Opinião Irlan Vieira: Repórter esportivo comenta situação do futebol local em Jequié

O Temor do Torcedor

Quem, como eu, acompanhou a Associação Desportiva Jequié (ADJ) desde o início dos Anos 90 e viveu os bons momentos dos acessos de 1992 e 2017 e das campanhas brilhantes de 1994 e 1995 hoje se encontra um dilema. Será que 2019 voltaremos à segunda divisão?

Essa é a pergunta feita por grande parte da torcida que acompanha os principais concorrentes anunciando contratações, a pouco mais de sessenta dias do inicio do campeonato baiano.

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Opinião Elson Andrade: Reforma previdenciária ou mais um assalto institucional?

Existe sim, a necessidade de uma reforma previdenciária a ser feita, com toda a competência, métrica e transparência imperial. Mas esta, em verdade, não é o foco e objeto dos grandes interesses dos insistentes e traiçoeiros lobos posicionados por detrás das moitas da República.’

Em primeiro lugar, é preciso considerarmos que a economia se divide em dois “mundos” (lados) macro organizacionais distintos. O primeiro, é o chamado mundo das coisas reais. Ou seja, o mundo fático, das mercadorias, do trabalho e dos bens e serviços. O segundo, trata-se do mundo das finanças, da moeda (dinheiro), do mercado de capitas, títulos e derivativos… Do Sistema Financeiro, intangível. Cada vez mais internacional, ou melhor, transnacional. Exótico. Especulativo, reino das mágicas, complexas em obscuras fumaças. Tão forte e prepotente, quanto sujeita a ruina, a irradiação instantânea, como um castelo de cartas, ou um jogo de azar.

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Opinião Elson Andrade: A sócio economia financeira e as crianças

Como bem sabemos, Ipiaú é fruto de bravos guerreiros empreendedores do mata adentro, que se lançaram de cabeça num projeto “maluco” a desbravar a Mata Atlântica para plantar cacau, no início do século passado.

Empreendedores estes, também conhecido como macaqueiros (muito bem relatados por Euclides Neto). Macaqueiros – aqueles que se quer tinham dinheiro ou o que comer e portanto, para sobreviverem e avançarem, abatiam macacos selvagem para comer e continuarem a empreitada duvidosa, na formação das primeiras lavouras de cacau.

As décadas se passaram e consequentemente surgiram as roças, as fazendas, as estradinhas, as paradas, o comércio, as cidades, o porto de Ilhéus e o Banco “do Brasil”… e por trás de tudo, o fruto da encomenda transnacional: – a exportação do cacau!

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Opinião Elson Andradade: Pós eleições e a profissionalização da administração pública

 

Como alguns brasileiros já sabem e outros milhões apenas desconfiam, o que um político promete nas campanhas eleitorais, está muuuuito longe do que ele(a) conseguirá de fato entregar. Na verdade o chefe do executivo é subordinado legalmente ao Orçamento Público aprovado pelo legislativo, para cada ano. O executivo não faz o que bem quer, como muitos acreditam.

E onde você consegue checar tudo isso e tirar a prova dos noves? A resposta é: – inequivocamente, no Orçamento Público Oficial, aprovado pelo legislativo e acompanhado no pari passu pelos Tribunais de Contas e demais órgão de controle. Pesquise no Google – orçamento público nome do seu município 2018 em pdf, por exemplo. Você também poderá exigir uma cópia gratuitamente na prefeitura ou câmara municipal.

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Economia: Os Trabalhadores no jogo do poder aquisitivo e do nível de emprego

Desde o início do Plano Real, em julho de 1994 até setembro de 2018, a inflação oficial do governo federal, já beira aos 500%. Lá no início, uma nota que valia R$ 100, fruto do suor do trabalho, agora só consegue comprar R$ 16,86 em mercadorias; quase 5,9 vezes menos, ao passo que o salário mínimo aumentou em igual período 14,7 vezes. Daí o aumento do poder aquisitivo verificado até antes da atual crise político-econômica que vem devastando o país em contradição ao aumento do lucro crescente dos bancos e a crescente desindustrialização do país.

