Novos testes elevam eficácia da vacina de Oxford para 79%

A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Oxford/AstraZeneca tem eficácia de 79% contra casos sintomáticos da doença. Foi o que mostraram novos testes conduzidos nos Estados Unidos, Chile e Peru. Com os dados atualizados, a empresa deve entrar com o pedido de autorização para uso emergencial no país norte-americano.

Ensaios clínicos de fase 3 conduzidos no Reino Unido, África do Sul e Brasil e com resultados publicados na revista científica The Lancet haviam apontado a eficácia da vacina de 70% contra casos sintomáticos do coronavírus.

Posteriormente, novos dados dos mesmos países indicaram que a vacina era eficaz contra a variante B.1.1.7, do Reino Unido, mas a eficácia era reduzida para a variante da África do Sul. No caso do Brasil, onde a nova variante P.1 surgiu em Manaus e já se espalhou por quase todas as regiões do país, a vacina se mostrou eficaz ao proteger contra essa nova cepa. (mais…)

Butantan entrega mais 1 milhão de doses da Coronavac ao governo federal

O Instituto Butantan entregou hoje (22) mais 1 milhão de doses da Coronavac, vacina contra a Covid-19, ao Ministério da Saúde. No total, o estabelecimento enviou ao governo federal, apenas em março, 12,1 milhões de doses do imunizante.

O lote de vacinas saiu da sede do Butantan às 8h20 em São Paulo e segue para ser distribuído aos outros estados. Até o final de abril, o órgão garante chegar ao total de 46 milhões de doses ao país.

O instituto está operando para acelerar a produção de doses para a entrega ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Para dar conta da demanda, o instituto dobrou o quadro de funcionários na linha de envase.

Metro 1

OMS investiga possíveis reações, mas ainda recomenda uso de vacina da AstraZeneca

Enquanto vários países europeus suspendem a distribuição da vacina contra o coronavírus da AstraZeneca, em meio a relatos de possíveis casos de coágulos sanguíneos após a imunização, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta segunda-feira, 15, que monitora a situação, mas que, no momento, ainda recomenda o uso do produto.

Diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que o comitê de assessores de segurança está investigando os dados relativos ao profilático. Para ele, o maior problema na atualidade segue sendo a falta de acesso a vacinas. Tedros saudou o compromisso do grupo Quad, formado por Estados Unidos, Austrália, Japão e Índia, de fornecer 1 bilhão de doses a países da região do pacífico. “Nenhum país poderá se livrar da pandemia sozinho. Precisamos agir juntos”, disse.

Vice-diretora da Organização, Mariângela Simão reiterou que peritos vão se reunir amanhã para tratar da vacina da AstraZeneca e explicou que aguarda eventuais novas notificações de coágulos após a vacinação, mas que os dados preliminares indicam que essa conexão não existe. Segundo ela, a OMS trabalha diretamente com Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) na avaliação do quadro. “No momento, benefícios de vacinas se sobrepõem aos riscos”, reforçou. (mais…)

Compra de 37 milhões de doses da Sputnik V é formalizada por governadores do Nordeste

O consórcio formado por governadores do Nordeste formalizou a compra de 37 milhões de doses da vacina russa Sputnik V. A informação foi divulgada ontem (13) pelo presidente do consórcio Wellington Dias (PT), governador do Piauí. As vacinas vão integrar o Plano Nacional de Imunização (PNI), e serão distribuídas a todos os estados brasileiros. Por isso, o anúncio foi feito com o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para que a pasta seja intermediária na aquisição das doses e para que as vacinas.

Anteriormente, a previsão era comprar 39 milhões de doses, mas durante a formalização do contrato o Fundo Soberano Russo informou que poderá produzir, nesta primeira compra, 37 milhões. As informações são da secretaria de comunicação do governo do Piauí. O imunizante produzido pelo laboratório Russo ainda não teve aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que, por enquanto, apenas autorizou o uso das vacinas Oxford-AstraZeneca-Fiocruz e Coronavac.

