José Carlos Britto de Lacerda comenta os significados do ano novo

Grande esperança

Hoje não é apenas um novo dia, ou somente mais uma sexta feira… não!

Hoje é o primeiro dia de uma década, a terceira década do Século XXI (vinte e um )!  E todas as esperanças se renovam, como se a mudança no calendário, por si só, produzisse algum efeito, benéfico ou maléfico. 

As músicas, cantadas na televisão e no rádio, os vídeos, exibidos pelas emissoras de televisão, as imagens de desastres, de selvageria do ser humano, mostrados nos últimos dias de 2019 em todo o mundo, não foram eficientes nem suficientes, para conduzir a humanidade à reflexão e a uma mudança de comportamento. 

As guerras, a violência, o crime, de toda e qualquer natureza, ao invés de se reduzirem, recrudesceram causando mais dores, mais incertezas, mais desesperança.

E aí vêm um novo ano, uma nova década, trazendo nova oportunidade de mudanças. Mudanças que a imensa maioria das  pessoas, no mundo, que se consideram crentes em um Ser Superior (não importando que nome lhe atribuam nem como o cultuam),  deveriam promover ou, pelo menos, tentar promover acaso tivessem, realmente, “FÉ”. 

E por que? Simples! Em nossa língua, filha do latim, “Fé” é Fides, Fidei, que originou fidelidade, fideicomisso e tem os sinônimos “certeza”, “convicção”. 

As pessoas acreditam e dizem que têm fé no Senhor, no Espírito Santo, mas não cumprem seus estatutos, não obedecem suas ordens. Se tivessem real “certeza”, “convicção” (Fé), o teriam também das consequências da desobediência, das transgressões, comportar-se-iam de modo diverso e o mundo seria bem melhor.

Uma pena que a ganância, o egocentrismo, o egoísmo, o individualismo prevaleçam entre os homens, contrariando todos os ensinamentos. E o exemplo deixado por Jesus Cristo só é lembrado para ilustrar os clamores, os pedidos.

E já é quase demasiadamente tarde para mudar.

José Carlos Britto de Lacerda é advogado

Emídio Neto comenta: pela primeira vez planeta tem mais plástico e aço do que animais e vegetais

Acreditava-se que a pandemia fosse ensinar muito ao ser humano e que este tivesse uma transformação virtuosa para uma relação harmônica e respeitosa com o planeta e sua biodiversidade.

Infelizmente, dia após dia, sob a liderança de governos que parecem saídos da ficção científica, na forma de personagens perversos, cruéis e inumanos, sem nenhuma sensibilidade, responsabilidade e preocupação com a Vida. A população reproduz e aprova a mesma estupidez.

Nosso planeta é único. Quem de nós irá para a Marte das virtudes desejadas pelos que já a começam explorar?

Quem de nós irá morar na Lua ou em algum planeta artificial?

Nenhum assalariado alcançará os benefícios que a ciência e a tecnologia a serviço da exploração planetária prometem ou alcançarão.

Os pobres desse planeta (chamo aqui de pobres todos que não movimentem milhões em suas contas) estão fadados a sofrer mais intensamente a consequências de toda crueldade contra o planeta terra.

Já dizia o Grande Chefe: “Tudo o que fizerem a Terra, estarão fazendo aos filhos da Terra.”

Façamos algo todos os dias. Por menor que pareça. Por inútil ou insignificante que pareça. Cada minúscula ação gerará resultados positivos.

Só depende de você. Fazer o que é certo ou continuar sendo conduzido pela comodidade de nada fazer e reproduzir os erros dos outros.

O futuro do planeta só depende de você.

Emídio Neto é ambientalista membro fundador do grupo ecológico Papamel

Jornalista Renato Araujo faz comentário comovente sobre o significado do Natal

O aniversário do meu amigo

Quando eu era budista, certa vez, discutimos se deveríamos comemorar ou não o Natal. Então eu, que era o novato do grupo, dei a resposta que mais agradaria ao próprio Buda:

– Claro que eu vou comemorar. O mundo já é tão bruto, tão sem amor. Então um dia do ano as pessoas escolhem para serem mais amorosas, mais gentis, terem mais compaixão e eu vou deixar de participar? Não, eu vou comemorar o Natal sim.

É verdade que o Natal é apenas a data que marca o solstício, que Jesus não nasceu em um 25 de dezembro, que a árvore de natal é uma tradição pagã. Teríamos todos os motivos do mundo, budistas ou evangélicos, ateus ou cristãos, para não comemorar o natal.

