Países doam menos de 20% das doses que prometeram à OMS

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Os países ricos doaram uma fração das doses que prometeram ao consórcio Covax Facility, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para acelerar a imunização contra a Covid-19 de forma igualitária. A informação foi divulgada pela CNN Brasil. As doações estão demorando mais que o esperado, porque os países têm aplicado doses de reforço na sua própria população e iniciado a imunização de crianças e adolescentes, o que cria um importante dilema ético para o mundo.

Os Estados Unidos, por exemplo, se comprometeu a doar 587,5 milhões de doses, mas só 193,4 milhões chegaram ao Covax até agora, conforme dados reunidos pela plataforma Ourworld in Data, da Universidade de Oxford. Desse total, apenas 140,3 milhões foram efetivamente entregues as nações que necessitam. Já a União Europeia chegou a anunciar que disponibilizaria 451,5 milhões de doses. Desse total, chegaram ao sistema Covax 298,3 milhões de doses e apenas 57,8 milhões já foram distribuídas e aplicadas.

No Reino Unido, a diferença é ainda maior. Das 100 milhões de doses prometidas, só 26,2 milhões foram entregues ao Covax e 8 chegaram ao seu destino.

Brasil anuncia doação de 10 milhões de doses de vacina

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O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (20), que doará ao menos dez milhões de doses de vacinas contra a covid-19 para nações de baixa renda, por meio da aliança internacional Covax Facility, conduzida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), bem como para países vizinhos. A colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, havia adiantado neste domingo (19) que o Brasil faria a doação e informou o quantitativo de 30 milhões de doses, mas o Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira que serão 10 milhões inicialmente.

A iniciativa foi detalhada há pouco, pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e pelo embaixador Paulino Franco de Carvalho Neto, que está respondendo interinamente pelo Itamaraty. Segundo eles, o presidente da República, Jair Bolsonaro, já assinou uma Medida Provisória (MP) autorizando o Poder Executivo federal a doar os imunizantes em caráter de cooperação humanitária. Segundo Queiroga, é possível que, além das 10 milhões de doses iniciais, mais 20 milhões de doses sejam doadas posteriormente, totalizando ao menos 30 milhões de unidades da vacina. A efetivação da doação dependerá da manifestação de interesse e anuência de recebimento do imunizante pelo país beneficiado.

Queiroga garantiu que a iniciativa não comprometerá a estratégia de imunização da população brasileira. “Gostaria de indicar que as doações a serem efetivadas pelo governo brasileiro não comprometerão nossa bem-sucedida estratégia de imunização, incluindo a distribuição de doses de reforços para todos os públicos, para todas as faixas etárias que, eventualmente, forem incluídas em nosso Programa Nacional de Imunizações.”

Taxa de efetividade de vacinas usadas no Brasil supera resultado de testes iniciais, diz médico da Fiocruz

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Um estudo conduzido pelo projeto VigiVac da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificou que a taxa de efetividade das vacinas contra a Covid-19 utilizadas no Brasil superaram os resultados dos testes iniciais com voluntários realizados pelas farmacêuticas. O grupo analisou os quatro imunizantes administrados no país – CoronaVac, AstraZeneca, Pfizer e Janssen – no período de janeiro a outubro de 2021.

Foram apuradas informações de 163 mil brasileiros, entre vacinados e não vacinados. Para a população abaixo de 60 anos, todas as vacinas analisadas apresentaram proteção acima de 85% contra risco de hospitalização e acima de 89% para risco de óbito pela doença, aponta o estudo.

“A gente encontrou uma proteção maior do que tinha sido apresentado nos testes para provar as vacinas”, afirmou Vinícius Oliveira, médico sanitarista da Fiocruz Bahia. (mais…)

Duas doses da Pfizer em crianças de 2 a 5 anos não produzem imunidade esperada, diz farmacêutica

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Testes com a vacina da Pfizer em crianças de dois a cinco anos mostram que ela não fornece a imunidade esperada nessa faixa etária, anunciou a farmacêutica nesta sexta-feira (17).

A empresa, contudo, decidiu testar uma terceira aplicação para todas as crianças e bebês com idades entre seis meses e cinco anos após seus consultores externos independentes analisarem os dados disponíveis até agora.

A análise mostrou que duas doses da vacina da Pfizer específicas para crianças não estavam produzindo a imunidade esperada nos menores entre dois e cinco anos de idade, embora o fizesse em bebês de até dois anos. (mais…)

Anvisa aprova inclusão de dose de reforço da vacina Pfizer contra Covid na bula

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A área técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (24), a inclusão da dose de reforço (terceira dose) na bula da vacina da Pfizer para pessoas maiores de 18 anos. O pedido de alteração na bula foi feito pela farmacêutica em setembro.