A perda de valor da moeda brasileira se deve à inflação acumulada nesses 24 anos. De julho de 1994 a setembro de 2018, a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – calculado pelo IBGE) foi de 492,67%, de acordo com aquele instituto estatal federal.

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Opinião Elson Andrade: Eleições 2018 – paixões violência e insanidades digitais

Tudo que não temos constatado na disputa político-eleitoral 2018 é ob-je-ti-vi-da-de: “Foco substancial; na qualidade daquilo que é objetivo, externo à consciência e/ou paixões, resultado da observação imparcial, independente das preferências individuais. Em epistemologia, o conceito de objetividade caracteriza a validade de um conhecimento ou de uma representação relativa a um objeto (estudo).

Em outras palavras, o que é real e como sabemos se é verdadeiro o que inferimos a respeito da realidade? Isto depende, por um lado, do conceito do objeto alvo da atenção e, por outro, das regras normativas próprias à questão. Assim, do ponto de vista epistemológico, a objetividade não é sinônimo de verdade apriorística, portanto, é comum confundir os dois conceitos (direito e justiça por exemplo), numa espécie de “índice de confiança” ou de “qualidade” dos conhecimentos e representações. Também não é sinônimo de fidelidade ao objeto ou à realidade, apesar de o termo ser muito utilizado com este significado, porque as regras normativas que permitem distinguir o que é objetivo do que não é, são definidas em cada contexto e/ou tema-objeto.

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Opinião Elson Andrade: Patrimonialismo x Democracia?


Que me perdoem os rasos, ultimamente maioria, atônitos, teleguiados de celular na mão e angustia no coração, sem tostão… mas o texto abaixo não é para quem está em busca de distração, passatempo fútil via lógica da audiência digital. Clamo aqui, por cérebros resilientes ainda pensantes, na terra dos gigantes, em meio à tanta fumaça…

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Adenor, um político povão

A morte de Adenor dos Reis Soares,  vereador por quatro mandatos em Ipiaú, é o símbolo do fim de uma era no município.

O tempo de Adenor era o dos grandes oradores, pessoas públicas que tinham o poder de se misturar com o povo gerando  votos através da palavra.

Como dizia o próprio Adenor, ” político tem que ter cheiro de povo”. Assim este serralheiro,  coordenador de terreiro de candomblé,  cabo eleitoral de várias lideranças políticas que passaram por Ipiaú ao longo das décadas, marcou a opinião pública e a memória de várias gerações com seus discursos improvisados, cheios de emoção e frases engraçadas.

Adenor quando era entrevistado no Programa Fala Ipiaú, na Rádio Educadora, sempre nos deixava atentos e admirados com o seu poder da oratória. Era capaz de entreter do intelectual ao trabalhador rural com suas histórias e filosofias de gente simples.  Esteve marchando ao lado de políticos em campanhas inúmeras, desde Leur Lomanto e Miguel Coutinho até Cezário Costa e, mais recentemente, na campanha da prefeita Maria.

Já nos últimos anos de vida tentou retornar à Câmara mas não conseguiu votos suficientes, tendo de amargar essa desilusão. A fama de um dos criadores do Bairro Novo não tinha chegado às novas gerações de eleitores.

Adenor liderou Invasões que mais tarde viriam a se tornar bairros. Bem votado naquela ocasião, com isso teve moral para  brigar para que seu bairro fosse respeitado e dessa forma conseguiu vitórias notáveis. Comenta-se que a escolha do local para implantação do Centro Comercial José Mota Fernandes, na popular “Rua do Sapo”, teve muito da sua pressão política junto às lideranças da época.  De tão popular na sua  vizinhança, a rua em que morava leva o seu nome.

Figuras como Adenor não são mais comuns na  classe política atual. Sua empolgação e popularidade certamente vão fazer falta.

Ipiaú Online / Celso Rommel


Opinião Elson Andrade: Curso – A Era do Capital Improdutivo

Caros irmãos brasileiros, em linha com os temas e objetivos assentados no Fórum Social Mundial, dentro do tema Economia Solidária, que ocorreu este ano em Salvador-BA, de forma colaborativa a histórica iniciativa do professor economista Dr. Ladislau Dowbor, do Instituto Paulo Freire, em parceria com a USP-SP; é que venho a público trazer esta rara e cara oportunidade, abaixo tratada.

