José Carlos Britto de Lacerda reflete sobre a relação entre a pandemia e casos de depressão

Este substantivo comum, cujo significado original, em Geografia, é “abaixamento de nível, ou desnível, terminou por usar-se para identificar um estado psíquico, materializado por “desânimo, esgotamento, abatimento” e dar nome ao que passou a classificar-se como a “doença do século”.

E foi criado o termo “depressivo”, comumente empregado para identificar pessoa acometida de depressão. Contudo, há um engano, no meu entendimento, porque a pessoa acometida de depressão torna-se “deprimida”, não “depressiva”! “Depressivo”, parece-me, deve ser a identificação do quadro em que o “deprimido” se encontrar e, “deprimente”, qualquer ato ou evento que possa conduzir à depressão.

Digo isto tudo, porque neste ano de 2020ª humanidade foi assaltada por um evento deprimente, muito triste, qual seja a eclosão da Pandemia da covid-19, a qual produz desesperança, alimenta a incerteza no futuro e o pessimismo.

Os órgão de Imprensa, predominante a Televisão (e não podemos esquecer de debitar isto à Rede Globo) vêm contribuindo marcantemente para a criação e a manutenção de um estado de pânico social, chegando ao extremo de instilar, na maioria desavisada da população, uma desesperança tão grande, que certamente muitas pessoas acabam deprimindo-se e, por fim, morrendo, sem que tenham sido contaminadas pelo maldito vírus chinês. E, o que é ainda pior, alguns utilizam-se da desgraça como instrumento ideológico, político.

Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal não atentaram ainda para o perigo, que a propaganda irracional causa, perigo que ameaça a estabilidade social, a segurança dos nacionais e naturalizados brasileiros e continuam a permitir todos os tipos de abusos, em nome de uma “liberdade de imprensa”, assegurada pela Constituição Federal mas que, no caso, atenta contra a “segurança nacional”.

A quem interessa o caos? Evidentemente, ele interessa àqueles que vivem da exploração do lixo social. Entretanto, é muito provável que os “abutres” da desgraça humana acabem por não ganhar dinheiro, um dia, porque uma população, uma sociedade deprimida não lê jornais, não ouve rádio, não vê televisão.

José Carlos Britto de Lacerda é advogado

José Carlos Britto de Lacerda comenta aniversário de Ipiaú relembrando prefeitos e história do município

Nosso município, nossa terra natal, completará amanhã (dois de dezembro de dois mil e vinte) idade nova e os historiadores ainda não tomaram a iniciativa de fazer justiça a algumas pessoas que, com suas presenças e atitudes, acabaram por contribuir de forma decisiva para a criação da cidade (hoje Ipiaú), que se tornou sede do município de Ipiaú. Nos registros do IBGE mencionam-se incursões, em nosso território, de pessoas oriundas de diversas partes do Estado da Bahia, mas não se fala naqueles que, possuindo terras aqui, contribuíram decisivamente para a instalação dos habitantes iniciais nos povoados nascidos em pontos considerados, à época, distantes.

Praça Ruy Barbosa, anos 50

Não sei quando, em que ano, Domingos Gonçalves de Castro e Alberto Pinto aqui chegaram com suas famílias. Ainda no final do século 19, aportaram aqui os italianos Braz e Miguel Grisi, provavelmente vindos do que é hoje o município de Poções. Ali, a partir de onde temos, hoje, a Igreja Matriz de São Roque, até o prédio do Cine Teatro Éden, eles se instalaram, construindo grande casa, espaços para armazém e empresa de compra e venda, e rancharia, para pouso dos tropeiros que transportavam mercadorias entre o porto de Itacaré e cidades como Jequié e Vitória da Conquista. Com eles, veio um sobrinho adolescente, José Miraglia, o qual trabalhava nos serviços do comércio com os tios e mais criou uma escola, onde ele alfabetizava os filhos dos que vinham residir no povoado que se foi criando em volta daquelas edificações iniciais.

Os italianos patrocinaram a implantação de cacauais e pastagens, iniciaram a criação de gado, construindo, ali onde hoje temos a Igreja Matriz, um grande curral, onde eu, ainda, criança, cheguei a brincar. Claro que a existência de um núcleo comercial, de uma escola e de oportunidades de ocupação primária de terras férteis, atraíu pessoas, inclusive de outras regiões e ali, no entorno do que é hoje a praça Rui Barbosa, nasceu o que é hoje a cidade de Ipiaú.

Feira livre da Praça Virgílio Damásio, anos 60

E crescendo em várias direções, o povoado alcançou as terras de  Domingos Gonçalves de Castro e do chamado Major Alberto Pinto, encontrando-se com os povoamentos já existentes. Foi assim que surgiu nossa cidade. Não teve um “fundador” específico, mas deve seu surgimento a Domingos Gonçalves de Castro, a Alberto Pinto e aos italianos Braz e Miguel Grisi mas deve também ao espírito idealista e empreendedor de José Miráglia, que criou, nos primórdios, uma escola e ministrava aulas, instalou um primeiro cinema “mudo” (Paraíso) e, mais tarde, um segundo, “falado (Cine Teatro Éden). José Miraglia, herdeiro dos tios, doou terras onde temos o prédio do Rio Novo Tênis Clube, o Aeroporto local, a Igreja Matriz de São Roque, sempre contribuindo quando procurado, para os empreendimentos sociais desta terra. Eu sei de tudo isto, porque conheci de perto os fatos acima narrados, tendo minha mãe e meu irmão mais velho (MARCIANO BRITO DE LACERDA) sido criados pelos italianos e, eu próprio, residido na companhia de José Miraglia, como se seu filho fosse e estudado, sob suas expensas a partir de primeiro de janeiro de mil, novecentos e cinquenta e quatro (quando eu contava dez anos de idade), até quando ele faleceu, em 1961.

