José Carlos Britto de Lacerda comenta perspectivas econômicas e politicas para o futuro do Brasil

Brasil, qual será o seu futuro?

Desde a instalação do comunismo no primeiro país, desenvolve-se uma disputa incessante relacionada com a expansão das áreas ocupadas pelo regime, ou sistema, como queiram, sendo inegável que ele realmente vem conquistando, cada vez mais e mais rapidamente, espaço no globo terrestre, enquanto o capitalismo vai, aos poucos encolhendo.

O modelo adotado pelos russos nasceu com Haendel e Karl Marx, foi implantado por Vladimir Ilyich Ulianov, mais conhecido pelo pseudônimo Lenin ou Lenine (depois de uma luta sangrenta, em uma revolução que terminou por derrubar a Monarquia) e foi consolidado por Josef Vissarionovitch Djugatchvili, que adotou o pseudônimo (apelido) de “Stalin” (homem de aço, ou de ferro) através de “expurgos” em que muitos milhares (falam em mais de um milhão) de russos foram executados, como também através de invasões de países menores e mais fracos localizados próximos e vizinhos da Rússia.

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José Carlos Britto de Lacerda reflete sobre as obrigações do estado e as necessidades da população

 

O Estado e o Brasil

Afinal, que é o “estado”?

Não me refiro, aqui, ao “estado federado”, mas ao ente geral, que entre outras coisas engloba dentro de si estados federados, ou condados, ou províncias.

Ele é um ente jurídico, criado para emprestar personalidade a uma coletividade, que pode ser um povo, uma nação ou um conjunto de povos ou de nações vivendo em um território, contínuo ou não.

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José Carlos Britto de Lacerda reflete sobre antigas tradições e o respeito aos idosos e doentes

 

Práticas no mínimo estranhas

De um estudo de comportamentos de povos que existiram na antiguidade e, até, mesmo antes da própria história inciar a registrar fatos, vêm-nos notícias de ´costumes e de práticas rejeitadas, repudiadas nos dias atuais na maioria dos povos.

Uma delas, consistia na eliminação sumária de crianças que nascessem portadoras de efeitos, de deficiências físicas ou, até, mentais. Há notícias de que, na cidade estado de Esparta, na Grécia Antiga, este costume e esta prática justificavam-se na chamada vocação bélica daquela cidade estado, que conduzia a que todos os cidadãos deveriam estar preparados, prontos, para ataque e defesa, em relação outras cidades estados e reinos, sendo considerado que a preservação de um deficiente acabaria por enfraquecer o povo Espartano, porque teria que ser alimentado, cuidado, preservado, protegido e transportado por outros e isto retiraria soldados das fileiras.

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Eugenildo: Uma vida de sucesso que terminou em tragédia

Quem, como eu, já esteve no escritório de Eugenildo Almeida Nunes, localizado no seu estabelecimento comercial no centro de Ubatã, sabe que o homem era movido a trabalho.

Ele ficava sentado em uma mesinha abarrotada de papéis, registrando compromissos e números, atendendo a ligações de três telefones celulares ao mesmo tempo e ainda organizando todo o operacional de sua vasta grade empresarial a partir da parceria de colaboradores dedicados. Raramente tirava férias.

Independentemente de pré julgamentos que possam ser feitos a respeito de suas imperfeições, o empresário traçou uma rota brilhante que o levou a ser um dos mais proeminentes investidores do interior da Bahia.

Havia inclusive o boato exagerado de que Eugenildo seria “dono” de Ubatã e boa parte da região, tal era o grau de empreendedorismo que o cercava.

Tendo implantado negócios rentáveis em diferentes áreas no comércio, ele comandava quase um império responsável pela geração de centenas de empregos no sul da Bahia.

De postos de gasolina a supermercados, de frigorífico a casas de aluguel, Eugenildo era uma referência marcante na região.

Sua partida precoce gera comentários sobre as acusações pelas quais respondia.