A administração do imunizante deve ser feita após, pelo menos, seis meses do esquema vacinal completo, e o reforço não é recomendado para adolescentes e crianças menores de 18.

Antes da decisão da Anvisa, o Ministério da Saúde já havia comunicado à população sobre a administração da dose de reforço. Em 18 de novembro, a pasta publicou uma nota técnica onde informou que as doses de reforço deveriam ser, preferencialmente, da Pfizer.

Lote com mais de 2 milhões de vacinas doadas pelos EUA chega ao Brasil

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou neste domingo (21) a chegada de 2,1 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Os imunizantes da AstraZeneca foram doados pelo Estados Unidos e entregues nesta manhã no Aeroporto de Viracopos, em Campinas. As informações são da Agência Brasil.

Pelas redes sociais, o ministro agradeceu o governo norte-americano pela parceria, resultado de acordo bilateral para o combate ao coronavírus.

“Chegaram agora pela manhã mais de 2 milhões de doses de vacina covid-19 doadas pelos Estados Unidos. Agradeço pela parceria. Juntos, vamos vencer esta pandemia!”, publicou Queiroga.

Farmacêutica brasileira faz acordo para trazer nova vacina de dose única contra Covid

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A farmacêutica brasileira Biomm anunciou, na manhã desta sexta (1°), que possui um acordo com a CanSino Biologics para importar e, num segundo momento, produzir no Brasil a vacina de dose única contra a Covid da empresa chinesa.

A Biomm diz que irá submeter à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) o pedido para uso emergencial do imunizante.

A Convidecia, vacina da CanSino, utiliza um adenovírus para ensinar o sistema imune humano a identificar e combater a Covid, algo semelhante ao visto na Covishield, vacina da AstraZeneca/Oxford já em uso no Brasil. O imunizante deve ser conservado em geladeira comum, de 2 °C a 8°C, o que costuma facilitar a logística. (mais…)

Covid-19: Fiocruz deve retomar entrega de vacinas na próxima semana

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deve retomar a entrega de novas doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra Covid-19 na próxima semana, normalizando as liberações ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). A quantidade disponibilizada será divulgada na segunda-feira (13).

A Fiocruz já havia informado no último dia 2 que suas próximas entregas seriam realizadas entre os dias 13 e 17 de setembro. A última entrega foi em 27 de agosto, quando 3,5 milhões de vacinas foram liberadas.

O intervalo entre as entregas ocorreu porque os lotes mensais de agosto do ingrediente farmacêutico ativo (IFA), importado para a fabricação da vacina, só chegaram nos dias 25 e 30 do mês passado. Como o processo de fabricação e controle de qualidade das doses demora cerca de três semanas, a liberação só deve ocorrer a partir da semana que vem. Desde o início do ano, a Fiocruz já entregou 91,9 milhões de doses ao Ministério da Saúde, sendo 87,9 milhões produzidas no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) e 4 milhões importadas prontas da Índia.

BN

Pfizer e Moderna aumentam preços de vacinas em contrato com União Europeia

A Pfizer e a Moderna aumentaram os preços de suas vacinas contra a Covid-19 nos últimos contratos com a União Europeia, segundo reportagem publicada pelo ‘Financial Times” neste domingo (1º).

A Pfizer, que tinha cobrado 15,5 euros, cerca de R$ 96, na cotação atual, nos primeiros contratos, passou a cobrar 19,5 euros, cerca de R$ 121.

A vacina da Moderna, que saiu por 19 euros (R$ 117) inicialmente, agora vai custar 25,5 (R$ 157) —a União Europeia ainda conseguiu tirar 3 euros do preço porque fez uma encomenda maior, de acordo com o jornal.

Intervalo entre doses da Pfizer reduzirá de três meses para 21 dias

O Ministério da Saúde diminuirá para 21 dias o intervalo entre as duas doses da vacina da Pfizer, o que pode conter a disseminação da variante Delta, considerada mais agressiva e transmissível.

A confirmação foi dada pelo secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz, em conversa com jornalistas na tarde desta segunda-feira (26), e divulgada pelo jornal O Globo.

Detalhes, como a data, o cronograma de abastecimento e a forma como será feita a antecipação, ainda estão sendo avaliados junto ao laboratório, ao Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e ao Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). A decisão final deve ser anunciada ainda nesta semana.

Cientistas testam vacina contra HIV

O desenvolvimento em tempo recorde de várias vacinas contra a covid-19 parece ter dado o impulso que faltava para a criação de um imunizante contra o HIV. Quarenta anos depois do início da pandemia de aids, o mundo parece estar perto de ter um produto eficaz na prevenção da infecção. Um estudo com mais de 6 mil pessoas está sendo conduzido em vários países da África, Europa, América do Norte e América Latina, inclusive no Brasil. Para especialistas, é o mais promissor em quatro décadas.