Chefes do Executivo de Ipiaú, no curso dos anos:
Antonio Augusto Sá (1933 a1935) *

Leonel Andrade (1936 a1940) *

Jaime Pontes Tanajura (1940 a1943) *

Agostinho Cardoso Pinheiro (1943 a1945) *

Antonio Lisboa Nogueira (1945 a1946) *

José Borges de Barros Filho (1946 e 1949 a 1950) *

Sandoval Fernandes Alcântara (1946 a1949) *

Pedro Caetano Magalhães de Jesus (1950 a 1951)*

José Muniz Ferreira (1951-1955)

Salvador da Matta (1955-1959)

José Mota Fernandes (1959-1963)

Euclides José Teixeira Neto (1963-1967)

José Mota Fernandes (1967-1971)

Salvador da Matta (1971-1973)

Hildebrando Nunes Rezende (1973-1977)

José Borges de Barros Junior (1977-1982)

Hildebrando Nunes Rezende (1983-1988)

Miguel Cunha Coutinho (1989-1992)

Ubirajara Souza Costa (1993-1996)

José Mota Fernandes (1997-2000)

José Andrade Mendonça(2001-2008)

Sandra da Purificação Lemos de Santana (2008)

Deraldino Alves de Araujo (2009-2016)

Maria das Graças Mendonça (2017-2020)

*Interventores nomeados pelo então Governador/Interventor do Estado da Bahia.

 

José Carlos Britto de Lacerda é advogado

José Carlos Britto de Lacerda comenta cobertura da TV brasileira nas homenagens a Maradona

A “febre maradonal” e o “esquecimento” brasileiro.

Nos últimos tres dias, a televisão brasileira (principalmente da Rede Globo) vem destacando, principalmente nos noticiários, a morte e as homenagens do Povo Argentino a Diego Armando Maradona.

Foram reexibidos lances geniais, por ele realizados, em jogos de futebol, da Seleção Argentina e de clubes que ele defendeu, lances demonstradores de ter sido, ele, um “virtuose” no trato com a bola e “maestro” na campanha da Seleção daquele País que conquistou a Copa do Mundo de 1986, a segunda das duas vencidas pela Argentina até o presente. Mas o povo argentino tem motivos de sobra para homenagea-lo, porque ele esteve presente em grande número de conquistas da chamada Seleção Albiceleste” e, sem dúvida alguma, terá seu nome reverenciado por aquele povo “hermano” durante muitas e muitas décadas porque, ao contrário de nós, brasileiros, os argentinos, assim como muitos outros povos, alimenta a virtude de possuir “memória”.

Eu não posso, ninguém tem o direito de criticar os argentinos pela veneração a Maradona.

Temos, sim é que criticar o comportamento que, nós, brasileiros, adotamos, de “esquecer” aqueles que, em muitas ou em poucas ocasiões, nos causaram alegria, felicidade, orgulho, aqueles que, em algum momento da

História, seja relacionada com a vida administrativa, científica, econômica, política ou esportiva, fez algo bonito, importante, interessante, pela imagem de nosso povo, de nossa nação, de nosso País. Mas acabamos por nos deixar levar pelas notícias negativas, valorizando-as e abandonando as boas lembranças, o bem recebido.

O povo argentino permanece agradecido, por décadas, aos seus benfeitores. Será que podemos dizer o mesmo de nós, brasileiros? Será que nós alimentamos e cultivamos a “gratidão”?

Já não se fala em Mané Garrincha, em Ronaldinho, em Djalma da Guia, em “Aleijadinho”, em Santos Dumont, em Dr. Borges de Barros, em Ayrton Senna, em tantos outros, dos quais muitos têm ruas, praças, travessas, rodovias batizadas com seus nomes, sem que os moradores e usuários sequer se preocupem em perguntar quem foram.

José Carlos Britto de Lacerda é advogado

Os bastidores da nova Câmara de Ipiaú, Picolé, pesquisas e a memória de Prosperino em Ripa na Chulipa

Ripa na Chulipa – José Américo Castro

Vereadores em campanha para a presidência da Câmara

Quatro vereadores reeleitos já demonstraram interesse em disputar a presidência da Câmara de Ipiaú. Três deles são do Partido Progressista-PP-, a mesma sigla que abriga a prefeita Maria das Graças, reeleita com 11.349 votos. O quarto vem do PSD , agremiação que faz parte da base aliada. Robson Moreira, Orlando Santos, Claudio Nascimento e Andreia Novaes, já estão em campanha, mas a tendência é de afunilamento para evitar brechas que facilitem o oportunismo da oposição, o que seria inconveniente para a boa tramitação de projetos govenamentais. A posse dos vereadores e a eleição da mesa diretora da Câmara Municipal de Ipiaú acontecerão no dia primeiro de janeiro de 2021.

Assédio
Os vereadores eleitos pela primeira vez para a Câmara Municipal de Ipiaú estão sofrendo assédios por parte de agentes da oposição para apoiarem chapa que não conta com a integral confiança da prefeita Maria das Graças. A composição hibrida pode abrir brechas que resultem em consequências altamente perigosas para ao moo bom tramite dos projetos governistas na casa. Cristiano, Beto Costa e Ivanildo asseguram que estão atentos ao movimento.

Picolé com Maria
Eleito com 573 votos pelo DEM, o vereador, Milton Costa Cruz, 49 anos, mais conhecido pelo apelido de “Picolé”, voltará à Câmara Municipal de Ipiaú para cumprir o seu segundo mandato. O primeiro foi no período de 2013 a 2016, pelo PMDB, quando recebeu 698 votos na eleição de 2012. Ao contrário de outros candidatos democratas que abandonaram o barco, Picolé se manteve fiel ao líder até a última batalha, No melhor estilo não fugiu da luta, no entanto entendeu que é hora de tomar novos rumos. Na noite da última segunda-feira, 23, se encontrou com Deraldino e anunciou que irá hipotecar apoio à prefeita Maria das Graças, ampliando assim a base de sustentação desta no Poder Legislativo local.

Não derreteu
Picolé usou de sinceridade e obteve a compreensão do antigo líder. Em outras palavras: “não derretou” a confiança que lhe foi depositada. Chega no time de Maria como um homem de palavra, sem o estigma da traição.

Engodo
Quem acreditou nos resultados das últimas pesquisas de intenção de votos para o cargo de prefeito de Ipiaú experimentou profunda frustração. Alguns fizeram vultuosas apostas e se deram mal, perderam dinheiro e até patrimônio. Entraram em depressão ao constatarem que foram enganados.