Por outro lado, sua história de sucesso como investidor dificilmente será apagada.

Celso Rommel / Ipiaú Online

Ipiaú: A detenção do comerciante e o complicado problema social gerado pela pandemia

 

Quem não poderia dar razão ao comerciante popularmente conhecido como Cascata, proprietário de uma tradicional lanchonete na Praça Rui Barbosa, no momento em que foi detido quando trabalhava para ganhar o seu pão e pagar as suas contas?

A detenção aconteceu na noite de sexta-feira (26), quando Cascata foi abordado por prepostos da Polícia Militar no momento em que comercializava lanches em um veículo durante o horário do toque de recolher.

Um vídeo (confira abaixo), que circula nas redes sociais causando muita polêmica, mostra o rapaz no momento da sua detenção, quando afirma que é trabalhador honesto e não terá como pagar suas contas, ao tempo em que denuncia supostas medidas arbitrárias das autoridades.

Quem poderá honrar com os compromissos assumidos por um comerciante que é obrigado a fechar para evitar a disseminação da covid-19, mas que não tem outras fontes para quitar contas de água, luz e comprar alimentos para sua família?

Por outro lado como condenar a disposição dos governantes que tentam parar a mortandade precoce de milhares de pessoas todos os dias através de medidas impopulares de distanciamento?

Olhando com um pouco mais de tolerância, pode-se perceber que os dois lados estão certos. O único errado nessa história é o vírus, que na sexta-feira (dia em que aconteceu a detenção do comerciante) fez no Brasil 3.600 vítimas fatais em 24 horas, em mais uma sequência de horrores desta que de longe já é a maior tragédia da história do país.

Em um momento extremamente difícil, tanto econômica quanto psicologicamente, os ânimos ficam acirrados e, às vezes, faltam palavras mas respeitosas que poderiam evitar o confronto.

Enquanto seguem acontecendo cenas que jamais deveriam acontecer, se não fosse pela ocorrência de uma pandemia que sacode o mundo inteiro, fica cada vez mais claro que a única esperança de normalização é a vacinação em massa.

Até lá é preciso paciência e fé em Deus.

Celso Rommel / Ipiaú Online

Distribuir o peixe da Semana Santa sem provocar aglomerações é desafio para prefeituras

 

A entrega do peixe para famílias cadastradas tem sido uma tradição de muitos anos em Ipiaú e região. Foto de 2019

Esta semana repercute nas redes fotos da multidão formada por pessoas em busca da distribuição dos tickets para entrega do peixe da Semana Santa, através da Prefeitura Municipal de Itabuna.

A medida em que se aproxima o feriado católico e sabendo que o poder público municipal de Ipiaú já definiu a empresa que irá entregar o peixe, se torna uma preocupação cada vez mais urgente saber como o pescado chegará a mesa de quem precisa, em tempos de pandemia, sem provocar aglomerações.

É normal que as pessoas façam fila usando máscaras e com uma distância de um metro e meio, tal como já faziam na fila da Caixa Econômica para receber o auxílio emergencial. Entretanto, na hora de receber o peixe não se sabe se a ansiedade para pegar o melhor pacote irá permitir que os cidadãos cadastrados continuem respeitando a ordem de chegada.

Uma alternativa viável seria a entrega do peixe em domicílio. Outra seria o recebimento do benefício com horário agendado por pessoa.

De toda forma, é preciso se evitar aglomerações, especialmente em um momento tão delicado da pandemia de covid-19.

Celso Rommel / Ipiaú Online

Relembrando o massacre de Jonestown e as lições que ficaram 42 anos depois

Em artigo de opinião, Celso Rommel retorna ao ano de 1978 para analisar o fatídico Templo do Povo e o massacre de Jonestown, na Guiana Inglesa, que causou 909 mortes, maior suicídio em massa da história.

O tema remete às barbaridades históricas cometidas em nome de ideologias. 