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Opinião Elson Andrade: A mão “invisível”no desmonte do Brasil S.A

Bill Clinton e FCH – Adjuntos em evento fechado para investidores, corretoras, governos e bancos em São Paulo.

A séculos a mágica consiste em desviar o olhar e a atenção do espectador de onde o truque de fato ocorre… E ai pumba! O efeito é o que aparece. É o que encanta a plateia pagante. É por fim o espetáculo, o que importa. Quando todos aplaudem num ato inconsciente de auto justificação em não se considerar um bobo iludido diante do truque implícito. Quando se pode ainda contar com um bom animador de circo… é difícil alguém
escapar do encanto.

Não me esqueço das recomendações de um velho professor de história que dizia: – prestem atenção ao Olhar Estrangeiro! Ele queria dizer com isso, que quem vem de fora (não necessariamente do exterior – outro país), de fora do ambiente ao qual você dorme confortável e se levanta rotineiramente todo dia… Pois este olhar novato é muito mais estruturador e denunciante do que o costumeiro, que não enxergar mais, de tanto ver. (mais…)

Artigo: É no corpo a corpo que Maria se fortalece junto à comunidade

É no corpo a corpo, olhando nos olhos dos eleitores, usando sinceridade nos diálogos, com a habitual simplicidade e o extraordinário carisma que a prefeita Maria das Graças vem pedindo apoio para os seus candidatos que concorrem às eleições do próximo dia 7 de outubro. A receptividade em cada casa mostra que a aceitação de Maria continua em alta.

O povo lhe recebe com carinho, chamando de “mainha”, dando beijos, abraços apertados, mostrando-lhe o quanto é querida, desmascarando mentiras espalhadas pelos opositores. O coração de Maria continua batendo com muito amor pela família ipiauense.

 

Nesses encontros, Maria dá ao eleitor a oportunidade de sugerir melhorias para todas as regiões da cidade e as pessoas conhecem de perto a sua intenção de ampliar o trabalho em favor da comunidade.

As caminhadas em busca dos votos para os deputados Eduardo Sales (estadual) e Mario Júnior (federal), candidatos à reeleição, assim como para a chapa majoritária do governador Rui Costa e o candidato a Presidente da República,  Fernando Haddad, serão intensificadas  nos próximos dias.

“São muitos locais ainda a serem visitados. Continuaremos no corpo a corpo, entregando santinhos dos nossos candidatos, argumentando a importância de elegê-los, mostrando a nossa capacidade de militância”, informa Maria.

A militância de Maria segue na rua, otimista e animada
corpo a corpo incentiva-lhe a continuar trabalhando pelo desenvolvimento do município. Ela tem a certeza de que Ipiaú está no caminho certo, apoiando os candidatos que já mostraram trabalho em favor do seu desenvolvimento e que junto com eles as melhorias continuarão chegando a todos os setores, seja na saúde, esporte, cultura, educação, agricultura  ou no social.

Maria diz que está feliz com a receptividade das pessoas por onde passou com sua equipe e acredita que fechará a campanha na certeza de chegar aos objetivos pretendidos.

Um momento marcante nessa campanha eleitoral em Ipiaú foi a visita do governador Rui Costa e demais membros da chapa majoritária situacionista. Sob o sol escaldante das 12 horas do último dia 16 ele caminhou ao lado da prefeita em um trajeto que se estendeu da Avenida Pensilvânia, no  Bairro Euclides Neto, até o largo do Ginásio de Esportes, na Avenida Getúlio Vargas.

A multidão energizada pelo entusiasmo da militância mostrou o poder de mobilização de Maria e confirmou a sua incontestável liderança.

*Por José Américo Castro


Que situação: Se Bolsonaro ganhar, você aceita? E se Haddad ganhar, você aceita?

Pareceria inacreditável para um jovem participando de uma manifestação pelas Diretas Já em 1984 que em 2018 teríamos tal enigma posto nas urnas. De um lado, o Brasil de Bolsonaro, do outro o Brasil de Haddad. Como água e óleo, os dois não se misturam e parecem seguir uma rota de colisão cada vez mais iminente, com data e hora para acontecer: logo após a divulgação do resultado da votação do segundo turno.