Desconfiança
De uma pesquisa para outra, em curto espaço de tempo nos deparamos com resultados extremamente esdrúxulos com crescimentos próximos de 10 pontos percentuais em favor de um dos candidatos. Não nos cabe acusar esse ou aquele instituto de “fabricar” resultados para favorecer candidatos à custa da desinformação, falta de ética na apresentação do seu produto ou ainda um crime eleitoral por exploração da boa-fé do eleitor. Porém, o que se ouve na cidade é a desconfiança nos institutos de pesquisa.

Canto das sereias
Em parte, a culpa pode ser creditada e eles (institutos), por inércia na defesa do seu maior patrimônio: a credibilidade. Divulgar números “enxertados” com a finalidade de enganar os incautos e desavisados eleitores, é como o mitológico canto das sereias que é hipnotizante e com um super poder de persuasão. Seduzem os navegantes para as profundezas do mar ou ao encontro de temíveis obstáculos à navegação.

Bltizkrieg
A campanha contra a candidata da situação foi concebida pela turma da gorda oposição, como uma blitzkrieg, ou seja, a guerra relâmpago dos alemães . Adotaram essa tática hitlerista imaginando que o lado atacado não teria o topete e a ousadia de resistir muito tempo. A visão curta do estrategista não permitiu enxergar o que era uma possibilidade óbvia: a formação de uma cadeia de solidariedade em torno do alvo que pretendia atingir, pelo simples fato de que a maioria da população estava disposta a mostrar o seu contentamento com uma gestão de muitas realizações positivas.

Folclore político: de quem é a culpa?
Prosperino W. de Souza, primeiro prefeito do município de Barra do Rocha, no período de 1963/67, exerceu um mandato de moderada expressão política-administrativa ,mas repleto de tiradas folclóricas. Foram estas que lhe possibilitaram celebridade e alicerçaram seu nome na história regional.

A gestão de Prosperino coincidiu com os primeiros anos do regime militar que se prolongaria por 21 anos de autoritarismo e repressão. Ainda se falava nas manobras resultantes do golpe contra a democracia brasileira quando chegou no Rocha um Inspetor de Educação enviado pelo Governo do Estado com a missão de observar a qualidade do ensino neste município.

Devidamente instruído para o cumprimento do seu dever, o servidor estadual adentrou na sala de aula da mais conceituada escola do lugar e após as devidas apresentações começou a sabatinar um dos alunos da classe.

O assunto escolhido foi Historia Geral, com destaque para o Império Romano. Escolhido um aluno o inspetor perguntou quem havia incendiado Roma. O jovem estudante se encolheu todo, fez cara de espanto e começou a chorar. Entre soluços e lagrimas jurava que não tinha sido ele o responsável por tal ato criminoso

Muito chateado com a resposta, o inspetor estadual se dirigiu à professora do garoto e reclamou da deficiência no aprendizado daquela escola. A docente procurou justificar afirmando que aquele não era um dos melhores alunos da sala ,no entanto ele tinha como principal qualidade a sinceridade.” Esse menino não é de mentira. Se está dizendo que não foi ele é porque não foi mesmo! Assegurou a docente.

Irritado com o sucessão de asneiras , o digníssimo inspetor manifestou desejo de falar com a diretora do estabelecimento , mas como esta não se encontrava no recinto ele achou por bem procurar o prefeito.

No gabinete oficial o representante da Secretaria Estadual de Educação relata os absurdos ouvidos do aluno e da professora e, em seguida, pede providencias a Prosperino. Após alguns segundos de reflexão, o chefe do Poder Executivo Barrochense se pronuncia:
– “ Senhor Inspetor, peço um pouquinho de paciência à vossa excelência porque eu vou mandar chamar meu compadre Manoel Muniz. Tenho certeza que ele já sabe quem foi o culpado e vai contar tudo pra nós “.

 

 

O conteúdo deste post é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião editorial do Ipiaú Online

José Carlos Britto de Lacerda reflete sobre ao sofrimento da população negra brasileira desde a escravidão

Por que Dia da Consciência Negra?

Anteontem, dia dedicado à “Consciência Negra” pelo Estado Brasileiro através da Lei nº 12 519, de 10 de novembro de 2011, deveria ser, não de comemoração ou de festa, mas de reflexão e, até mesmo, de luto.

Sim, luto, porque os ancestrais de cerca de tres quartos da população brasileira foram trazidos para cá “a ferros”, amontoados em porões fétidos de navios espanhóis, portugueses e, principalmente, ingleses, como se feras fossem, como se não tivessem o mínimo direito à dignidade e ao respeito humanos.

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José Carlos Britto de Lacerda analisa a vitória e a batalha pela vitória eleitoral em Ipiaú

Quando vence o melhor

Em uma competição, é comum a presença de atitudes, comportamentos inconfessáveis e isto ainda é mais frequente quanto a disputa é pelo poder. Ontem chegamos ao final de uma campanha eleitoral, quando tivemos a participação de diversos candidatos, a prefeito e a vereador.

Vimos e ouvimos os estampidos de disparos de ofensas, quase exclusivamente feitos por um desses grupos, predominantemente contra a prefeita, que competia em busca de reeleição.

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A mulher do prefeito, os votos de Zé Galinha e a hora da onça beber água em Ripa na Chulipa

Ripa na Chulipa
José Américo Castro

A hora da onça beber água

A Campanha Eleitoral de Ipiaú chega na reta final com perspectivas de fortes emoções no próximo domingo, dia da eleição. Se levarmos em consideração os números de recentes pesquisas a disputa promete ser voto a voto. A adrenalina deve aumentar ainda mais com a abertura das urnas.

Há quem diga que a prefeita Maria das Graças-PP- é favorita nessa corrida , entretanto seu principal concorrente, Alipinho da Doce Mel-MDB- obteve vertiginoso crescimento, colocando-se em condições de surpreender. Isso indica que a diferença dela para ele, ou vice-versa, será bem abaixo das previsões iniciais. De qualquer modo, mesmo sendo derrotado nas urnas, Alipinho sai vitorioso nesse processo.

Obsessão
Alicerçando condições de chegar à Prefeitura, mesmo daqui a quatro anos, o “Gordinho” deixa o ex-prefeito Deraldino Araújo em situação difícil quanto ao futuro político. É quase uma obsessão do pemedebista a ascensão ao Poder Executivo de Ipiaú. Em vista disso vem procurando se apossar do eleitorado de Dera e demais candidatos a prefeito. Alípio prega que é o único capaz de promover a mudança.