O estudo está dividido em duas frentes. A primeira delas, na África Subsaariana, testa 2.637 mulheres heterossexuais. Uma segunda, chamada de Mosaico, conduzida na Europa, na América do Norte e na América Latina, está testando 3.600 voluntários, entre homens homossexuais e pessoas trans. No Brasil, o estudo ocorre em oito centros de pesquisa em São Paulo, no Rio, em Minas e no Paraná.

A pesquisa está na fase 3, que testa a eficácia em larga escala. As fases 1 e 2, com menos voluntários, determinam a segurança do produto e a dose apropriada. Numa fase anterior, em macacos, o imunizante apresentou uma proteção de 67% contra a infecção. É por conta deste número que os cientistas estão otimistas. Até hoje, o candidato a vacina contra a aids mais eficaz já testado no mundo apresentava proteção de 30% – e sua pesquisa foi deixada de lado. (mais…)

Sputnik V oferece cerca de 90% de eficácia contra a variante Delta

A vacina russa Sputnik V oferece cerca de 90% de proteção contra a variante Delta, informou, esta terça-feira (29), Denis Logunov, diretor do Instituto Gamaley que desenvolveu a vacina, citado pela agência de notícias russa RIA. De acordo com estudos realizados previamente, a Sputnik V é 92% eficaz contra o vírus original da Covid-19.

Ainda em declarações à agência noticiosa, Logunov explicou que a eficácia da vacina contra a variante Delta foi calculada com base em informação de registros médicos e de vacinação.

Neste momento, na Europa, onde a variante Delta tem começado a disseminar-se, têm surgido preocupações sobre a eficácia das vacinas contra a nova estirpe. Contudo, de acordo com os últimos dados do Reino Unido, duas doses das vacinas que estão a ser atualmente administradas pelos europeus oferecem proteção contra a Delta, designadamente, 96% a Pfizer e 92% a AstraZeneca.Vale lembrar que a vacina Sputnik V, a primeira a ter sido administrada no mundo, ainda não foi autorizada pela Agência Europeia do Medicamento (EMA).

Ministério da Saúde decide suspender contrato com Covaxin

Diante das polêmicas e denúncias que cercam o contrato realizado pelo governo federal para compra de imunizantes Covaxin, vacina contra Covid-19 produzida na Índia, o acerto, intermediado pela farmacêutica brasileira Precisa Medicamentos, foi suspenso pelo Ministério da Saúde. A informação é da CNN.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou em declaração na tarde desta terça-feira (29) não ser mais oportuno importar as vacinas neste momento. O governo federal havia assinado contrato em fevereiro, que previa a importação de 20 milhões de doses do imunizante, desenvolvido pela indiana Bharat Biotech. A importação do imunizante, no entanto, não foi concretizada diante de negativas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que não autorizou a importação..

A compra do imunizante passou a ser investigada depois de depoimento de Luis Ricardo Fernandes Miranda, servidor da área de importação do Ministério da Saúde, ao Ministério Público. No relato, o servidor aponta “pressão atípica” para acelerar os trâmites da Covaxin dentro da pasta. As suspeitas são de superfaturamento na compra.

OMS aprova uso emergencial da CoronaVac

A vacina contra a Covid-19 Coronavac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, foi aprovada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), nesta terça-feira (1). A decisão da entidade internacional é para uso emergencial da CoronaVac e confere ao imunizante um selo de qualidade. É a sexta vacina a receber a aprovação da OMS.

Butantan retoma produção da CoronaVac

Paralisada desde o dia 14 de maio, a produção da vacina CoronaVac foi retomada esta madrugada (27) após o recebimento de 3 mil litros de insumos, que chegaram a São Paulo na noite da última terça-feira (25). Com essa quantidade de insumo farmacêutico ativo (IFA) será possível fabricar 5 milhões de doses da vacina.

A CoronaVac é uma vacina contra a covid-19 produzida pelo Instituto Butantan com a farmacêutica chinesa Sinovac. A Sinovac envia ao Butantan a matéria-prima (insumos) para que o envase, a rotulagem, embalagem e o controle de qualidade sejam feitos no Brasil. Todo esse processo dura entre 15 e 20 dias. Só então a vacina é disponibilizada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) para distribuição para a população.

Até agora, o Butantan já entregou 47,2 milhões de doses ao PNI, cumprindo o primeiro contrato estabelecido com o Ministério da Saúde para entrega de 46 milhões de doses. Agora, o Instituto Butantan trabalha para entregar outras 54 milhões de doses referentes a um segundo contrato firmado com o governo federal, totalizando 100 milhões de doses. Até o final de setembro, o Butantan espera inaugurar uma nova fábrica da vacina, que vai permitir a produção das doses da CoronaVac sem necessidade de importação da matéria-prima da China. O local terá capacidade de produção de 100 milhões de doses por ano.

Com informações da Agência Brasil