Mas ele foi associado para sempre a um homem que representa o bem, a paz, a temperança, a humildade, a gentileza e a justiça. Tudo que faz o Natal ter sentido. Ainda que muitos de seus discípulos não o honrem, Jesus ainda é o cara.

E eu posso chamá-lo assim, com toda a intimidade, porque Ele mesmo me permitiu, lá nos Evangelhos. Ele disse que quem o segue – ou tenta seguir, como é o meu caso – é seu amigo e não apenas um discípulo.

Jesus é legal, Jesus é massa, Jesus é meu amigo. E este meu amigo, sim, está associado ao dia de Natal.

Vamos fazer que nem Jesus. Vamos esquecer as desculpas para não sermos fraternais uns com os outros. Hoje é dia do crente abraçar o macumbeiro, do bolsonarista abraçar o lulista, do hétero abraçar o gay, do branco abraçar o negro e vice-versa.

Amanhã, que esqueçamos nossas semelhanças e voltemos a lembrar mais de nossas diferenças. Mas hoje não. Hoje lembremos apenas da mensagem essencial do Homem de Nazaré: “Paz na Terra aos seres humanos que assim desejarem” Só depende de nós.

Feliz Natal!

Renato Araujo é jornalista

José Carlos Britto de Lacerda reflete sobre a dignidade humana

Comecemos uma pequena “dissecação” deste substantivo classificado, no Português do Brasil, como “comum” porque, segundo os especialistas, não designa uma pessoa, um acidente geográfico, uma divindade, uma cidade, um estado, um país. Por isto, a regra geral não o
coloca entre aqueles que devam iniciar-se com letra maiúscula.

Todavia eu, parece que apenas eu, entendo que este substantivo deveria ser escrito não apenas com o inicial, mas com todas as suas letras, maiúsculas.

(mais…)

A disputa pela presidência da Câmara e o concurso para definir a bandeira de Ipiaú em Ripa na Chulipa

Ripa na Chulipa

José Américo Castro

O retorno de Léo

Comenta-se nos bastidores, corredores e esquinas de Ipiaú, que o prefeito de Barra do Rocha, Luís Sérgio Alves de Souza, o professor Léo, poderá fazer parte da segunda gestão da prefeita Maria das Graças. O alcaide barrochense foi derrotado no último pleito eleitoral pelo médico José Luiz Franco Ramos Costa, mas todo mundo reconhece a sua capacidade administrativa e a seriedade no trato com o dinheiro público. Sem dúvida será uma excelente aquisição do Poder Executivo ipiauense.

Da escola de Mendonça
Luís Sérgio, já trabalhou na Prefeitura de Ipiaú, durante a gestão do ex-prefeito José Mendonça com o qual aprendeu lições de austeridade e transparência.

Na ocasião ele esteve lotado na Secretaria de Educação, assessorando a professora Vanda Pinheiro, então titular da pasta. Resta saber se, em seu retorno para Ipiaú, Léo atuará na educação ou em outro setor do governo. Seja lá onde for, vem acrescentar com seu vasto conhecimento.

Afunilando
A disputa para a presidência da Câmara Municipal de Ipiaú afunila a cada dia. Dos quatros nomes da situação que pretendiam o cargo, dois estão praticamente fora do páreo, embora alimentem a possibilidade de compor a mesa diretora da casa. Robson Moreira e Orlando Santos continuam em evidencia, com um certo favoritismo para o primeiro. Sem número para encarar a disputa a oposição ainda não se arriscou a lançar uma candidatura.

Bandeira de Ipiaú
Um concurso público deverá definir os traços da bandeira do município de Ipiaú. A proposta é do vereador Lucas de Jesus Santos que já protocolou um Projeto de Lei que visa a criação do símbolo. De acordo com a matéria, a bandeira municipal deverá ter o mesmo formato e as proporções da Bandeira Nacional, e conter as cores verde, branca e azul. Alguns modelos já foram apresentados pelo designer Edir Pires e serão submetidos à aprovação popular.

Simbologia
O autor do projeto explica que o brasão de armas, assim como a bandeira e o hino, são símbolos que representam a identidade do município. Percebendo que Ipiaú não contava com uma bandeira oficial ele tomou a iniciativa de providenciar essa insígnia e convocar a população para participar dessa escolha.

“Aproveito este momento em que Ipiaú celebra 87 anos de autonomia política e administrativa para trazer essa proposta que com certeza será bem recebida pela comunidade, pois quando a bandeira passa a identificar uma coletividade ela começa a ter uma carga simbólica mais forte e mais emocional”, comentou o edil.