Voto útil
A manutenção tentacular de tal ambição, sem contemporizações, contra as alternativas do jogo democrático, pode desaguar em consequências desastrosas, pois “aquele que torna outrem poderoso arruína-se a si próprio”. É recomendado a Deraldino e aos outros postulantes continuar demarcando território e evitar transferir o tal de voto útil que já foi taxado como “a rapa do fundo do tacho”.

Dignidade
O zumbido da mosca azul não atraiu Deraldino para o lado da opulência. Dignamente ele se manteve em resistência com aqueles que realmente lhes são fiéis e certamente serão recompensados por isso.

Fábrica das fakes
Abomináveis, as fake news praticadas por alguns adversários políticos da prefeita Maria das Graças nas redes sociais. Agora eles se voltam contra as ações dos gestores de saúde. Na tentativa de cooptar apoio dos comerciantes espalham que a Prefeitura vai decretar lockdown apósas eleições. Quanta maldade.

Protocolo
A orquestrada e obscura pratica esbarra na claridade da verdade. Ipiaú é um exemplo no combate a pandemia. O município soube adotar os protocolos necessários para conter o avanço do vírus e tem contado com o apoio de toda a comunidade, inclusive dos comerciantes que não se colocam como joguete político.

 

Sob controle
Usa-se de uma pandemia para atingir objetivos eleitorais.

Falta vergonha na cara de quem se utiliza destas práticas da velha política. A população sabe o que está sendo feito, porque todas as ações prezam pela transparência.

A conscientização reflete no apoio à Secretaria de Saúde e às autoridades sanitárias do município.

A taxa de contágio do novo coronavírus em Ipiaú despencou de 85% para 0,1 %, o que indica que está em nível de controle.

O número de ocupação de leitos também caiu, o mesmo ocorrendo em relação à testagem. Tudo isso indica que não existe a possibilidade de uma segunda onda da doença e consequentemente de lockdown, a não ser na mente daqueles que querem espalhar a paranoia para tirar proveito nas urnas.

Buscando mais uma reeleição
Simone Coutinho, Jean Kleber, Orlando Santos, Carlinhos e Jô da AABB formam o grupo de vereadores que já experimentaram reeleição e buscam mais um mandato na Câmara Municipal de Ipiaú. Carlinhos ( José Carlos Bispo dos Santos) lidera a longevidade na casa. Se for mais uma vez reeleito estará no exercício da sua quinta legislatura.

Tendo como principal base eleitoral o distrito de Córrego de Pedras, Carlinhos foi eleito pela primeira vez em 2004 com 542 votos. Em 2008 foi reeleito com 606 votos. Na eleição de 2012 sua votação caiu para 420 votos e em 2016, lhe deram 399 votos.


Corda bamba
Na foto dos vereadores reeleitos em 2016 também aparece a vice-prefeita e ex-vereadora Margarete Chaves. Em 2012, nada menos que 602 votos lhe conduziram até a Câmara, onde bateu firme nas falhas da administração municipal, então comandada por Deraldino Araújo, formando com Orlando Santos e Jô da AABB a vanguarda da oposição.

A sua capacidade de articulação e seu estilo combatente foram decisivos para que lhe conduzissem à condição de companheira de chapa de Maria na disputa pela Prefeitura.

Pouco tempo depois rompeu com a titular do cargo e debandou para a oposição, assessorando seu marido, o vereador Pery que radicalizou de vez contra a gestora. Caso Pery não obtenha a reeleição e a prefeita seja bem-sucedida no processo, o casal sai da linha de frente do confronto.

Os votos goraram
José Fernandes Costa, o popular “Zé Galinha”, teve seus tempos de militante político. Foi um dos fundadores do PT em Ipiaú e depois lançou a proposta de criação do PTD ( Partido dos Trabalhadores Desempregados).

Na eleição de 1991 ele esteve candidato a vereador e adotou marketing criativo para mostrar o seu crescimento junto ao eleitorado e explicitar os principais redutos de sua suposta aceitação. Nessa pegada um jornal da cidade estampou a espirituosa manchete: ZÉ GALINHA TEM VOTO NA RUA DA GRANJA. Talvez por falta de uma melhor assistência ao reduto, os tais votos, iguais a ovos sem a devida incubação, goraram, mas o candidato entrou na história do folclore político do município.

Candidato caô
Da letra da música “Candidato Caô”, de Bezerra da Silva. – Ele subiu o morro sem gravata, dizendo que gostava da raça, foi lá na tendinha bebeu cachaça, até bagulho fumou. Jantou no meu barracão e lá usou lata de goiabada como prato, eu logo percebi é mais um candidato…

Foi lá no terreiro pedir ajuda, bateu cabeça no gongá, mas ele não se deu bem porque o guia que estava incorporado disse: “esse político é safado cuidado na hora de votar, hoje ele pede seu voto, amanhã manda a polícia lhe bater”.

Força ipiauense
O ipiauense Paulo Bonfim, atual prefeito de Juazeiro e candidato à reeleição pelo PT, lidera as pesquisas de intenção de votos neste município do norte da Bahia, embora em encalço esteja a ex-vereadora Suzana Ramos (PSDB).

Na pesquisa estimulada, aplicada esta semana, Paulo somou 36% das intenções de voto, enquanto Suzana teve a preferência de 33% dos entrevistados. Se vencer, Paulo Bomfim comemorará a quarta vitória seguida de candidaturas.

 

O resultado da eleição nos Estados Unidos

A mulher do prefeito
Ante véspera de uma das eleições municipais de Ipiaú na década de 1970.Dois candidatos, um do MDB(Movimento Democrático Brasileiro) outro da ARENA(Aliança Renovadora Nacional), disputavam a Prefeitura.

Noite do último comício: uma das principais praças da cidade estava superlotada pela multidão simpatizante do candidato da ARENA.

Antes do discurso do prefeituravel que encerraria o ato , programaram a fala da sua esposa que já vislumbrava a possibilidade de torna-se a Primeira Dama do município.Apontando para a multidão a entusiasmada oradora arriscou uma profecia:

– Não tenho mais duvida: vocês me deixam na certeza de que logo após a apuração dos votos, estarei dormindo com o prefeito eleito de Ipiaú! Contabilizado os sufrágios foi proclamada a vitória do candidato do MDB e a esposa deste que não tinha papa na língua, tomou uma talagada da legitima pinga de Jacó e no mais popular estilo de quem rir por ultimo rir melhor espetou a pretérita concorrente:

-Cadê aquela outra que disse que ia dormir com o meu marido? O prefeito eleito é ele querida!