Pelos números divulgados na mais recente pesquisa Ibope, o líder nas pesquisas Bolsonaro deverá enfrentar o herdeiro do ex presidente Lula, Haddad no segundo turno. O momento da pesquisa mostra uma perspectiva de que Bolsonaro perca. Vale porém lembrar que pesquisa não ganha eleição e surpresa acontece, como aconteceu nos Estados Unidos, na eleição de Donald Trump que derrotou a primeira colocada nas pesquisas Hillary Clinton, só para citar um caso mais recente.

Qualquer que seja o resultado no segundo turno, a pergunta que ronda a cabeça, como um presságio lógico e insistente, é : o derrotado nesse pleito acatará o resultado final?

Os grupos de centro – esquerda já demonstraram, através de passeatas, movimentos da classe artística e afins, que não estariam dispostos a dialogar com um Bolsonaro presidente, pintado por estes com o estigma de tudo que é ruim. Se Bolsonaro fosse eleito teria pela frente quatro anos de uma situação próxima da desobediência civil, a julgar pelo tipo de opinião demonstrada nesta campanha pelos grupos que se opõem a ele.

Por outro lado, líderes militares tendo o general Mourão, vice de Bolsonaro, como respresentante ideológico, já questionam antecipadamente o resultado de uma eleição em que seu candidato, abatido por um atentado, não tenha participado de parte da campanha.

Em meio a um país mergulhado numa guerra de palavras nas redes sociais ( e até com sangue derramado na vida real ) há setores do Judiciário, da classe política e outra vez do Exército, que tem se manifestado contra a possibilidade de um representante de Lula, que segue preso em Curitiba por crime de corrupção, passe a governar o país. Sendo assim, não tem para onde correr… os dois resultados representariam o que na linguagem popular chamamos de “pipino”.

Situações como essa já geraram até separatismo em alguns países.

Por hora tudo é dúvida. De certo é que se a jovem democracia brasileira sobreviver a mais este teste terá ressurgido do caos.

E operado um verdadeiro milagre.

Ipiaú Online / Celso Rommel

Opinião Elson Andrade: A quem interessa a interrupção dos ciclos econômicos?

 

Em tempos de eleição, você se pergunta – porque tanta disputa e ódio? Uma das respostas é que a política é por fim, a plataforma de debate socioeconômico possível de alterar a regra do jogo enquanto o jogo está sendo jogado (em disputa as tais: estabilidade econômica e segurança jurídica). Ou seja, a promessa de mudar tudo, tendo por traz, em verdade, a preservação dos resultados seculares, através de arranjos e destinos costumeiros. Situação percebida, quando você a pouco ouviu a madame soltar a verborragia – este aeroporto está parecendo uma rodoviária!

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A Bahia branca da novela

É bem difícil ficar inteiramente sem tomar conhecimento da existência de uma telenovela. Mesmo sabendo que os dramas televisivos de hoje tenham perdido a maior parte da audiência do passado, graças a chegada das redes sociais e o cada vez mais frequente vício do smartphone, uma novela ainda consegue prender a atenção de muita gente, especialmente das gerações mais idosas.

A teledramaturgia nunca deve ser censurada mas precisa e deve ser observada com olhar crítico pelo público. Muitas novelas parecem ser protagonizadas em mundos alienígenas. Quem liga a TV para ver, por exemplo, a novela das oito “Segundo Sol” ( cujo roteiro mostra supostamente uma trama retratada na Bahia ), não poderia passar batido ao fato de que a maior parte do elenco é formado por atores brancos. Mas como assim, uma Bahia branca?

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Opinião Elson Andrade: Eleições 2018 e o submundo da política

Um vasto e excelente trabalho de levantamento e disponibilização de dados do custeio eleitoral, foi feito pelo portal da Transparência Brasil, que mapeou quais são as empreiteiras e bancos, que doaram as maiores quantias aos principais partidos nas últimas eleições, estaduais e federal de 2014, tanto aos cargos do
executivo quanto ao legislativo.

Os dados foram extraídos das prestações de contas oficiais que os candidatos e os partidos apresentaram à Justiça Eleitoral. Logo, não se trata de todo o somatório envolvido nas campanhas majoritárias.

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