Em tempo: Lucas do Social não conseguiu a reeleição, mas disse que continuará, como cidadão, na luta pela criação da bandeira municipal.

No sufoco
Além de não ter reeleito, um determinado vereador, da ala radical da oposição à prefeita Maria das Graças, foi enquadrado na Lei Maria da Penha, e poderá até ser privado de liberdade, já que o Ministério Púbico opinou pela decretação da sua prisão preventiva.

Diz o adagio popular: “O cara quando tá na maré de azar até urubu caga na sua cabeça”. Mas, tem aquela coisa da colheita do que se planta.

Folclore Político/ Recados e vocábulos de Adá 
Desorguio , racombole, para-choque de prefeito, papé de oficio, foram alguns dos termos que o ex vereador ADÁ(Ilton Santos Cintra)empregava em seus inflamados pronunciamentos no plenário da Câmara Municipal de Ipiaú.

Tais definições, entretanto, eram apenas uma pequena demonstração da sua impressionante capacidade argumentativa e do estilo de atuação que fatalmente lhe conduziria para os anais do folclore político da cidade.

No vocabulário de Adá“, desorguio ”, significava não ter orgulho; racombole queria dizer rocombole (“Não tenho o que reclamar, pois antes eu comia figo doido e farinha seca , agora tô comendo racombole”, dizia o edil). Já “para-choque de prefeito”, era como ele se referia à condição de vereador, onde as broncas do povo chegam com mais intensidade e são filtradas até serem encaminhadas ao chefe do Poder Executivo.

Quanto ao termo “papé de oficio”, era utilizado por Adá para se referir à dinheiro. “Projeto todo mundo quer que eu aprove, mas papé de oficio que é bom, ninguém manda pra mim”, comentava quando recebia correspondências de deputados.

“Cascalho na saliva”
Euclides Neto explica: “O vocábulo é como cascalho, que se vai lixando na saliva do povo, perdendo arestas, restando a gema”.

 

 

O conteúdo deste post não representa necessariamente a linha editorial do Ipiaú Online e é de responsabilidade do autor

Ipiaú: Em ano de pandemia, Natal de reflexão e crise

O ano da pandemia de covid-19 vai chegando ao seu final. Em Ipiaú o Natal, antes motivo de euforia pela possibilidade de aumento nas vendas, hoje vive a tendência da crise que se abate sobre o Brasil e o mundo.

Com a última parcela do auxílio emergencial sendo paga com a metade do valor inicial e a onda de desemprego cada vez mais preocupante, a economia da região de Ipiaú também sente os efeitos do abalo mundial, em meio a chegada da temível segunda onda.

Este ano, em uma resposta ao luto mundial causado pela doença, até o patamar da decoração de Natal na praça Rui Barbosa foi mais humilde do que o de anos anteriores.

O comércio, por sua vez, reage com a implantação de mais uma loja de eletro eletrônicos, a filial ipiauense das Casas Bahia.

Apesar de todo o transtorno gerado até o momento a pandemia (para contrariar aqueles que ja guardaram suas máscaras) ainda não acabou.

O Carnaval 2021 está oficialmente suspenso e  o país ainda não definiu o calendário de vacinação que pode ser o início da saída da maior crise já vivida em mais de cem anos.

Ipiaú Online / Celso Rommel

José Carlos Britto de Lacerda reflete sobre a relação entre a pandemia e casos de depressão

Este substantivo comum, cujo significado original, em Geografia, é “abaixamento de nível, ou desnível, terminou por usar-se para identificar um estado psíquico, materializado por “desânimo, esgotamento, abatimento” e dar nome ao que passou a classificar-se como a “doença do século”.

E foi criado o termo “depressivo”, comumente empregado para identificar pessoa acometida de depressão. Contudo, há um engano, no meu entendimento, porque a pessoa acometida de depressão torna-se “deprimida”, não “depressiva”! “Depressivo”, parece-me, deve ser a identificação do quadro em que o “deprimido” se encontrar e, “deprimente”, qualquer ato ou evento que possa conduzir à depressão.

Digo isto tudo, porque neste ano de 2020ª humanidade foi assaltada por um evento deprimente, muito triste, qual seja a eclosão da Pandemia da covid-19, a qual produz desesperança, alimenta a incerteza no futuro e o pessimismo.