Eleições municipais 2020: A eterna infantilidade eleitoral brasileira

 

Ser eleito sem debater com a comunidade (cidadãos contribuintes) as propostas de Políticas Públicas Perenes, a cada pasta de governo: Saúde, educação, saneamento… reduzindo tudo a uma insana disputa de pesquisa eleitoral, marqueteira autopromocional, falsidade ideológica, militar subalterna, familiar tradicional de cabresto, ou, preferência por grupo político cooptado em favores mútuos… É equiparado a um Estelionato Eleitoral.

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Final de campanha, polêmica das pesquisas e o discurso de Chupilha em Ripa na Chulipa com José Américo Castro

Ripa na Chulipa

Por José Américo Castro

Reta final: Candidatos aumentam ritmo de trabalho

A campanha eleitoral chega na reta final e deve se intensificar nos próximos dias. Candidatos e apoiadores aumentaram o ritmo de trabalho. Todos querem conquistar os eleitores ainda indecisos e mudar a cabeça dos que já se definiram por um postulante a prefeito e a vereador.

No pouco tempo que resta, os candidatos se esforçam para vencer o cansaço e exibir caras e bocas de vitoriosos nos eventos que promoverão até dias antes da eleição. Nenhum dos prefeituráveis se acha derrotado e fazem tudo para aparecer liderando as próximas pesquisas de intenção de votos.

De agora até o próximo dia 15, todos os candidatos vão evitar desgastes desnecessários e torcer para que os adversários não coloquem cascas de banana em seus caminhos. Eles sabem que qualquer erro agora poderá significar uma derrota nas urnas, ninguém quer ouvir falar em possíveis equívocos nesta reta final da campanha. Se cochilar o cachimbo cai.

Última carreata

Será da prefeita Maria das Graças, candidata à reeleição, a última carreata da atual campanha eleitoral em Ipiaú.

O evento acontece na tarde/noite do próximo sábado, 7, e promete reunir um número record de automóveis. A meta é superar a carreata do candidato Alipinho da Doce Mel-PMDB- que no último sábado, 31 de outubro, envolveu cerca de 500 veículos.

Mendonça à distância

Capricho, prudência ou compreensão, o certo é que fazem mais de quatro anos, duas eleições, que o ex-prefeito José Mendonça não comparece a Ipiaú. Bem que a oposição queria provoca-lo para tirar proveito das suas reações explosivas.

Mas, ele não veio. Está lá em Salvador, na dele, torcendo por Maria, sua amada esposa, sabendo que apesar de polemico fez história com duas excelentes administrações em Ipiaú, ambas fundamentadas nos princípios elementares da transparência e austeridade.

Jogando limpo

Não subestimem Deraldino. O cara ainda tem muita força e muitos seguidores. Seu eleitorado cativo e fiel, pode trazer uma resposta surpreendente. Dentre outras lições desta campanha Dera aprendeu a separar o joio do trigo, conhecer que seus verdadeiro amigos são aqueles que continuam ao seu lado e não debandaram pelo pecado capital.

Deraldino vem jogando limpo, fazendo um trabalho discreto e silencioso, comendo o mingau quente pela beirada. É por aí que mora o perigo. E tem mais: o candidato tem respaldo junto deputado Sandro Regis e ao prefeito de Salvador, ACM Neto (ambos do DEM).

Radiografia

Campanhas eleitorais às vezes revelam faces ocultas que até então estavam sob máscaras bem moldadas. O que parecia manso se mostra agressivo, o que aparentava tranquilidade aparece em desespero. Nesse arremedo, o medo coloca-se em valentia, a aparente humildade transveste-se em arrogância, escancara-se a prepotência. Acham que podem tudo, mas deparam-se com o nada.

Como já disse Raul: “Plunct Plact Zum, não vai a lugar nenhum! Ilusão de Rei Momo cuja chave da cidade só lhe é entregue em feriado de carnaval. A propósito: Se Deraldino for eleito e cumprir a promessa de realizar a Micareta, talvez venha precisar de uma dessas majestades.

Pesquisas
Não adianta discutir. O tira teima da pesquisa vai ser o resultado da eleição. Até lá cada um puxa a sardinha para sua brasa, dizendo seu o dono o dono da verdade… Mais uma pesquisa deverá ser divulgada nos próximos dias.

Cumpriram a palavra
Dos chamados candidatos nanicos, ou seja, aqueles que vem no segundo pelotão da corrida eleitoral, apenas um não cumpriu a palavra de permanecer competindo até o final da prova. Aloisio do Cartório -PSL- (foto) jogou a toalha pouco tempo depois da largada. Foi de mala e cuia para a escuderia azul.

Washington da Caixa-PSB-, Gilvan Barbosa-PSC-, Val da Glut-PTC-, Carlos da Links-Cidadania- e Leliane dos Sem Teto-PSOL-, mostraram resistência democrática e entram na história ipiaúense por serem fiéis aos seus princípios políticos.

A dama de azul
A cidade de Salvador tinha a lendária “Mulher de Roxo’ que transitava na Rua Chile chamando a atenção de todos. Ipiaú ganhou a Dama de Azul que rouba cenas nos eventos do Gordinho e já se autoproclamou arco-íris.

O discurso de Chupilha
Aurenito Henrique dos Santos, o famoso “Chupilha”, marcou época em Ipiaú. Aprontou mais que Pedro Malasartes, enrolou meio mundo de gente, entrou no folclore da cidade.Com tanta artimanha não poderia ficar fora da política ipiaúense. Candidato a vereador, participava de um comício na Rua do Cruzeiro quando, em empolgante discurso, disse:” Vejo esse povo e fico tão emocionado que até sinto arrepios nos cabelos… Antes de completar a frase, um gaiato, ao pé do palanque, gritou:- do c… Sem perda de tempo Chupilha retrucou: ” da tua mãe f.d.p!