Confira o artigo completo no blog Nicuri é Côco clicando aqui

José Carlos Britto de Lacerda comenta os significados do ano novo

Grande esperança

Hoje não é apenas um novo dia, ou somente mais uma sexta feira… não!

Hoje é o primeiro dia de uma década, a terceira década do Século XXI (vinte e um )!  E todas as esperanças se renovam, como se a mudança no calendário, por si só, produzisse algum efeito, benéfico ou maléfico. 

As músicas, cantadas na televisão e no rádio, os vídeos, exibidos pelas emissoras de televisão, as imagens de desastres, de selvageria do ser humano, mostrados nos últimos dias de 2019 em todo o mundo, não foram eficientes nem suficientes, para conduzir a humanidade à reflexão e a uma mudança de comportamento. 

As guerras, a violência, o crime, de toda e qualquer natureza, ao invés de se reduzirem, recrudesceram causando mais dores, mais incertezas, mais desesperança.

E aí vêm um novo ano, uma nova década, trazendo nova oportunidade de mudanças. Mudanças que a imensa maioria das  pessoas, no mundo, que se consideram crentes em um Ser Superior (não importando que nome lhe atribuam nem como o cultuam),  deveriam promover ou, pelo menos, tentar promover acaso tivessem, realmente, “FÉ”. 

E por que? Simples! Em nossa língua, filha do latim, “Fé” é Fides, Fidei, que originou fidelidade, fideicomisso e tem os sinônimos “certeza”, “convicção”. 

As pessoas acreditam e dizem que têm fé no Senhor, no Espírito Santo, mas não cumprem seus estatutos, não obedecem suas ordens. Se tivessem real “certeza”, “convicção” (Fé), o teriam também das consequências da desobediência, das transgressões, comportar-se-iam de modo diverso e o mundo seria bem melhor.

Uma pena que a ganância, o egocentrismo, o egoísmo, o individualismo prevaleçam entre os homens, contrariando todos os ensinamentos. E o exemplo deixado por Jesus Cristo só é lembrado para ilustrar os clamores, os pedidos.

E já é quase demasiadamente tarde para mudar.

José Carlos Britto de Lacerda é advogado

Emídio Neto comenta: pela primeira vez planeta tem mais plástico e aço do que animais e vegetais

Acreditava-se que a pandemia fosse ensinar muito ao ser humano e que este tivesse uma transformação virtuosa para uma relação harmônica e respeitosa com o planeta e sua biodiversidade.

Infelizmente, dia após dia, sob a liderança de governos que parecem saídos da ficção científica, na forma de personagens perversos, cruéis e inumanos, sem nenhuma sensibilidade, responsabilidade e preocupação com a Vida. A população reproduz e aprova a mesma estupidez.

Nosso planeta é único. Quem de nós irá para a Marte das virtudes desejadas pelos que já a começam explorar?

Quem de nós irá morar na Lua ou em algum planeta artificial?

Nenhum assalariado alcançará os benefícios que a ciência e a tecnologia a serviço da exploração planetária prometem ou alcançarão.

Os pobres desse planeta (chamo aqui de pobres todos que não movimentem milhões em suas contas) estão fadados a sofrer mais intensamente a consequências de toda crueldade contra o planeta terra.

Já dizia o Grande Chefe: “Tudo o que fizerem a Terra, estarão fazendo aos filhos da Terra.”

Façamos algo todos os dias. Por menor que pareça. Por inútil ou insignificante que pareça. Cada minúscula ação gerará resultados positivos.

Só depende de você. Fazer o que é certo ou continuar sendo conduzido pela comodidade de nada fazer e reproduzir os erros dos outros.

O futuro do planeta só depende de você.

Emídio Neto é ambientalista membro fundador do grupo ecológico Papamel

Jornalista Renato Araujo faz comentário comovente sobre o significado do Natal

O aniversário do meu amigo

Quando eu era budista, certa vez, discutimos se deveríamos comemorar ou não o Natal. Então eu, que era o novato do grupo, dei a resposta que mais agradaria ao próprio Buda:

– Claro que eu vou comemorar. O mundo já é tão bruto, tão sem amor. Então um dia do ano as pessoas escolhem para serem mais amorosas, mais gentis, terem mais compaixão e eu vou deixar de participar? Não, eu vou comemorar o Natal sim.

