Fura-filas da vacina não terão direito à segunda dose, decide Justiça do Amazonas

A juíza Jaiza Maria Pinto Fraxe, da 1.ª Vara da Justiça Federal no Amazonas, decidiu no sábado (23), em caráter liminar, que quem recebeu a primeira dose da vacina contra a covid-19 furando a fila de prioridades não terá direito a tomar a segunda dose.

De acordo com a magistrada, “em razão da falta de explicação para os casos de pessoas que tomaram indevidamente a vacina, ficam todos proibidos de tomar a segunda dose, podendo ficar sujeitos à prisão em flagrante delito em caso de insistirem no ilícito”.

A ação veio em resposta a um pedido do Ministério Público Estadual e da Defensoria Pública. “Nosso próximo passo é buscar a transparência das listas, mais restrições em lockdown no Estado e pagamento de um auxílio para os que ficarem sem renda neste período”, destacou o Defensor Geral Rafael Barbosa. O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), chegou a anunciar nas redes sociais nesta quarta-feira, 20, que baixaria uma portaria proibindo as pessoas de postarem fotos do momento da vacinação. (mais…)

Avião com doses de vacina da Oxford chega ao Brasil

Um avião com 2 milhões de doses da vacina da Oxford chegou ao Brasil na tarde de hoje (22). A aeronave decolou da Índia com o imunizante produzido pelo laboratório Serum e pousou no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, por volta das 17h20.

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os imunizantes devem estar prontos para uso no sábado (23) à tarde, após checagem de qualidade e segurança, além de rotulagem e etiquetagem.

A Índia liberou recentemente a importação comercial das vacinas produzidas no Serum, maior produtor de imunizantes no mundo. Depois da liberação, Brasil e Marrocos foram os primeiros países beneficiados.

Metro 1

Brasil pede à Índia garantia e previsão de entrega de vacinas contra Covid

Para tentar amenizar o fracasso na entrega de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, o governo brasileiro tem discutido com autoridades indianas a divulgação de um comunicado público no qual o país asiático garanta que elas serão enviadas ao Brasil no curto prazo.
Segundo relatos feitos à reportagem, nos últimos dias negociadores do governo entraram em contato com diplomatas indianos para solicitar uma posição que arrefeça o mal-estar criado com a demora no envio de imunizantes contra o coronavírus.

A avaliação entre auxiliares do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é que os sucessivos adiamentos na liberação da carga têm gerado desgaste para o Palácio do Planalto, que apostava na importação para o dar o pontapé na campanha de imunização no Brasil. Uma cerimônia estava sendo preparada para o ato, mas acabou desmobilizada diante do fracasso da operação.

Algum tipo de compromisso público da Índia é visto por aliados de Bolsonaro como uma forma de ao menos reduzir os danos políticos que o atraso tem causado. (mais…)

Pressionado, Planalto busca maneira de evitar hiato sem vacina

O governo federal pediu a lideres governistas para buscar medidas que evitem a falta de vacinas no país. Diante do impasse nas negociações com a China para a importação de insumos, o governo teme ser necessário interromper a imunização por falta de doses

Assessores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) estimam que se os impases com a China e com a Índia – para envio de doses da Astrazeneca – não forem resolvidos, o Brasil pode ficar sem imunização por cerca de 30 ou 40 dias

Ainda de acordo com a análise dos assessores, uma possivel pausa na vacinação pode ser bastante prejudicial para imagem do governo frente a população. Por isso, estratégias vem sendo pensadas dentro do Palácio do Planalto. Entre as opções estão a busca por saídas jurídicas para ampliar a compra de vacinas, por meio de medidas provisórias, além de discutir com outros fornecedores a oferta de vacinas.

Metro 1

Reino Unido: Mais de metade dos idosos acima dos 80 anos já foi vacinado

Mais de 3,5 milhões de pessoas já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19, no Reino Unido, sendo que mais de metade dos idosos com mais de 80 anos já recebeu, pelo menos, a primeira dose. A informação foi revelada pelo próprio ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, através de uma mensagem partilhada, este domingo, na sua página oficial do Twitter.

Entretanto, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou, cita a Sky News, que, neste momento, estão a ser inoculadas 140 pessoas por minuto em todo o Reino Unido, um balanço “incrível”.

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Eficácia de 100% da Coronavac em casos graves ainda não tem ‘significância estatística’, diz diretor do Butantan

O Instituto Butantan informou que o estudo conduzido pelo órgão indicou que a vacina Coronavac, desenvolvida no país em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, tem a eficácia geral de 50,38% contra a Covid-19. O dado foi informado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no pedido de registro emergencial da vacina, e está acima dos 50% requeridos universalmente para considerar um imunizante viável.