 

 

As opiniões deste artigo são de responsabilidade do autor e não refletem necessáriamente a opinião editorial do Ipiaú Online

José Carlos Britto de Lacerda reflete sobre a difícil relação entre a democracia e a corrupção eleitoral

Democracia, liberdade e corrupção eleitoral

Que a pessoa comum brasileira entende por democracia? Normalmente se faz, na mente de imensa maioria de brasileiros, confusão entre democracia e liberdade.

Não resta dúvida que a liberdade de pensar, de opinar, de exercer direitos pode conduzir à instalação da democracia, mas para isto é imprescindível possua, o povo (demos) consciência, determinação e senso de responsabilidade, isto sem se falar na solidariedade social, indispensável à solidificação de uma sociedade.

Na democracia, dever-se-ia considerar o meio social, o povo, o dono exclusivo do Poder e este mesmo povo precisaria, para consolidar a Democracia, escolher seus representantes, para os diversos setores da máquina estatal, com consciência, com senso de responsabilidade, visando apenas ao bem comum, isto é, o bem estar de todos, conducente à perpetuação da sociedade.

Entretanto, nossos eleitores, na sua grande maioria, pouco se importam com o “amanhã” do corpo social, do estado, da pátria, deixando de escolher os mais capazes, os mais sérios, os mais dedicados, para guindar, aos cargos públicos, aqueles que se dispõem a pagar, de alguma forma, suborno. E a corrupção campeia nas campanhas eleitorais, tanto na forma ativa quanto na passiva, chegando algumas pessoas a quase praticar a extorsão.

Quais as consequências disto, quem não tem visto? Obras implantadas sem durabilidade, educação, saúde, segurança, deficientes e escândalos e mais escândalos alardeados, divulgados pelos meios de comunicação.

Mesmo nos últimos anos, quando algumas operações policiais foram instaladas e desenvolvidas, quando muitos políticos e servidores do poder público vêm sendo investigados, processados, condenados e presos, nosso povo permanece (e parece fazer questão de assim permanecer) como que de olhos e ouvidos fechados. Ainda que a terrível crise da saúde pública, nestes tempos de pandemia da covid-19, venha custando tantas vidas por deficiência e incompetência de nossos sistemas de prevenção, de saúde e de vigilância sanitária, muita gente teima em querer “vender-se”, trocando sua liberdade de escolha por algumas parcas moedas.

Foi Abraham Lincoln quem disse, em palavras parecidas: “Aquele que se vende, vale menos do que por ele se paga, não importa quão baixo seja o preço cobra.”

José Carlos Britto de Lacerda é advogado sediado em Ipiaú

José Américo comenta pesquisas eleitorais em Ipiaú e lembra de Joanito, a Máquina em Ripa na Chulipa

 

Ripa na Chulipa

Pelo jornalista José Américo Castro

Rebuliço
A pesquisa de intenção de votos divulgada recentemente pelo jornal A TARDE causou rebuliço em Ipiaú. Os que não pontuaram favoráveis contestaram veementemente o que foi exposto. Quem está na frente, no caso a prefeita Maria das Graças (PP), candidata à reeleição, pensa diferente. Segundo a pesquisa, ela lidera a corrida eleitoral no município, com 52% das intenções de voto, seguida por Alipinho (MDB), com 22%, e Deraldino (DEM), com 12%. Maria assegura que a consulta popular mostra o prestigio de cada candidato junto ao eleitorado e arremata: “A maioria da população reconhece o trabalho que estamos desenvolvendo. São 86 obras e inúmeras outras realizações voltadas ao progresso e bem-estar da família ipiauense”

Manipulação
Alipinho, candidato do MDB, admite que Maria lidera a competição, mas garante que a vantagem não é tão grande como foi divulgada. ” É sabido que faz tempo que o grupo da prefeita e candidata queria divulgar uma pesquisa, mas os números verdadeiros eram ruins, pois mostrariam apenas 10 pontos à nossa frente, e o candidato Deraldino não teria chance de competir, o que levaria os eleitores dele, que na grande maioria rejeita a atual prefeita, a votar no 15, fato natural em campanhas, o chamado voto útil”.

Resistência

A reação de Deraldino foi igual “injeção na veia”, bateu no âmago do grupo favorito. Bradou contra o que a pesquisa diz do seu alto índice de rejeição: “Talvez, por nunca me aliar e jamais concordar com esses desmandos, descasos e escândalos desse grupo, nunca nem sequer uma fotografia feita ao lado deles, é que se justifica ter uma parte da população da nossa terra que tenha resistência política a nossa pessoa, pelas nossas posições e afirmações”.

Telhado
Neste comentário o candidato se coloca como paladino da moralidade, sem mancha ou pecado, jogando pedra e esquecendo a máxima do “telhado de vidro”.

Do lado de baixo
Como foi citada a inexistência da tal fotografia e sabendo da sátira de que “não existe pecado do lado de baixo do Equador”, vamos dando mais um pitaco: Dera é coisa séria, totalmente diferente do seu antigo apoiador, Geddell Vieira Lima que foi condenado a 14 anos e 10 meses pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Geddel foi preso em setembro 2017, após a Polícia Federal encontrar malas contendo R$ 51 milhões em um apartamento atribuído a ele, na capital baiana.

Outra pesquisa
Na campanha eleitoral de 2016, a empresa Gasparetto Pesquisas e Estatística Ltda, no mês da eleição, divulgou uma pesquisa sobra a tendência de votos para a Prefeitura de Ipiaú, então disputada por Maria das Graças e Cleraldo Andrade. A previa apontou que que Maria (PP) estava com 49,05% das intenções de votos, contra 33,0 % para Cleraldo Andrade (DEM).O resultado das urnas superou as expectativas. Maria obteve 12.790 votos ( 57,79%) enquanto a Cleraldo couberam 9.342 votos ( 42,21%). A diferença entre os candidatos foi de 3.448 votos. As pesquisas geralmente apontam o rumo certo.

Na caixa de fósforo

O agricultor e ex-vereador Antonio Cesário, guarda uma relíquia: a caixa de fósforo cujo rotulo estampa a propaganda política da candidatura de Hildebrando Nunes Rezende, no ano de 1972, à Prefeitura Municipal de Ipiaú. Nessa estratégia de veiculação da imagem do candidato aparecem ainda as figuras do ex-prefeito Euclides Neto e do deputado federal Antonio José, cuja principal base eleitoral era em Vitoria da Conquista. Eles militavam no velho MDB (Movimento Democrático Brasileiro). Hildebrando que teve como concorrente o capitão Milton Pinheiro, da ARENA (Aliança Renovadora Nacional) venceu a disputa com 995 votos de frente. Foram 3.465 sufrágios a seu favor contra 2.470 obtidos pelo adversário.