É verdade que o Natal é apenas a data que marca o solstício, que Jesus não nasceu em um 25 de dezembro, que a árvore de natal é uma tradição pagã. Teríamos todos os motivos do mundo, budistas ou evangélicos, ateus ou cristãos, para não comemorar o natal.

Mas ele foi associado para sempre a um homem que representa o bem, a paz, a temperança, a humildade, a gentileza e a justiça. Tudo que faz o Natal ter sentido. Ainda que muitos de seus discípulos não o honrem, Jesus ainda é o cara.

E eu posso chamá-lo assim, com toda a intimidade, porque Ele mesmo me permitiu, lá nos Evangelhos. Ele disse que quem o segue – ou tenta seguir, como é o meu caso – é seu amigo e não apenas um discípulo.

Jesus é legal, Jesus é massa, Jesus é meu amigo. E este meu amigo, sim, está associado ao dia de Natal.

Vamos fazer que nem Jesus. Vamos esquecer as desculpas para não sermos fraternais uns com os outros. Hoje é dia do crente abraçar o macumbeiro, do bolsonarista abraçar o lulista, do hétero abraçar o gay, do branco abraçar o negro e vice-versa.

Amanhã, que esqueçamos nossas semelhanças e voltemos a lembrar mais de nossas diferenças. Mas hoje não. Hoje lembremos apenas da mensagem essencial do Homem de Nazaré: “Paz na Terra aos seres humanos que assim desejarem” Só depende de nós.

Feliz Natal!

Renato Araujo é jornalista

José Carlos Britto de Lacerda reflete sobre a dignidade humana

Comecemos uma pequena “dissecação” deste substantivo classificado, no Português do Brasil, como “comum” porque, segundo os especialistas, não designa uma pessoa, um acidente geográfico, uma divindade, uma cidade, um estado, um país. Por isto, a regra geral não o
coloca entre aqueles que devam iniciar-se com letra maiúscula.

Todavia eu, parece que apenas eu, entendo que este substantivo deveria ser escrito não apenas com o inicial, mas com todas as suas letras, maiúsculas.

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A disputa pela presidência da Câmara e o concurso para definir a bandeira de Ipiaú em Ripa na Chulipa

Ripa na Chulipa

José Américo Castro

O retorno de Léo

Comenta-se nos bastidores, corredores e esquinas de Ipiaú, que o prefeito de Barra do Rocha, Luís Sérgio Alves de Souza, o professor Léo, poderá fazer parte da segunda gestão da prefeita Maria das Graças. O alcaide barrochense foi derrotado no último pleito eleitoral pelo médico José Luiz Franco Ramos Costa, mas todo mundo reconhece a sua capacidade administrativa e a seriedade no trato com o dinheiro público. Sem dúvida será uma excelente aquisição do Poder Executivo ipiauense.

Da escola de Mendonça
Luís Sérgio, já trabalhou na Prefeitura de Ipiaú, durante a gestão do ex-prefeito José Mendonça com o qual aprendeu lições de austeridade e transparência.

Na ocasião ele esteve lotado na Secretaria de Educação, assessorando a professora Vanda Pinheiro, então titular da pasta. Resta saber se, em seu retorno para Ipiaú, Léo atuará na educação ou em outro setor do governo. Seja lá onde for, vem acrescentar com seu vasto conhecimento.

Afunilando
A disputa para a presidência da Câmara Municipal de Ipiaú afunila a cada dia. Dos quatros nomes da situação que pretendiam o cargo, dois estão praticamente fora do páreo, embora alimentem a possibilidade de compor a mesa diretora da casa. Robson Moreira e Orlando Santos continuam em evidencia, com um certo favoritismo para o primeiro. Sem número para encarar a disputa a oposição ainda não se arriscou a lançar uma candidatura.