Os órgão de Imprensa, predominante a Televisão (e não podemos esquecer de debitar isto à Rede Globo) vêm contribuindo marcantemente para a criação e a manutenção de um estado de pânico social, chegando ao extremo de instilar, na maioria desavisada da população, uma desesperança tão grande, que certamente muitas pessoas acabam deprimindo-se e, por fim, morrendo, sem que tenham sido contaminadas pelo maldito vírus chinês. E, o que é ainda pior, alguns utilizam-se da desgraça como instrumento ideológico, político.

Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal não atentaram ainda para o perigo, que a propaganda irracional causa, perigo que ameaça a estabilidade social, a segurança dos nacionais e naturalizados brasileiros e continuam a permitir todos os tipos de abusos, em nome de uma “liberdade de imprensa”, assegurada pela Constituição Federal mas que, no caso, atenta contra a “segurança nacional”.

A quem interessa o caos? Evidentemente, ele interessa àqueles que vivem da exploração do lixo social. Entretanto, é muito provável que os “abutres” da desgraça humana acabem por não ganhar dinheiro, um dia, porque uma população, uma sociedade deprimida não lê jornais, não ouve rádio, não vê televisão.

José Carlos Britto de Lacerda é advogado

José Carlos Britto de Lacerda comenta aniversário de Ipiaú relembrando prefeitos e história do município

Nosso município, nossa terra natal, completará amanhã (dois de dezembro de dois mil e vinte) idade nova e os historiadores ainda não tomaram a iniciativa de fazer justiça a algumas pessoas que, com suas presenças e atitudes, acabaram por contribuir de forma decisiva para a criação da cidade (hoje Ipiaú), que se tornou sede do município de Ipiaú. Nos registros do IBGE mencionam-se incursões, em nosso território, de pessoas oriundas de diversas partes do Estado da Bahia, mas não se fala naqueles que, possuindo terras aqui, contribuíram decisivamente para a instalação dos habitantes iniciais nos povoados nascidos em pontos considerados, à época, distantes.

Praça Ruy Barbosa, anos 50

Não sei quando, em que ano, Domingos Gonçalves de Castro e Alberto Pinto aqui chegaram com suas famílias. Ainda no final do século 19, aportaram aqui os italianos Braz e Miguel Grisi, provavelmente vindos do que é hoje o município de Poções. Ali, a partir de onde temos, hoje, a Igreja Matriz de São Roque, até o prédio do Cine Teatro Éden, eles se instalaram, construindo grande casa, espaços para armazém e empresa de compra e venda, e rancharia, para pouso dos tropeiros que transportavam mercadorias entre o porto de Itacaré e cidades como Jequié e Vitória da Conquista. Com eles, veio um sobrinho adolescente, José Miraglia, o qual trabalhava nos serviços do comércio com os tios e mais criou uma escola, onde ele alfabetizava os filhos dos que vinham residir no povoado que se foi criando em volta daquelas edificações iniciais.

Os italianos patrocinaram a implantação de cacauais e pastagens, iniciaram a criação de gado, construindo, ali onde hoje temos a Igreja Matriz, um grande curral, onde eu, ainda, criança, cheguei a brincar. Claro que a existência de um núcleo comercial, de uma escola e de oportunidades de ocupação primária de terras férteis, atraíu pessoas, inclusive de outras regiões e ali, no entorno do que é hoje a praça Rui Barbosa, nasceu o que é hoje a cidade de Ipiaú.

Feira livre da Praça Virgílio Damásio, anos 60

E crescendo em várias direções, o povoado alcançou as terras de  Domingos Gonçalves de Castro e do chamado Major Alberto Pinto, encontrando-se com os povoamentos já existentes. Foi assim que surgiu nossa cidade. Não teve um “fundador” específico, mas deve seu surgimento a Domingos Gonçalves de Castro, a Alberto Pinto e aos italianos Braz e Miguel Grisi mas deve também ao espírito idealista e empreendedor de José Miráglia, que criou, nos primórdios, uma escola e ministrava aulas, instalou um primeiro cinema “mudo” (Paraíso) e, mais tarde, um segundo, “falado (Cine Teatro Éden). José Miraglia, herdeiro dos tios, doou terras onde temos o prédio do Rio Novo Tênis Clube, o Aeroporto local, a Igreja Matriz de São Roque, sempre contribuindo quando procurado, para os empreendimentos sociais desta terra. Eu sei de tudo isto, porque conheci de perto os fatos acima narrados, tendo minha mãe e meu irmão mais velho (MARCIANO BRITO DE LACERDA) sido criados pelos italianos e, eu próprio, residido na companhia de José Miraglia, como se seu filho fosse e estudado, sob suas expensas a partir de primeiro de janeiro de mil, novecentos e cinquenta e quatro (quando eu contava dez anos de idade), até quando ele faleceu, em 1961.