Morotinha América
Depois de pular do PSB, onde está filiado, para o lado de Alipinho, onde o cremosinho é farto; depois de ter sido o primeiro militante na atual campanha a ser conduzido para a Delegacia de Polícia de Ipiaú, sob a acusação de realizar propaganda eleitoral irregular com uma bicicleta adaptada com equipamento de som, o candidato Morotinha, dublê nativo do Capitão América, está novamente em ação com seu santificado escudo de tampa de tanque de plástico.

Joanito: A Máquina
“A Máquina Para Governar Ipiaú”. Com este slogam, adotado na campanha eleitoral de 1982 quando concorreu a prefeito do município, pelo PDS, o jornalista João Rocha Sales, mais conhecido como “Joanito da Gráfica”, ingressou definitivamente no folclore político da cidade. Dos quatro concorrentes à Prefeitura, naquela eleição, Joanito foi o menos votado. Nem por isso sentiu-se derrotado, ao contrário, caiu nas graças do povo e cresceu no anedotário regional.

Num certo comício em que dividiu palanque com Waldemar Sampaio e Miguel Coutinho, os dois outros candidatos da oposição, um cabo eleitoral se prontificou a carregar, em seu cangote, o milionário Miguel. O voluntario se preparava para a missão honrosa, quando Joanito, entendendo ser para ele tamanha cortesia, pulou na montaria e ergueu os braços saudando a multidão.

Apesar do grande entusiasmo Joanito nunca convenceu o eleitorado, nem mesmo quando candidato a vereador. Perdeu eleições, mas preservou a esperança.Acreditava ser um líder carismático e não duvidava das pesquisas que a cada campanha lhe apontam como o favorito ao pleito. Nessas ocasiões em que Joanito era cumprimentado, aplaudido, taxado de “poca-urna”, imbatível.

Ilusão aguçada, maquina lubrificada, ele negociava , propunha conchavos, prometia cargos, benfeitorias, grandes projetos. Imprimia sonhos, reeditava momentos que nunca existiram, mas que realmente lhe faziam feliz. Abriam-se as urnas: os milhares de votos esperados não apareciam. Então ele, sem perder a pose, argumentava que foi garfado. Pouco importava a derrota, a luta continuava. Na próxima eleição estaria mais forte, mais atrevido, mais Joanito.

Com as pernas compridas percorria a cidade para estimular seus instintos de político e mulherengo. Se alguém lhe questionava a idade avançada, a resposta era repentina: “Galo véi quando perde a espora vai é de bico”.

Eleições municipais 2020: Você sabe quem de fato manda numa prefeitura?

A esta altura do campeonato (a 3 semanas das Eleições) você já deve ter ouvido milhares de promessas de diversos políticos desesperados num fim de feira, sejam eles, candidatos a prefeito ou a vereador.

Daí, você para, pensa e relembra das experiências eleitorais passadas fracassadas… é pois quando, neste momento, sempre volta aquela velha pergunta: – Por que os eleitos, nunca conseguem cumprir o que prometem, por mais próximo, honesto e sincero que pareça ser, o seu candidato?

A verdade é uma só: – Quem manda de fato no executivo é o ORÇAMENTO PÚBLICO e não o falastrão, malabarista, ludibriante, animador de circo chefe do executivo da vez!

Ou pelo menos, deveria! Senão, vejamos o caso do governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), que acabou de ser afastado do cargo e agora poderá perder o mandato, por ter concedido aumento ao funcionalismo do executivo, igual ao índice de reajuste dado aos funcionários do legislativo, sem a devida autorização da assembleia estadual.

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Por que nós que produzimos cacau compramos chocolate tão caro?

Jornalista e músico feirense, Renato Araújo questiona, em artigo para o IPIAÚ ONLINE, o valor de uma barra de chocolate importada em comparação com o mesmo produto fabricado no Brasil e lembra que a matéria prima, que sai da região de Ipiaú, é vendida para o consumidor estrangeiro mais barata do que para nós que produzimos. Confira.

Outro dia eu aproveitei uma promoção de um supermercado local e comprei chocolate importado da Itália por um preço mais em conta que o nacional. Além de mais saborosa (havia nitidamente mais chocolate que no chocolate nacional), a barra importada pesava 130g contra as 90 das barras nacionais.

Há de se dizer que, com o salário mínimo italiano, ainda que o país não seja um produtor de cacau, compra-se quatro vezes mais chocolate que com o nosso. E se levarmos em consideração o tamanho da barra, esta vantagem sobe para seis vezes mais. O caso do chocolate é exemplar.

Nossas barras outrora já tiveram também 130g. Aliás, continuam tendo nas versões que exportamos. Passaram para 110g e hoje estão em 90g. Não me assustaria se diminuíssem ainda mais. Não se trata de simples ganãncia do produtor. Nenhum fabricante sério de qualquer coisa que seja quer ver seu produto prejudicado no mercado. Trata-se do simples fato do aumento de impostos. Para manter o mesmo preço de gôndola, com maiores impostos, o fabricante diminui o tamanho do produto. Assim, no caso do chocolate nacional, você paga por 130g, come 90 e generosamente doa 40g para o estado. Simples assim.

Há de se considerar também o famoso “custo Brasil”. O custo Brasil é aquele valor que as fábricas pagam a seguradoras para serem indenizadas quando aquele caminhão vira e a carga é saqueada. É claro que é você quem paga a conta já que este valor entra no cálculo do custo final do produto.
O Brasil é o país dos custos e dos impostos.

Se isto ainda se revertesse em bom uso dos impostos, nem haveria do que reclamar. Porém, a corrupção, funcionalismo público agigantado, altos salários e mordomias sugam tudo. E é assim que, muitas vezes, encontramos um produto nacional sendo vendido muito mais barato no exterior. Quem importa seu produto fica livre do custo Brasil e da extorsão dos altos impostos. E então, espertamente, safos que somos, culpamos os empresários que afirmamos serem gananciosos, que poderiam vender aqui baratinho o que vendem lá fora. O estado, como sempre, agradece.