Bandeira de Ipiaú
Um concurso público deverá definir os traços da bandeira do município de Ipiaú. A proposta é do vereador Lucas de Jesus Santos que já protocolou um Projeto de Lei que visa a criação do símbolo. De acordo com a matéria, a bandeira municipal deverá ter o mesmo formato e as proporções da Bandeira Nacional, e conter as cores verde, branca e azul. Alguns modelos já foram apresentados pelo designer Edir Pires e serão submetidos à aprovação popular.

Simbologia
O autor do projeto explica que o brasão de armas, assim como a bandeira e o hino, são símbolos que representam a identidade do município. Percebendo que Ipiaú não contava com uma bandeira oficial ele tomou a iniciativa de providenciar essa insígnia e convocar a população para participar dessa escolha.

“Aproveito este momento em que Ipiaú celebra 87 anos de autonomia política e administrativa para trazer essa proposta que com certeza será bem recebida pela comunidade, pois quando a bandeira passa a identificar uma coletividade ela começa a ter uma carga simbólica mais forte e mais emocional”, comentou o edil.

Em tempo: Lucas do Social não conseguiu a reeleição, mas disse que continuará, como cidadão, na luta pela criação da bandeira municipal.

No sufoco
Além de não ter reeleito, um determinado vereador, da ala radical da oposição à prefeita Maria das Graças, foi enquadrado na Lei Maria da Penha, e poderá até ser privado de liberdade, já que o Ministério Púbico opinou pela decretação da sua prisão preventiva.

Diz o adagio popular: “O cara quando tá na maré de azar até urubu caga na sua cabeça”. Mas, tem aquela coisa da colheita do que se planta.

Folclore Político/ Recados e vocábulos de Adá 
Desorguio , racombole, para-choque de prefeito, papé de oficio, foram alguns dos termos que o ex vereador ADÁ(Ilton Santos Cintra)empregava em seus inflamados pronunciamentos no plenário da Câmara Municipal de Ipiaú.

Tais definições, entretanto, eram apenas uma pequena demonstração da sua impressionante capacidade argumentativa e do estilo de atuação que fatalmente lhe conduziria para os anais do folclore político da cidade.

No vocabulário de Adá“, desorguio ”, significava não ter orgulho; racombole queria dizer rocombole (“Não tenho o que reclamar, pois antes eu comia figo doido e farinha seca , agora tô comendo racombole”, dizia o edil). Já “para-choque de prefeito”, era como ele se referia à condição de vereador, onde as broncas do povo chegam com mais intensidade e são filtradas até serem encaminhadas ao chefe do Poder Executivo.

Quanto ao termo “papé de oficio”, era utilizado por Adá para se referir à dinheiro. “Projeto todo mundo quer que eu aprove, mas papé de oficio que é bom, ninguém manda pra mim”, comentava quando recebia correspondências de deputados.

“Cascalho na saliva”
Euclides Neto explica: “O vocábulo é como cascalho, que se vai lixando na saliva do povo, perdendo arestas, restando a gema”.

 

 

O conteúdo deste post não representa necessariamente a linha editorial do Ipiaú Online e é de responsabilidade do autor

Ipiaú: Em ano de pandemia, Natal de reflexão e crise

O ano da pandemia de covid-19 vai chegando ao seu final. Em Ipiaú o Natal, antes motivo de euforia pela possibilidade de aumento nas vendas, hoje vive a tendência da crise que se abate sobre o Brasil e o mundo.

Com a última parcela do auxílio emergencial sendo paga com a metade do valor inicial e a onda de desemprego cada vez mais preocupante, a economia da região de Ipiaú também sente os efeitos do abalo mundial, em meio a chegada da temível segunda onda.

Este ano, em uma resposta ao luto mundial causado pela doença, até o patamar da decoração de Natal na praça Rui Barbosa foi mais humilde do que o de anos anteriores.

