Economia Política: Spread Bancário x Estagnação Econômica no Brasil S/A

Em primeiro lugar, para que muitos consigam bem entender, é preciso contrapor que o título da matéria talvez devesse ser: Lucro Bancário x Estagnação Econômica… Porém, a boa técnica me impõe diferenciar Lucro de Spread. Afinal, esta é a missão-desfaçatez da Febraban, e, de tantos outros agentes econômicos e da mídia patrocinada a serviço do sistema financeiro corrente, que diariamente tentam inscrever na mente da população que: Spread é igual ao Lucro. Não é! Entenda através da leitura atenta, que a “coisa” é muitas vezes pior.

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Dívida rural ipiauense já ultrapassa os R$ 25 milhões em tempos apocalípticos… Seguuura patrão!

Se não bastasse o tradicional e histórico uso indevido do crédito rural para outros fins, desviados ao consumo e/ou acumulo de patrimônio, ao invés de aplicados na produção, o qual desviou recursos provenientes de financiamentos rurais, e não na aplicação no desenvolvimento, conservação e aumento da produtividade das fazendas de cacau…

Agora, ainda temos que enfrentar, neste fim de feira, mais uma ladeira íngreme, do Spread Bancário (é a diferença entre a taxa que as instituições financeiras captam dinheiro dos agentes econômicos superavitários, menos a taxa a maior, que eles cobram ao emprestar este mesmo dinheiro aos agentes deficitários). Spread este, que não perdoa o passado e cobra caro pela inadimplência costumeira, estatisticamente registrada, percebida, precificada futuramente.

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Economia Comportamental: Individualismo x Egoísmo e o papel do Estado no jogo socioeconômico

Em primeiríssimo lugar, deixar claro que aqui, não se trata de eleger o que é certo ou errado, a priori. Mas sim, discutir as consequência dos Valores aos quais sustentamos (voluntária ou involuntariamente), praticamos no plano individual, que por fim, afetam o conjunto imediato da sociedade econômica!

Ao tratar da distinção entre Individualismo versus Egoísmo, alguns vão de pronto indagar: – Mas não é a mesma coisa?

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Estrada Ibirataia – Gandu: Um problema há décadas sem solução

Parece inacreditável que as fotos nesta matéria mostrem  o estado de conservação de uma estrada cuja obra de recuperação total foi feita há pouco mais de três meses.

Pois esta é a situação atual ( em setembro de 2019 ) da BA-120, trecho Ibirataia – Algodão – Gandu. O assunto já foi denunciado nas páginas do Ipiaú Online em julho, quando solicitamos de representantes políticos da região que fiscalizassem e cobrassem da empresa terceirizada (a Contek Engenharia)  um serviço de qualidade, uma vez que recursos públicos da ordem de nove milhões de reais foram utilizados para a requalificação asfáltica da mais importante via de ligação da região de Ipiaú a BR-101.

Degradação da estrada acontece em situação idêntica a ocorrida há quinze anos: na época já foi inaugurada com buracos

Até o momento não recebemos respostas de deputados ou mesmo da governadoria. Enquanto isso, fica a indignação de moradores, profissionais do transporte caminhoneiros, motoristas de ônibus, agricultores e passageiros que tinham uma esperança de usufruir de uma estrada em boas condições mas hoje notam nova decepção em apenas seis meses ao perceberem que todo o projeto de reforma já sucumbe aos buracos, configurando um enorme desperdício de dinheiro público.

Fotos: Sérgio Henrique Santana Freitas

A situação parece um filme repetido, uma vez que em 2010, durante o governo Wagner, a mesma obra foi feita e destruída em curto espaço de tempo. Naquele momento o Ipiaú Online  também denunciou a situação.

E segue o isolamento da região, para o prejuízo do escoamento da produção cacaueira e trânsito em geral. Continuaremos a ter de percorrer mais 60 kms para ter acesso às BR 101, via Ubaitaba ou até buscar estrada vicinal pela região das Três Barras, em Ibirataia.

A cada  dia que passa, parece mesmo uma questão insolúvel.

Ipiaú Online / Celso Rommel

Cacau passado, presente e futuro

Conquanto esteja no meu quinto mandato parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, meu DNA é de cacauicultor, sou neto, filho e produtor de Cacau. Iniciaremos aqui na ALBA uma jornada em prol da lavoura, e de toda a cadeia produtiva do cacau, e na condição de Deputado Vice-Presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa propus a realização nesta terça-feira dia 03 de setembro, de uma audiência pública objetivando a discussão sobre a cadeia produtiva do
Cacau.

​O evento será realizado em parceria com a FAEB – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia, e contará com a presença do Secretário Estadual de Agricultura Lucas Costa, dos Produtores, dos sindicatos rurais das cidades produtoras de Cacau, das associações e instituições voltadas para a lavoura cacaueira, da CEPLAC, pelo representante da ADAB, e dos Prefeitos e Secretários Municipais das Cidades que compreendem a Região Cacaueira .