“Comunicamos o fechamento do contrato e tratamos com o Ministério da Saúde os termos para que a gente mantenha um regramento em que se tenha vacina para todo o Brasil e assim foi acertado com a procuradoria dos estados, equipe jurídica do Ministério e advocacia geral da união para que até segunda-feira [15] o Ministério entre como interveniente e garanta que as 37 milhões de doses a partir de abril serão para todo o Brasil”, declarou Dias.

Anvisa: estudos apontam que vacina da Oxford/AstraZeneca tem eficácia de 64,2%

A  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou que a vacina da Oxford/AstraZeneca apresentou 64,2% de eficácia contra a covid-19 nos estudos clínicos realizados no Brasil. Segundo apresentação nesta sexta-feira (12), a eficácia do imunizante em prevenir diferentes manifestações da doença varia entre 30,6% e 81,5%.

De acordo com os dados, a eficácia da vacina em indivíduos com comorbidades foi de 73,4%. Já em indivíduos com mais de 65 anos, o estudo mostrou dados limitados e, portanto, há incerteza sobre a eficácia em idosos. No entanto, estudos pós-autorização indicaram boa efetividade na população.

As incertezas sobre a eficácia também estão relacionadas na atuação do imunizante a longo prazo, durante o intervalo de doses, com dose única, em formas graves, em populações especiais (crianças, adolescentes, gestantes e indivíduos imunossuprimidos) e no combate contra as novas cepas do coronavírus. (mais…)

Ministério da Saúde pede 30 milhões de vacinas da Sinopharm à China

O Ministério da Saúde enviou uma carta ao embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, solicitando a compra de 30 milhões de doses da vacina BBIBP-CorV, fabricada na China pela Sinopharm.

A pasta pede auxílio à embaixada para que o governo chinês forneça o lote, “se possível, ainda para o primeiro semestre de 2021, com possibilidade de quantidades adicionais para o segundo semestre deste ano.

“O Brasil enfrenta, hoje, nova variante do coronavírus, conhecida como P1, que se vem mostrando infecciosa e capaz de evoluir em quadro clínico grave com rapidez”, afirma o documento, assinado pelo secretário-executivo da Saúde, Antônio Elcio Franco Filho. “O Ministério da Saúde está ciente da importância de conter essa cepa e de impedir que se espalhe pelo mundo, recrudescendo a pandemia.” (mais…)

CoronaVac é eficaz contra as três variantes que circulam no país, diz Butantan

Em entrevista coletiva realizada na manhã de hoje (10), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) afirmou que a vacina CoronaVac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, é eficaz contra as três variantes do novo coronavírus que circulam no país. Segundo o gestor, o imunizante é eficiente em proteger quem se vacina contra as variantes brasileira, sul-africana e britânica do vírus.

A eficácia da vacina para as variantes – tecnicamente identificadas como B.1.1.7. B.1.1.28 e a B.1.351 – foi verificada em um estudo preliminar feito em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). O governo de São Paulo, no entanto, não divulgou detalhes do estudo. A chamada P.1, conhecida como variante de Manaus, é derivada da cepa brasileira (B.1.1.7) que teve a eficácia comprovada pelo estudo.

“Estamos diante de uma vacina que é efetiva em proteção contra essas variantes que estão circulando neste momento”, disse Dimas Covas, diretor do Butantan. A análise foi feita com base nos vírus em circulação na cidade de Serrana, no interior de São Paulo, que é objeto de um estudo do instituto.

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Coronavac funciona contra cepa do AM, indica estudo preliminar

Resultados preliminares de um estudo feito no Brasil sugerem que a Coronavac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, é eficaz contra a variante P.1 do coronavírus, originada em Manaus no fim de 2020 e já presente em ao menos 17 Estados.

O imunizante teria se mostrado efetivo contra a nova cepa em estudos feitos com o soro de pessoas vacinadas, segundo afirmou à agência Reuters uma fonte envolvida nas pesquisas que não quis se identificar. Os estudos com soro geralmente avaliam se os anticorpos presentes no sangue do imunizante são capazes de neutralizar o vírus.