Na semana passada, a gestão João Doria (PSDB) afirmou que o imunizante tem 78% de eficácia contra casos leves da doença e 100% contra os quadros graves e moderados. No entanto, os dados referem-se só a um recorte do estudo. A eficácia geral, principal indicador da pesquisa e que considera toda a amostra de voluntários, não foi revelada de primeira e ficou em um patamar inferior. Chamado de eficácia global, o índice aponta a capacidade da vacina de proteger em todos os casos – sejam eles leves, moderados ou graves. O número mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também pela Anvisa é de 50%.

“Essa vacina tem segurança, tem eficácia, e todos os requisitos que justificam o uso emergencial”, defendeu o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, durante o anúncio. Segundo o Butantan, a taxa de eficácia de 78%, apresentada pelo instituto na última semana foi calculada considerando somente casos de Covid-19 com pontuação maior ou igual a 3, comparando o grupo vacinado e o grupo que recebeu placebo, uma substância neutra.

Metro 1

Ministério da Saúde anuncia que distribuirá vacina do Butantan a todos estados

O Ministério da Saúde informou nesta sábado (9) que fechou acordo com o Instituto Butantan, de São Paulo, para distribuir com exclusividade as vacinas contra o novo coronavírus pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para todos os estados, simultaneamente.

A pasta informou que campanha de imunização gratuita deve começar “tão logo os imunizantes recebam autorização da Anvisa”.

Na sexta-feira, o Butantan fez pedido à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para aplicar doses da Coronavac, desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac. A previsão é de que a Anvisa se manifeste sobre o pedido em até 10 dias. (mais…)

Vacinas salvarão vidas, mas irão demorar meses para diminuir transmissão, diz OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) é cautelosa sobre os efeitos da vacinação nas curvas de infecção pela covid-19, indicando que os resultados devem aparecer apenas dentro de alguns meses. “Vacina salvará vidas de pessoas mais vulneráveis, mas irá demorar ao menos seis meses para diminuir transmissão”, afirmou nesta sexta-feira, 8, Bruce Aylward, consultor sênior da OMS em coletiva de imprensa.

A recomendação do órgão é que os cuidados na transmissão permaneçam, e que as populações sigam as restrições locais de mobilidade.

Outro ponto que preocupa é a equidade na distribuição de imunizantes. “Nenhum dos países mais pobres do mundo está vacinando, e há pessoas idosas e trabalhadores de saúde em todo o mundo”, afirmou Aylward, que reforçou o papel da iniciativa Covax no tema e pediu mais recursos para a distribuição. (mais…)


Anvisa diz que não houve pedido de uso emergencial de vacina

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse hoje (5) que ainda não recebeu nenhum pedido de uso emergencial ou de registro definitivo de vacinas para covid-19 no Brasil. A informação foi dada após nova reunião com técnicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do laboratório Astrazeneca.

A reunião na manhã desta terça-feira tratou de questões sobre a autorização emergencial do uso das doses da vacina contra a covid-19, desenvolvida pela Astrazeneca em parceria com a Fiocruz. Segundo a Anvisa a troca de informações deve continuar nos próximos dias.

“A Anvisa tem atendido todos os laboratórios que estão desenvolvendo vacinas a fim de orientar e esclarecer questões técnicas para a avaliação de vacinas”, diz a nota. (mais…)

Anvisa aprova importação de 2 milhões de doses da vacina de Oxford

A Anvisa aprovou um pedido feito pela Fiocruz para importação excepcional de 2 milhões de doses da vacina produzida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca.

No dia 23 de outubro, a Anvisa já tinha autorizado a importação de 6 milhões de doses da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e testada no Brasil em parceria com o Instituto Butantan.

No pedido feito pela Fiocruz, a indicação é que as vacinas cheguem ao país ainda em janeiro. A importação é considerada excepcional porque o imunizante ainda não foi submetido à autorização de uso emergencial ou registro sanitário, de acordo com o G1. Segundo a agência, a aprovação ocorreu no dia 31 de dezembro de 2020, mesmo dia que o pedido de importação foi protocolado pela Fiocruz — que é a responsável pela produção da vacina.

Ainda de acordo com a Anvisa, por se tratar da importação de vacina que ainda não foi aprovada no país, a entrada do material no país deve seguir algumas condições. O principal deles, diz a agência, que as vacinas importadas fiquem sob a guarda específica da Fiocruz até que a Anvisa autorize o uso do produto no país. Na sexta-feira (1), a Anvisa afirmou que terminou a análise dos documentos já apresentados pela AstraZeneca sobre a vacina. Na prática, isso quer dizer que a agência “está em dia” com o que foi apresentado até agora.