Chefes do Executivo de Ipiaú, no curso dos anos:
Antonio Augusto Sá (1933 a1935) *

Leonel Andrade (1936 a1940) *

Jaime Pontes Tanajura (1940 a1943) *

Agostinho Cardoso Pinheiro (1943 a1945) *

Antonio Lisboa Nogueira (1945 a1946) *

José Borges de Barros Filho (1946 e 1949 a 1950) *

Sandoval Fernandes Alcântara (1946 a1949) *

Pedro Caetano Magalhães de Jesus (1950 a 1951)*

José Muniz Ferreira (1951-1955)

Salvador da Matta (1955-1959)

José Mota Fernandes (1959-1963)

Euclides José Teixeira Neto (1963-1967)

José Mota Fernandes (1967-1971)

Salvador da Matta (1971-1973)

Hildebrando Nunes Rezende (1973-1977)

José Borges de Barros Junior (1977-1982)

Hildebrando Nunes Rezende (1983-1988)

Miguel Cunha Coutinho (1989-1992)

Ubirajara Souza Costa (1993-1996)

José Mota Fernandes (1997-2000)

José Andrade Mendonça(2001-2008)

Sandra da Purificação Lemos de Santana (2008)

Deraldino Alves de Araujo (2009-2016)

Maria das Graças Mendonça (2017-2020)

*Interventores nomeados pelo então Governador/Interventor do Estado da Bahia.

 

José Carlos Britto de Lacerda é advogado


José Carlos Britto de Lacerda comenta cobertura da TV brasileira nas homenagens a Maradona

A “febre maradonal” e o “esquecimento” brasileiro.

Nos últimos tres dias, a televisão brasileira (principalmente da Rede Globo) vem destacando, principalmente nos noticiários, a morte e as homenagens do Povo Argentino a Diego Armando Maradona.

Foram reexibidos lances geniais, por ele realizados, em jogos de futebol, da Seleção Argentina e de clubes que ele defendeu, lances demonstradores de ter sido, ele, um “virtuose” no trato com a bola e “maestro” na campanha da Seleção daquele País que conquistou a Copa do Mundo de 1986, a segunda das duas vencidas pela Argentina até o presente. Mas o povo argentino tem motivos de sobra para homenagea-lo, porque ele esteve presente em grande número de conquistas da chamada Seleção Albiceleste” e, sem dúvida alguma, terá seu nome reverenciado por aquele povo “hermano” durante muitas e muitas décadas porque, ao contrário de nós, brasileiros, os argentinos, assim como muitos outros povos, alimenta a virtude de possuir “memória”.

Eu não posso, ninguém tem o direito de criticar os argentinos pela veneração a Maradona.

Temos, sim é que criticar o comportamento que, nós, brasileiros, adotamos, de “esquecer” aqueles que, em muitas ou em poucas ocasiões, nos causaram alegria, felicidade, orgulho, aqueles que, em algum momento da

História, seja relacionada com a vida administrativa, científica, econômica, política ou esportiva, fez algo bonito, importante, interessante, pela imagem de nosso povo, de nossa nação, de nosso País. Mas acabamos por nos deixar levar pelas notícias negativas, valorizando-as e abandonando as boas lembranças, o bem recebido.

O povo argentino permanece agradecido, por décadas, aos seus benfeitores. Será que podemos dizer o mesmo de nós, brasileiros? Será que nós alimentamos e cultivamos a “gratidão”?

Já não se fala em Mané Garrincha, em Ronaldinho, em Djalma da Guia, em “Aleijadinho”, em Santos Dumont, em Dr. Borges de Barros, em Ayrton Senna, em tantos outros, dos quais muitos têm ruas, praças, travessas, rodovias batizadas com seus nomes, sem que os moradores e usuários sequer se preocupem em perguntar quem foram.