Conforme a Reuters, a fonte não divulgou mais dados nem informou quando os resultados serão divulgados publicamente ou em um artigo científico. A informação sobre esses achados preliminares foi confirmada pelo Estadão com pessoas envolvidas nas pesquisas. (mais…)

Empresa chinesa CanSino manifesta interesse em trazer vacina para o Brasil

A empresa chinesa CanSino Biologicals, responsável pelo desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19, manifestou interesse junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em trazer sua vacina para o Brasil.

A declaração foi dada pela empresa em uma reunião com a agência reguladora nesta segunda-feira (8). O encontro contou com a participação da equipe técnica de medicamentos da agência e dos representantes do laboratório no Brasil e na China. Durante a reunião, a agência apresentou o quadro de normas e requisitos técnicos para pedidos de registro ou de uso emergencial de vacinas no Brasil. Os técnicos esclareceram ainda que, para avaliar uma vacina, é necessário que a agência tenha acesso a todos os dados brutos e disponíveis sobre o produto no momento da análise.

“A empresa manifestou interesse em trazer a vacina para o Brasil, mas a forma como isso ocorrerá é uma decisão ainda a ser definida pelo laboratório”, disse em nota a Anvisa. Atualmente, as vacinas contra Covid no Brasil podem ser autorizadas por meio do registro ou do uso emergencial. Nos dois casos a avaliação pode ser feita com dados de estudos clínicos feitos no país ou com dados trazidos de estudo em outros países. A CanSino Biologics anunciou, no dia 24 de fevereiro, que sua vacina contra a Covid-19 tem eficácia superior a 65% contra todos os casos sintomáticos da doença.

Primeiras entregas de vacinas da Covax devem ser modestas, diz Opas

A diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Carissa F. Etienne afirmou que as primeiras entregas de vacinas contra a covid-19 pela Iniciativa Covax devem ser “pequenas”, já que a oferta global do imunizante “permanece limitada”.

Durante entrevista coletiva virtual, Etienne notou nesta quarta-feira que “no curto prazo, simplesmente não há vacinas suficientes para proteger a todos”, seja nas Américas ou em outras partes do mundo, mas apontou que as entregas pela Covax devem ter aumento gradual.

A autoridade de saúde afirmou que, na última semana apenas, 1,2 milhão de pessoas foram infectadas pela covid-19 nas Américas, com 39 mil mortes. (mais…)

Anvisa pedirá veto de medida que prevê autorização emergencial de vacinas em cinco dias

O diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, disse hoje (10) que vai pedir ao presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) o veto da medida provisória que prevê um prazo de cinco dias para a aprovação do uso emergencial de vacinas contra o coronavírus.

“Entendemos que é uma ameaça à soberania nacional no que tange os aspectos sanitários”, disse o diretor. “O que protege o cidadão brasileiro é um escudo chamado Anvisa. Esse escudo está sendo removido das mãos dos servidores e gerando uma insegurança sanitária na medida em que o texto no seu artigo quinto, logo na sua primeira fase, contempla uma única possibilidade: que é de conceder autorização” explica. “É como que dizer ao juiz antes do julgamento: o réu já está condenado ou absolvido”, concluiu Barra Torres.

A medida foi aprovada ontem (9) no Senado. Ela determina o prazo de cinco dias para a autorização do uso emergencial da vacinas, caso já tenham tido o aval de outras agências específicas no exterior.

Metro 1

Butantan deve receber na quarta-feira novo lote de insumos para vacina

O Instituto Butantan, na capital paulista, deverá receber na quarta-feira (10) um novo lote de insumos, vindos da China, para a produção da vacina CoronaVac, contra a covid-19. Segundo informou hoje (7) o governo do estado de São Paulo, a carga está no aeroporto de Pequim pronta para o embarque.

