considerar um imunizante viável.

Na semana passada, a gestão João Doria (PSDB) afirmou que o imunizante tem 78% de eficácia contra casos leves da doença e 100% contra os quadros graves e moderados. No entanto, os dados referem-se só a um recorte do estudo. A eficácia geral, principal indicador da pesquisa e que considera toda a amostra de voluntários, não foi revelada de primeira e ficou em um patamar inferior. Chamado de eficácia global, o índice aponta a capacidade da vacina de proteger em todos os casos – sejam eles leves, moderados ou graves. O número mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também pela Anvisa é de 50%.

“Essa vacina tem segurança, tem eficácia, e todos os requisitos que justificam o uso emergencial”, defendeu o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, durante o anúncio. Segundo o Butantan, a taxa de eficácia de 78%, apresentada pelo instituto na última semana foi calculada considerando somente casos de Covid-19 com pontuação maior ou igual a 3, comparando o grupo vacinado e o grupo que recebeu placebo, uma substância neutra.

Metro 1

Ministério da Saúde anuncia que distribuirá vacina do Butantan a todos estados

O Ministério da Saúde informou nesta sábado (9) que fechou acordo com o Instituto Butantan, de São Paulo, para distribuir com exclusividade as vacinas contra o novo coronavírus pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para todos os estados, simultaneamente.

A pasta informou que campanha de imunização gratuita deve começar “tão logo os imunizantes recebam autorização da Anvisa”.

Na sexta-feira, o Butantan fez pedido à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para aplicar doses da Coronavac, desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac. A previsão é de que a Anvisa se manifeste sobre o pedido em até 10 dias. (mais…)