Outra questão é a de que temos um dos maiores polos de produção e exportação de cacau do mundo, na região sul e sudeste do estado da Bahia, notadamente na cidade de Ipiaú, que fornece para as indústrias brasileiras e do exterior e, ainda assim, a região experimenta, já há algumas décadas, uma profunda decadência. Sendo o chocolate um dos produtos mais consumidos do mundo, é estranho que tantos impostos sobre o produto não se transformem em riqueza para a região, que, já faz algum tempo, experimenta um enorme descaso por parte do estado em todas as suas esferas.

 

 

 

 

 

Renato Jorge Araujo é jornalista e músico em Feira de Santana

Eleições municipais 2020: Onde é a escola da corrupção?

Como os macacos aprendem a furtar?

Segundo uma pesquisa de cunho antropológico, publicado pela Revista Veja, a habilidade desta espécie, pode ser entendida como questão de ‘tradição’ incorporada, que a prática e o tempo, tornou comum, “instintivamente”. Segundo a pesquisa, prática comum não apenas a estes, mas também, a outros animais e culturas.

Buscar compreender este fenômeno “natural” em determinadas culturas, pode nos ajudar a decifrar as origens do comportamento desses ancestrais humanos, e por fim, e ao cabo, quem sabe; melhor compreendermos este comportamento, que persiste entre várias classes, partidos, cargos e funções públicas da espécie humana.

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José Américo Castro estréia coluna Ripa na Chulipa no IPIAÚ ONLINE

 

O jornalista José Américo Castro, também prestigiado pelo seu trabalho de registro da história do município de Ipiaú, estreia nesta quinta-feira (15) sua coluna de opinião no IPIAÚ ONLINE. Com estilo popular e sempre enfocando temas do dia a dia da comunidade, ele sempre chama a atenção para o que o povo quer saber.

Confira:

Ripa na Chulipa

José Américo Castro


A insustentável leveza do ser

Passeatas, caminhadas, carreatas, comícios. Tudo isso pela disputa do poder. Insustentável impulso de cada ser no calor da luta. Pesos e medidas, levezas e sublimações. Expectativa geral quanto a quem sobe, quem desce, quem chega lá, quem não sai do seu lugar e quem fica no lugar.

A comunidade mobilizada, muita promessa, muita conversa, cooptações, compreensões, transparência, subterfúgios, jogo limpo, jogo sujo. O povo decide, a democracia permite.


Não acredito

Pra mim é FAKE, esse papo de que Deraldino vai se unir a Alipinho em troca de supostos benefícios. Deraldino vem fazendo uma campanha aparentemente limpa, discutindo ideias, dando provas de amadurecimento político.

Numa hipótese de que o boato torne-se em realidade, a tal fusão com Alipio pode atrapalhar a trajetória de Dera e até comprometer o seu futuro político. O negócio só será bom para ele se lhe derem a cabeça da chapa. Vice por vice é melhor Deraldino segurar a própria candidatura ao cargo onde já esteve duas vezes.

O bicho come

Cedendo a cabeça de chapa, Alipinho sai perdendo e não sedimenta o seu projeto de ser prefeito de Ipiaú. A situação é complicada para ambos.

É daquele tipo de embolar o meio de campo. ”Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Repito: pra mim essa conversa é furada, fake news da pior espécie e intenção. Enquanto os boatos propalam negociatas, Maria segue sua rota, fazendo o que acha que é certo e que deve ser feito.

Fumaça

Apesar de acreditar que Dera não vai se vender e nem o Gordinho vai comprar, uma dúvida paira no ar: porque alguns vereadores, candidatos à reeleição, que são filiados ao DEM, partido de Deraldino, estão hipotecando apoio ao candidato majoritário do MDB?

Em uma campanha eleitoral tudo pode acontecer, inclusive nada. “Onde há fumaça, há fogo”.

Deixar um antigo aliado no meio da guerra, pode ser interpretado como traição ou estratégia. Não sendo ardil, a debandada se torna ainda mais indigna, sobretudo se o aliado abandonado for o comandante das fileiras.

A força da grana

A coisa piora se o fato foi movido pela “ força da grana que ergue e destrói coisas belas”. Cabe a Deraldino um pronunciamento em relação à debandada daqueles que diziam ser seus fiéis escudeiros. Mercenarismo político é algo extremamente repugnante.

Cantiga do sapo

Prá variar uma perola da MPB tirada da cachola do genial Jackson do Pandeiro:
– Tião
– Oi!
– Foste?
– Fui!
– Compraste?
– Comprei!
– Pagaste?
– Paguei!
– Me diz quanto foi?
– Foi quinhentos réis.

Apelidos

No vale quase tudo por uma vaga na Câmara Municipal de Ipiaú muitos candidatos apostam nos apelidos pelos quais são reconhecidos na comunidade.

Algumas alcunhas estão relacionadas com os locais onde moram, ou com as atividades que exercem. Em levantamento das candidaturas registradas no Tribunal Regional Eleitoral constatamos nomes como: Bizunga, Pitú, Jacaré, Morotinha, Biro Biro, Chico Tuita, Picolé, Loira do Bar, Antônio da Pipoca, Rubinho do Beiju, Tadeu do Queijo, Sim do Lanche, Zene do Bazá, Plinio da Oficina, Fernando do Laricão, Zé do Caminhão e Leli da Serraria. A oferta é sortida. É pegar ou largar.

Jogo sujo

Atacar o carro fumacê, depredar o banner do comitê de Maria, manobrar para atrapalhar a mega carreata, mentir, agredir…. Tudo isso é atitude de desespero, jogo sujo, vandalismo, pratica retrograda e abominável. Sintoma de quem está no desespero. Se o cremozinho não resolve, toma paquetá.

Claudia Furacão

Dançando, requebrando, gritando, Claudia Furacão vem carimbando seu passa porte para a galeria das personalidades folclórica ipiaúenses. Tá sempre na cola da sua candidate e às vezes rouba a cena no melhor estilo espalhafatoso. Sem dúvida será uma das personagens paralelas dessa campanha eleitoral.

 

As opiniões deste artigo são de responsabilidade do autor e não refletem necessáriamente a opinião editorial do Ipiaú Online