​É fato público, conhecido por todos, que desde o advento do surgimento em nosso Estado da praga da Vassoura de bruxa, que a lavoura cacaueira vem combalida, com grave repercussão social na economia das cidades e no aumento do desemprego na Região Cacaueira.

​Paralelamente ao desemprego em massa, ocorreu o excessivo endividamento dos produtores de cacau que, seguindo a orientação dos órgãos técnicos à época, tomaram empréstimos financeiros no intuito de debelar a praga, com técnicas que se provaram ineficientes.

​ E para a discussão de tal problemática, convidamos o superintendente da SUDECO, Dr. Nelson Vieira Fraga Filho, que com larga experiência em negociações de dívidas de setores agrícolas, apresentará aos Produtores propostas concretas para a solução do endividamento.

​Quanto aos novos rumos da lavoura cacaueira, não podemos deixar de ressaltar as novas alternativas de mercado como a produção de chocolate gourmet, o mel de cacau, a geleia de cacau e outros derivados.

​Discutiremos ainda a expansão da lavoura cacaueira para outras Regiões do Estado, como a Chapada Diamantina e a Região Oeste, que com prática da irrigação das plantas, já conseguem surpreender com excelente nível de produtividade.

​Por fim, é importante ressaltar a participação da Deputada Jusmari Oliveira, Presidente da Comissão de Agricultura da ALBA, e de todos dos demais Deputados que compõem a Comissão.

​Convidamos a todos para que compareçam a Audiência Pública que se realizará no dia 03 de setembro às 9:00h, na Sala da Comissão de Agricultura na Assembleia Legislativa da Bahia.

Sandro Régis

Deputado estadual

Brasil: “Donos” disputam “terras” em 1/6 do território nacional

Antes de adentrarmos no assunto, cabe aqui firmar o conceito de propriedade, a luz da materialidade jurídica.

Imagine que você engendre numa serralheria um carro exótico, com motor, rodas, direção, freio, et coetera… Isso não implica necessariamente, em considerar um carro propriamente dito. Pois, para ser considerado um veículo automotor, precisa-se de testes, classificação e documentação de registro junto ao Detran. Embora sua invenção possa lhe ser útil, até ser reconhecido como um carro propriamente, com licenciamento e liberdade de circulação: espacial e de propriedade… está muito longe!

Assim, são os lotes frutos de loteamentos clandestinos e/ou irregulares. Que pode até lhe ser útil, enquanto o usufruto da posse. Porém, não necessariamente como uma PROPRIEDADE em sua plenitude. E, tal qual a engenhoca da serralheria, não tem o mesmo valor patrimonial que um carro legalmente fabricado e comercializado, na forma da técnica e da lei.

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Política: O que de fato está por trás das disputas do Bolsonaro x OAB? 

 

Como já é de ciência de todos, o agora presitente da República, Jair Bolsonaro, age como se ainda fosse um candidato, ou ainda, uma espécie de pedra no sapato que cresceu e subiu a cabeça. Na expressão popular, é o Calcanhar de Aquiles, que age espontaneamente (mind set  e/ou vício) indo direto ao ponto fraco de alguém, e, que mete o dedo na ferida sem dó, fraqueza e vulnerabilidade do acusado, seja ele(a) quem for, sem medir previamente as consequências. É o ponto onde o adversário se sente mais frágil, não deixando tempo a reação e domínio suficiente, ao atacado, para controlar uma determinada situação, em combate casuístico-popular. Tudo, sob a óptica instantânea, “subjetiva”, estreita e rasa dele, claro!

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Brasil: Um país eternamente ameaçado por FANTASMAS nas disputas econômicas REAIS

Num breve apanhado histórico, podemos constatar o óbvio: Há séculos, grupos políticos de interesse, criam repetidas novelas e simulacros como pano de fundo, em distração, enquanto o povo é empurrado a se dividir, e se digladiar em torcidas (desorganizadas) a exemplo das insanas e violentas torcidas de times de futebol… enquanto o esquema e a carnificina rola solta por trás das cortinas, nas disputas econômicas reais. É inacreditável como bem funciona a velha fórmula!

É uma fórmula-esquema que sempre deu certo! E de vez em quando, joga-se um, aos leões, para distração geral. Eles vibram… É um espetáculo! Mas, uma característica salta aos olhos em comparação ao comportamento dos nosso líderes se comparados com líderes de demais países ricos. Enquanto o povo desenvolvido age com inteligência e cooperação para proteger o que é seu, os nossos líderes operam, como corretores, EMBAIXADORES (amigos do rei), para entregar de mão beijada o que é nosso, (felizes da vida por cumprirem a missão subserviente); senão, vejamos:

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Confusão federal na inauguração do aeroporto de Vitória da Conquista

Para quem olha para a cena em busca de significado político eleitoral, dificilmente perceberá o arsenal anti guerra armado pela segurança da guarda pessoal do Bolsonaro. Repare que há um escudo largo defensivo à prova de tiros, disfarçado de maleta a frente, enquanto o segurança nas suas costas, está super atento a tomba-lo a qualquer instante, e se jogar por cima em proteção do corpo do presidente.