José Carlos Britto de Lacerda é advogado

Os bastidores da nova Câmara de Ipiaú, Picolé, pesquisas e a memória de Prosperino em Ripa na Chulipa

Ripa na Chulipa – José Américo Castro

Vereadores em campanha para a presidência da Câmara

Quatro vereadores reeleitos já demonstraram interesse em disputar a presidência da Câmara de Ipiaú. Três deles são do Partido Progressista-PP-, a mesma sigla que abriga a prefeita Maria das Graças, reeleita com 11.349 votos. O quarto vem do PSD , agremiação que faz parte da base aliada. Robson Moreira, Orlando Santos, Claudio Nascimento e Andreia Novaes, já estão em campanha, mas a tendência é de afunilamento para evitar brechas que facilitem o oportunismo da oposição, o que seria inconveniente para a boa tramitação de projetos govenamentais. A posse dos vereadores e a eleição da mesa diretora da Câmara Municipal de Ipiaú acontecerão no dia primeiro de janeiro de 2021.

Assédio
Os vereadores eleitos pela primeira vez para a Câmara Municipal de Ipiaú estão sofrendo assédios por parte de agentes da oposição para apoiarem chapa que não conta com a integral confiança da prefeita Maria das Graças. A composição hibrida pode abrir brechas que resultem em consequências altamente perigosas para ao moo bom tramite dos projetos governistas na casa. Cristiano, Beto Costa e Ivanildo asseguram que estão atentos ao movimento.

Picolé com Maria
Eleito com 573 votos pelo DEM, o vereador, Milton Costa Cruz, 49 anos, mais conhecido pelo apelido de “Picolé”, voltará à Câmara Municipal de Ipiaú para cumprir o seu segundo mandato. O primeiro foi no período de 2013 a 2016, pelo PMDB, quando recebeu 698 votos na eleição de 2012. Ao contrário de outros candidatos democratas que abandonaram o barco, Picolé se manteve fiel ao líder até a última batalha, No melhor estilo não fugiu da luta, no entanto entendeu que é hora de tomar novos rumos. Na noite da última segunda-feira, 23, se encontrou com Deraldino e anunciou que irá hipotecar apoio à prefeita Maria das Graças, ampliando assim a base de sustentação desta no Poder Legislativo local.

Não derreteu
Picolé usou de sinceridade e obteve a compreensão do antigo líder. Em outras palavras: “não derretou” a confiança que lhe foi depositada. Chega no time de Maria como um homem de palavra, sem o estigma da traição.

Engodo
Quem acreditou nos resultados das últimas pesquisas de intenção de votos para o cargo de prefeito de Ipiaú experimentou profunda frustração. Alguns fizeram vultuosas apostas e se deram mal, perderam dinheiro e até patrimônio. Entraram em depressão ao constatarem que foram enganados.

Desconfiança
De uma pesquisa para outra, em curto espaço de tempo nos deparamos com resultados extremamente esdrúxulos com crescimentos próximos de 10 pontos percentuais em favor de um dos candidatos. Não nos cabe acusar esse ou aquele instituto de “fabricar” resultados para favorecer candidatos à custa da desinformação, falta de ética na apresentação do seu produto ou ainda um crime eleitoral por exploração da boa-fé do eleitor. Porém, o que se ouve na cidade é a desconfiança nos institutos de pesquisa.

Canto das sereias
Em parte, a culpa pode ser creditada e eles (institutos), por inércia na defesa do seu maior patrimônio: a credibilidade. Divulgar números “enxertados” com a finalidade de enganar os incautos e desavisados eleitores, é como o mitológico canto das sereias que é hipnotizante e com um super poder de persuasão. Seduzem os navegantes para as profundezas do mar ou ao encontro de temíveis obstáculos à navegação.

Bltizkrieg
A campanha contra a candidata da situação foi concebida pela turma da gorda oposição, como uma blitzkrieg, ou seja, a guerra relâmpago dos alemães . Adotaram essa tática hitlerista imaginando que o lado atacado não teria o topete e a ousadia de resistir muito tempo. A visão curta do estrategista não permitiu enxergar o que era uma possibilidade óbvia: a formação de uma cadeia de solidariedade em torno do alvo que pretendia atingir, pelo simples fato de que a maioria da população estava disposta a mostrar o seu contentamento com uma gestão de muitas realizações positivas.

Folclore político: de quem é a culpa?
Prosperino W. de Souza, primeiro prefeito do município de Barra do Rocha, no período de 1963/67, exerceu um mandato de moderada expressão política-administrativa ,mas repleto de tiradas folclóricas. Foram estas que lhe possibilitaram celebridade e alicerçaram seu nome na história regional.