O comércio, por sua vez, reage com a implantação de mais uma loja de eletro eletrônicos, a filial ipiauense das Casas Bahia.

Apesar de todo o transtorno gerado até o momento a pandemia (para contrariar aqueles que ja guardaram suas máscaras) ainda não acabou.

O Carnaval 2021 está oficialmente suspenso e  o país ainda não definiu o calendário de vacinação que pode ser o início da saída da maior crise já vivida em mais de cem anos.

Ipiaú Online / Celso Rommel

José Carlos Britto de Lacerda reflete sobre a relação entre a pandemia e casos de depressão

Este substantivo comum, cujo significado original, em Geografia, é “abaixamento de nível, ou desnível, terminou por usar-se para identificar um estado psíquico, materializado por “desânimo, esgotamento, abatimento” e dar nome ao que passou a classificar-se como a “doença do século”.

E foi criado o termo “depressivo”, comumente empregado para identificar pessoa acometida de depressão. Contudo, há um engano, no meu entendimento, porque a pessoa acometida de depressão torna-se “deprimida”, não “depressiva”! “Depressivo”, parece-me, deve ser a identificação do quadro em que o “deprimido” se encontrar e, “deprimente”, qualquer ato ou evento que possa conduzir à depressão.

Digo isto tudo, porque neste ano de 2020ª humanidade foi assaltada por um evento deprimente, muito triste, qual seja a eclosão da Pandemia da covid-19, a qual produz desesperança, alimenta a incerteza no futuro e o pessimismo.

Os órgão de Imprensa, predominante a Televisão (e não podemos esquecer de debitar isto à Rede Globo) vêm contribuindo marcantemente para a criação e a manutenção de um estado de pânico social, chegando ao extremo de instilar, na maioria desavisada da população, uma desesperança tão grande, que certamente muitas pessoas acabam deprimindo-se e, por fim, morrendo, sem que tenham sido contaminadas pelo maldito vírus chinês. E, o que é ainda pior, alguns utilizam-se da desgraça como instrumento ideológico, político.

Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal não atentaram ainda para o perigo, que a propaganda irracional causa, perigo que ameaça a estabilidade social, a segurança dos nacionais e naturalizados brasileiros e continuam a permitir todos os tipos de abusos, em nome de uma “liberdade de imprensa”, assegurada pela Constituição Federal mas que, no caso, atenta contra a “segurança nacional”.

A quem interessa o caos? Evidentemente, ele interessa àqueles que vivem da exploração do lixo social. Entretanto, é muito provável que os “abutres” da desgraça humana acabem por não ganhar dinheiro, um dia, porque uma população, uma sociedade deprimida não lê jornais, não ouve rádio, não vê televisão.

José Carlos Britto de Lacerda é advogado

José Carlos Britto de Lacerda comenta aniversário de Ipiaú relembrando prefeitos e história do município

Nosso município, nossa terra natal, completará amanhã (dois de dezembro de dois mil e vinte) idade nova e os historiadores ainda não tomaram a iniciativa de fazer justiça a algumas pessoas que, com suas presenças e atitudes, acabaram por contribuir de forma decisiva para a criação da cidade (hoje Ipiaú), que se tornou sede do município de Ipiaú. Nos registros do IBGE mencionam-se incursões, em nosso território, de pessoas oriundas de diversas partes do Estado da Bahia, mas não se fala naqueles que, possuindo terras aqui, contribuíram decisivamente para a instalação dos habitantes iniciais nos povoados nascidos em pontos considerados, à época, distantes.