Pessoas que estiveram no evento disseram que Bolsonaro estava visivelmente amedrontado, acovardado no evento, depois da repercussão negativa dos recentes ataques racistas que ele fez ao povo nordestino em geral. Antes de sair de Brasília, Bolsonaro fez questão de provocar o governador da Bahia, Rui Costa, pelas redes sociais, a fim de medir os ânimos do temido revanche. (que afinal, não houve).

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Já dizia o Barão de Itararé: Cada povo tem o governo que merece

Na Era das Fake News, (onde até excêntricos presidentes de importantes Repúblicas, são alvo e ao mesmo tempo, usuários protagonistas, falsos denunciantes desta artimanha político-promocional), o certo é que, há certas mentiras na política, que só este tipo de instrumento é capaz de revelar profundas verdades…

Nesta toada de oximoros, na qual os políticos brasileiros são mestres há séculos, é que surgiu o famoso Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, também conhecido por Apporelly e principalmente pelo [falso título de nobreza] de Barão de Itararé.

Nascido na cidade de Rio Grande-RS em 1895, o Barão veio a falecer na cidade do Rio de Janeiro em 1971 aos 76 anos de pura ironia. Logo em verdade, o Barão de Itararé, foi apenas o pseudônimo de um jornalistaescritor, muito inteligente e sarcástico, pioneiro no humorismo político brasileiro. (mais…)

Economia: DINHEIRO – O amigo facilitador é ao mesmo tempo o mágico trapaceiro!

 

Imagine se ainda hoje na nossa Economia, não existisse o Dinheiro, como meio de troca e o comércio ainda se desse através do Escambo (troca direta de uma mercadoria por outra sem a utilização de dinheiro)… duvido que os governos conseguissem facilmente, arrancar mais da metade da produção (renda) dos mais pobres e entrega-la nas mãos dos mais abastados, sem protesto, derrame de sangue, muita luta e violência.

No entanto, através do dinheiro, tudo é possível, pacifico e cínico, sem que se perceba a mágica. Logo, tudo é possível via um sistema monetário estatal legalizado, onde o dinheiro é o veículo facilitador do acesso a produção alheia e ao mesmo tempo, o mágico trapaceiro destinador estruturante!

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Banco Mundial diz que 30 milhões de brasileiros que saíram da pobreza

Tudo começou como se de fato fosse apenas uma disputa eleitoral (2014), quando foram perceber, a disputa era pelo patrimônio nacional. Agora já é tarde para chorar. Para os brasileiros, em especial os mais pobres e os cidadãos das pequenas cidades, retornarem ao patamar anterior, terão que lutar e conquistar muuuuito, para reconquistarem à condição de 2014. Feliz década velha!

Segundo relatório do Banco Mundial, entre 2003 a 2014, o Brasil viveu uma “festa no progresso econômico” e social em que cerca de 30 milhões de pessoas saíram da pobreza e a desigualdade vinha diminuindo expressivamente, como nunca antes na história deste país. Foi quando a palavra ostentação emergiu entre nós. Até o gay-ostentação, Maçom-ostentação… eram comuns.

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Economia Solidária: É chegada a hora dos Bancos Comunitários e Moedas Sociais inaugurarem a estratégia do desenvolvimento microrregional

Hoje já se sabe, que a forma de dominação econômica de um povo, a intitulada NOVA SENZALA monetária, é operada tornando os mais pobres em servos econômicos, dependentes, através da dominação Monetária, Fiscal, Financeira e Comercial estrangeira.

Como reação concreta, tendo por fim a libertação econômica destes indefesos, em especial, os mais pobres alocados nas pequenas cidade do interior do país, onde mais de 82% das pequenas cidades brasileiras têm menos de 50 mil habitantes; é que surgiram os Bancos Comunitários de Desenvolvimento local (BCDs) e as Moedas Sociais Locais (MSL).

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Economia Rural: Começa em julho (19) obrigação da emissão da nota fiscal eletrônica rural

Até pouco tempo atrás o produtor rural não podia emitir nota fiscal eletrônica (NF-e), dependendo do sistema burocrático da nota fiscal avulsa de papel.

Hoje já é possível, e vai se tornar obrigatória, a emissão da NF-e. Na Bahia, a obrigatoriedade começa já ao final do primeiro semestre de 2019, como veremos ao longo do texto.

Para entrar em conformidade com a lei, é preciso seguir alguns passos.

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Economia Política: A Política como versão dirigida da realidade

 

Na antiga Grécia, Aristóteles, 350 a.C. já dizia – “O homem é naturalmente um animal político”.

Em Jerusalém, na própria era cristã, Jesus disse – “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

Na Inglaterra, Thomas Hobbes, 1650 d.C. disse – “O homem é o lobo do homem”.

E no Brasil em 1960, Roberto Campos disse – “A inveja é o mau hálito da alma”.

Caetano Veloso disse em 1974, – “Narciso acha feio o que não é espelho”.

E ainda, nos anos 2000, Eduardo Galeano disse – “Vivemos em plena cultura da aparência: o contrato de casamento importa mais que o amor, o funeral mais que o morto, as roupas mais do que o corpo e a missa mais do que Deus”.

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