A gestão de Prosperino coincidiu com os primeiros anos do regime militar que se prolongaria por 21 anos de autoritarismo e repressão. Ainda se falava nas manobras resultantes do golpe contra a democracia brasileira quando chegou no Rocha um Inspetor de Educação enviado pelo Governo do Estado com a missão de observar a qualidade do ensino neste município.

Devidamente instruído para o cumprimento do seu dever, o servidor estadual adentrou na sala de aula da mais conceituada escola do lugar e após as devidas apresentações começou a sabatinar um dos alunos da classe.

O assunto escolhido foi Historia Geral, com destaque para o Império Romano. Escolhido um aluno o inspetor perguntou quem havia incendiado Roma. O jovem estudante se encolheu todo, fez cara de espanto e começou a chorar. Entre soluços e lagrimas jurava que não tinha sido ele o responsável por tal ato criminoso

Muito chateado com a resposta, o inspetor estadual se dirigiu à professora do garoto e reclamou da deficiência no aprendizado daquela escola. A docente procurou justificar afirmando que aquele não era um dos melhores alunos da sala ,no entanto ele tinha como principal qualidade a sinceridade.” Esse menino não é de mentira. Se está dizendo que não foi ele é porque não foi mesmo! Assegurou a docente.

Irritado com o sucessão de asneiras , o digníssimo inspetor manifestou desejo de falar com a diretora do estabelecimento , mas como esta não se encontrava no recinto ele achou por bem procurar o prefeito.

No gabinete oficial o representante da Secretaria Estadual de Educação relata os absurdos ouvidos do aluno e da professora e, em seguida, pede providencias a Prosperino. Após alguns segundos de reflexão, o chefe do Poder Executivo Barrochense se pronuncia:
– “ Senhor Inspetor, peço um pouquinho de paciência à vossa excelência porque eu vou mandar chamar meu compadre Manoel Muniz. Tenho certeza que ele já sabe quem foi o culpado e vai contar tudo pra nós “.

 

 

O conteúdo deste post é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião editorial do Ipiaú Online

José Carlos Britto de Lacerda reflete sobre ao sofrimento da população negra brasileira desde a escravidão

Por que Dia da Consciência Negra?

Anteontem, dia dedicado à “Consciência Negra” pelo Estado Brasileiro através da Lei nº 12 519, de 10 de novembro de 2011, deveria ser, não de comemoração ou de festa, mas de reflexão e, até mesmo, de luto.

Sim, luto, porque os ancestrais de cerca de tres quartos da população brasileira foram trazidos para cá “a ferros”, amontoados em porões fétidos de navios espanhóis, portugueses e, principalmente, ingleses, como se feras fossem, como se não tivessem o mínimo direito à dignidade e ao respeito humanos.

(mais…)

José Carlos Britto de Lacerda analisa a vitória e a batalha pela vitória eleitoral em Ipiaú

Quando vence o melhor

Em uma competição, é comum a presença de atitudes, comportamentos inconfessáveis e isto ainda é mais frequente quanto a disputa é pelo poder. Ontem chegamos ao final de uma campanha eleitoral, quando tivemos a participação de diversos candidatos, a prefeito e a vereador.

Vimos e ouvimos os estampidos de disparos de ofensas, quase exclusivamente feitos por um desses grupos, predominantemente contra a prefeita, que competia em busca de reeleição.

(mais…)

A mulher do prefeito, os votos de Zé Galinha e a hora da onça beber água em Ripa na Chulipa

Ripa na Chulipa
José Américo Castro

A hora da onça beber água

A Campanha Eleitoral de Ipiaú chega na reta final com perspectivas de fortes emoções no próximo domingo, dia da eleição. Se levarmos em consideração os números de recentes pesquisas a disputa promete ser voto a voto. A adrenalina deve aumentar ainda mais com a abertura das urnas.

Há quem diga que a prefeita Maria das Graças-PP- é favorita nessa corrida , entretanto seu principal concorrente, Alipinho da Doce Mel-MDB- obteve vertiginoso crescimento, colocando-se em condições de surpreender. Isso indica que a diferença dela para ele, ou vice-versa, será bem abaixo das previsões iniciais. De qualquer modo, mesmo sendo derrotado nas urnas, Alipinho sai vitorioso nesse processo.

Obsessão
Alicerçando condições de chegar à Prefeitura, mesmo daqui a quatro anos, o “Gordinho” deixa o ex-prefeito Deraldino Araújo em situação difícil quanto ao futuro político. É quase uma obsessão do pemedebista a ascensão ao Poder Executivo de Ipiaú. Em vista disso vem procurando se apossar do eleitorado de Dera e demais candidatos a prefeito. Alípio prega que é o único capaz de promover a mudança.