Lentidão e críticas são entraves para vacina da Pfizer

A tentativa do presidente Jair Bolsonaro de responsabilizar laboratórios pela falta de oferta de vacinas no Brasil esbarra na demora do próprio governo em fechar acordos com os fabricantes. No caso da Pfizer, responsável pelo imunizante que já foi autorizado em mais de 40 países, o Ministério da Saúde assinou um memorando para adquirir 70 milhões de doses em 2021, mas o papel não garante o negócio. Além disso, tanto Bolsonaro quanto o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, têm feito críticas públicas a exigências da farmacêutica.

Ao falar com apoiadores na segunda-feira, o presidente questionou a razão de nenhum fabricante ainda ter pedido o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para distribuir vacinas no País: “O Brasil tem 210 milhões de habitantes, um mercado consumidor de qualquer coisa enorme. Os laboratórios não tinham que estar interessados em vender para a gente? Por que eles não apresentam documentação na Anvisa?”.

Após a declaração, a Pfizer reagiu e divulgou nota em que justifica a ausência de um pedido de uso emergencial do seu imunizante justamente pela falta de acordo com o Brasil. O laboratório disse que só poderia cumprir exigências da Anvisa, como definição de quantidade de doses e cronograma, após a “celebração do contrato definitivo”, o que ainda não ocorreu. (mais…)

Pfizer e BioNTech aceitam pedido da UE por mais 100 milhões de doses de vacina

A Pfizer e a BioNTech informaram que atenderão ao pedido da União Europeia para a entrega de 100 milhões de doses adicionais da vacina para covid-19 produzida em conjunto pelas duas farmacêuticas. Essa possibilidade estava prevista no contrato fechado pelo bloco comum com as empresas. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, havia anunciado mais cedo que faria a solicitação.

A compra adicional elevará para 300 milhões o número total de doses do imunizante que estarão disponíveis para os 27 países que compõem a UE, o suficiente para vacinar 150 milhões de pessoas. O bloco começou a vacinação contra a covid-19 neste domingo, 27.

“Continuamos empenhados em agir o mais rápido e seguro possível para levar esta vacina a mais pessoas na Europa, à medida que o vírus mortal continua a se espalhar a uma taxa alarmante”, escreveu em um comunicado o CEO da Pfizer, Albert Bourla.

Notícias ao Minuto

Fiocruz quer pedir registro de vacina de Oxford contra Covid até 15 de janeiro

À frente de um acordo que prevê a produção de uma vacina contra Covid-19 no Brasil, a Fiocruz planeja entrar com um pedido de registro do imunizante até o dia 15 de janeiro, disse à reportagem nesta segunda-feira (28) o vice-presidente de inovações da instituição, Marco Krieger.

Desde junho, a Fiocruz trabalha em uma parceria para transferência de tecnologia com a farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford, que desenvolvem a vacina. O acordo é considerado a principal aposta do Ministério da Saúde para a vacinação contra a Covid.

Segundo Krieger, o pedido pode ser feito já na próxima semana caso sejam finalizados alguns documentos. (mais…)

Pfizer adia entrega de vacinas à Espanha e outros países europeus

Um dia após o início da vacinação em massa na União Europeia, a Pfizer adiou a entrega de vacinas contra o coronavírus para oito países europeus nesta segunda (28), por causa de problemas relacionados à temperatura necessária para manter o produto durante o transporte. A informação foi dada pelo Ministério da Saúde da Espanha, um dos países afetados.

O problema mostra as dificuldades logísticas dos imunizantes que usam a tecnologia empregada pela Pfizer/BioNTech e pela Moderna, que usam matérial genético (RNA) do vírus: eles precisam ser armazenadas em temperaturas de menos 70 graus Celsius e transportadas até os centros de distribuição em caixas térmicas cheias de gelo seco, projetadas especialmente para o produto.

Fora das temperaturas ultrabaixas, a vacina permanece efetiva por cinco dias, desde que mantida entre 2 e 8 graus Celsius (temperatura de geladeiras comuns). (mais…)

AstraZeneca afirma que vacina de Oxford tem ‘proteção de 100%’ contra formas graves de Covid

A farmacêutica AstraZeneca, que desenvolveu a vacina contra a Covid-19 em parceria com a Universidade de Oxford, divulgou a informação de que encontrou, após pesquisas adicionais, “a fórmula vencedora” para o imunizante. Os resultados ainda não forma completamente divulgados. Reportagem do Estadão traz a informação de que a agência reguladora britânica deve comentar os dados nos próximos dias.

O CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, concedeu entrevista ao jornal Sunday Times, e afirmou que o imunizante garantiu “proteção de 100%” contra formas graves da Covid-19. As vacinas desenvolvidas por Pfizer/BioNTech e Moderna apresentaram eficácia de 95% e 94%, respectivamente.

“Acreditamos ter encontrado a fórmula vencedora e como alcançar uma eficácia que, com duas doses, é tão alta quanto as outras”, declarou o CEO Pascal Soriot ao Sunday Times. (mais…)