O lote tem 5,6 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), produzido na China pela biofarmacêutica Sinovac, parceira do Butantan no desenvolvimento da vacina. A matéria-prima permitirá a produção em São Paulo de mais de 8,7 milhões de doses do imunizante, que serão destinadas ao Plano Nacional de Imunizações (PNI).

Na quarta-feira, 5,4 mil litros de IFA foram recebidos em São Paulo da mesma fornecedora, suficientes para a produção de 8,6 milhões de doses da vacina Coronavac. Somadas, as cargas permitirão a fabricação de 17,3 milhões de doses de imunizantes, que começarão a ser entregues ao Ministério da Saúde a partir do final deste mês. A previsão do instituto é que a produção de vacinas contra a covid-19 alcance até 600 mil doses diárias com as duas remessas de matéria-prima. Em janeiro, segundo o governo de São Paulo, o Butantan entregou 8,7 milhões de vacinas CoronaVac ao Ministério da Saúde. Foram 6 milhões de doses no dia 17, 900 mil no dia 22 e 1,8 milhão no dia 29.

No ritmo atual, Brasil levaria mais de quatro anos para vacinar toda a população

No ritmo em que a vacinação contra a covid-19 é conduzida no Brasil, o País levaria mais de quatro anos para ter toda a sua população imunizada. O cálculo é do microbiologista da Universidade de São Paulo (USP) Luiz Gustavo de Almeida. Ele lembrou que, durante a campanha de vacinação contra a gripe em março do ano passado, já em plena pandemia do novo coronavírus, os brasileiros vacinavam até um milhão de pessoas por dia. Atualmente, a média de imunizações diárias é de um quinto disso, 200 mil pessoas.

Para fazer os cálculos, Almeida baseou-se no número total de brasileiros a serem vacinados (160 milhões, segundo o IBGE, já que os menores de 18 anos não serão imunizados agora). Para cobrir esse público-alvo no atual ritmo, seriam necessários de quatro anos e meio a cinco anos, considerando que os imunizantes usados no Brasil devem ser aplicados em duas doses.

“Este ritmo é lamentável”, afirmou o especialista. “Já em plena pandemia de covid, conseguimos vacinar 54 milhões de pessoas contra a gripe em cem dias, sem grandes esforços. No caso da covid, deveríamos conseguir no mínimo o mesmo número; idealmente mais, se abríssemos postos de vacinação em estádios e escolas.” (mais…)

Pfizer pede à Anvisa registro definitivo de vacina contra a Covid-19

A farmacêutica Pfizer entrou com pedido de registro definitivo na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) da vacina que desenvolve contra a Covid-19 em conjunto com a BioNTech. Caso aprovado, o pedido permite que a vacina seja aplicada na população do país.

A informação foi confirmada neste sábado (6) pela Anvisa e pela Pfizer. O registro concedido pela agência autoriza a vacina a ser comercializada, distribuída e aplicada.

A agência afirma que o registro é uma avaliação completa, com dados robustos, de estudos de qualidade, eficácia e segurança. Segundo a Anvisa, os técnicos vêm avaliando de forma emergencial e prioritária as vacinas contra a Covid-19 e, para isso, adotou procedimentos para submissão e análise de dados e informações submetidas pela empresa antes mesmo do pedido do registro. (mais…)

Brasil negocia compra de 10 milhões de vacinas Sputnik V

O Brasil negocia a compra de 10 milhões de doses de vacina contra a covid-19 Sputnik V, desenvolvida na Rússia pelo Instituto Gamaleya, informou hoje (5) o Ministério da Saúde (MS). A manifestação do interesse do país no imunizante foi feita durante reunião com representantes do laboratório União Química, farmacêutica responsável no Brasil pela vacina russa.

De acordo com o ministério, a decisão de avançar as negociações ocorreu após a Anvisa autorizar o novo protocolo com a simplificação do processo de concessão de uso emergencial e temporário de vacinas, dispensando a realização de estudos clínicos da fase 3.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, disse que a compra da vacina também está condicionada ao custo do imunizante, que, segundo ele, “deve ser competitivo”. (mais…)