Praça Ruy Barbosa, anos 50

Não sei quando, em que ano, Domingos Gonçalves de Castro e Alberto Pinto aqui chegaram com suas famílias. Ainda no final do século 19, aportaram aqui os italianos Braz e Miguel Grisi, provavelmente vindos do que é hoje o município de Poções. Ali, a partir de onde temos, hoje, a Igreja Matriz de São Roque, até o prédio do Cine Teatro Éden, eles se instalaram, construindo grande casa, espaços para armazém e empresa de compra e venda, e rancharia, para pouso dos tropeiros que transportavam mercadorias entre o porto de Itacaré e cidades como Jequié e Vitória da Conquista. Com eles, veio um sobrinho adolescente, José Miraglia, o qual trabalhava nos serviços do comércio com os tios e mais criou uma escola, onde ele alfabetizava os filhos dos que vinham residir no povoado que se foi criando em volta daquelas edificações iniciais.

Os italianos patrocinaram a implantação de cacauais e pastagens, iniciaram a criação de gado, construindo, ali onde hoje temos a Igreja Matriz, um grande curral, onde eu, ainda, criança, cheguei a brincar. Claro que a existência de um núcleo comercial, de uma escola e de oportunidades de ocupação primária de terras férteis, atraíu pessoas, inclusive de outras regiões e ali, no entorno do que é hoje a praça Rui Barbosa, nasceu o que é hoje a cidade de Ipiaú.

Feira livre da Praça Virgílio Damásio, anos 60

E crescendo em várias direções, o povoado alcançou as terras de  Domingos Gonçalves de Castro e do chamado Major Alberto Pinto, encontrando-se com os povoamentos já existentes. Foi assim que surgiu nossa cidade. Não teve um “fundador” específico, mas deve seu surgimento a Domingos Gonçalves de Castro, a Alberto Pinto e aos italianos Braz e Miguel Grisi mas deve também ao espírito idealista e empreendedor de José Miráglia, que criou, nos primórdios, uma escola e ministrava aulas, instalou um primeiro cinema “mudo” (Paraíso) e, mais tarde, um segundo, “falado (Cine Teatro Éden). José Miraglia, herdeiro dos tios, doou terras onde temos o prédio do Rio Novo Tênis Clube, o Aeroporto local, a Igreja Matriz de São Roque, sempre contribuindo quando procurado, para os empreendimentos sociais desta terra. Eu sei de tudo isto, porque conheci de perto os fatos acima narrados, tendo minha mãe e meu irmão mais velho (MARCIANO BRITO DE LACERDA) sido criados pelos italianos e, eu próprio, residido na companhia de José Miraglia, como se seu filho fosse e estudado, sob suas expensas a partir de primeiro de janeiro de mil, novecentos e cinquenta e quatro (quando eu contava dez anos de idade), até quando ele faleceu, em 1961.

Chefes do Executivo de Ipiaú, no curso dos anos:
Antonio Augusto Sá (1933 a1935) *

Leonel Andrade (1936 a1940) *

Jaime Pontes Tanajura (1940 a1943) *

Agostinho Cardoso Pinheiro (1943 a1945) *

Antonio Lisboa Nogueira (1945 a1946) *

José Borges de Barros Filho (1946 e 1949 a 1950) *

Sandoval Fernandes Alcântara (1946 a1949) *

Pedro Caetano Magalhães de Jesus (1950 a 1951)*

José Muniz Ferreira (1951-1955)

Salvador da Matta (1955-1959)

José Mota Fernandes (1959-1963)

Euclides José Teixeira Neto (1963-1967)

José Mota Fernandes (1967-1971)

Salvador da Matta (1971-1973)

Hildebrando Nunes Rezende (1973-1977)

José Borges de Barros Junior (1977-1982)

Hildebrando Nunes Rezende (1983-1988)

Miguel Cunha Coutinho (1989-1992)

Ubirajara Souza Costa (1993-1996)

José Mota Fernandes (1997-2000)

José Andrade Mendonça(2001-2008)

Sandra da Purificação Lemos de Santana (2008)

Deraldino Alves de Araujo (2009-2016)

Maria das Graças Mendonça (2017-2020)

*Interventores nomeados pelo então Governador/Interventor do Estado da Bahia.

 

José Carlos Britto de Lacerda é advogado