Voto útil
A manutenção tentacular de tal ambição, sem contemporizações, contra as alternativas do jogo democrático, pode desaguar em consequências desastrosas, pois “aquele que torna outrem poderoso arruína-se a si próprio”. É recomendado a Deraldino e aos outros postulantes continuar demarcando território e evitar transferir o tal de voto útil que já foi taxado como “a rapa do fundo do tacho”.

Dignidade
O zumbido da mosca azul não atraiu Deraldino para o lado da opulência. Dignamente ele se manteve em resistência com aqueles que realmente lhes são fiéis e certamente serão recompensados por isso.

Fábrica das fakes
Abomináveis, as fake news praticadas por alguns adversários políticos da prefeita Maria das Graças nas redes sociais. Agora eles se voltam contra as ações dos gestores de saúde. Na tentativa de cooptar apoio dos comerciantes espalham que a Prefeitura vai decretar lockdown apósas eleições. Quanta maldade.

Protocolo
A orquestrada e obscura pratica esbarra na claridade da verdade. Ipiaú é um exemplo no combate a pandemia. O município soube adotar os protocolos necessários para conter o avanço do vírus e tem contado com o apoio de toda a comunidade, inclusive dos comerciantes que não se colocam como joguete político.

 

Sob controle
Usa-se de uma pandemia para atingir objetivos eleitorais.

Falta vergonha na cara de quem se utiliza destas práticas da velha política. A população sabe o que está sendo feito, porque todas as ações prezam pela transparência.

A conscientização reflete no apoio à Secretaria de Saúde e às autoridades sanitárias do município.

A taxa de contágio do novo coronavírus em Ipiaú despencou de 85% para 0,1 %, o que indica que está em nível de controle.

O número de ocupação de leitos também caiu, o mesmo ocorrendo em relação à testagem. Tudo isso indica que não existe a possibilidade de uma segunda onda da doença e consequentemente de lockdown, a não ser na mente daqueles que querem espalhar a paranoia para tirar proveito nas urnas.

Buscando mais uma reeleição
Simone Coutinho, Jean Kleber, Orlando Santos, Carlinhos e Jô da AABB formam o grupo de vereadores que já experimentaram reeleição e buscam mais um mandato na Câmara Municipal de Ipiaú. Carlinhos ( José Carlos Bispo dos Santos) lidera a longevidade na casa. Se for mais uma vez reeleito estará no exercício da sua quinta legislatura.

Tendo como principal base eleitoral o distrito de Córrego de Pedras, Carlinhos foi eleito pela primeira vez em 2004 com 542 votos. Em 2008 foi reeleito com 606 votos. Na eleição de 2012 sua votação caiu para 420 votos e em 2016, lhe deram 399 votos.


Corda bamba
Na foto dos vereadores reeleitos em 2016 também aparece a vice-prefeita e ex-vereadora Margarete Chaves. Em 2012, nada menos que 602 votos lhe conduziram até a Câmara, onde bateu firme nas falhas da administração municipal, então comandada por Deraldino Araújo, formando com Orlando Santos e Jô da AABB a vanguarda da oposição.

A sua capacidade de articulação e seu estilo combatente foram decisivos para que lhe conduzissem à condição de companheira de chapa de Maria na disputa pela Prefeitura.

Pouco tempo depois rompeu com a titular do cargo e debandou para a oposição, assessorando seu marido, o vereador Pery que radicalizou de vez contra a gestora. Caso Pery não obtenha a reeleição e a prefeita seja bem-sucedida no processo, o casal sai da linha de frente do confronto.

Os votos goraram
José Fernandes Costa, o popular “Zé Galinha”, teve seus tempos de militante político. Foi um dos fundadores do PT em Ipiaú e depois lançou a proposta de criação do PTD ( Partido dos Trabalhadores Desempregados).

Na eleição de 1991 ele esteve candidato a vereador e adotou marketing criativo para mostrar o seu crescimento junto ao eleitorado e explicitar os principais redutos de sua suposta aceitação. Nessa pegada um jornal da cidade estampou a espirituosa manchete: ZÉ GALINHA TEM VOTO NA RUA DA GRANJA. Talvez por falta de uma melhor assistência ao reduto, os tais votos, iguais a ovos sem a devida incubação, goraram, mas o candidato entrou na história do folclore político do município.

Candidato caô
Da letra da música “Candidato Caô”, de Bezerra da Silva. – Ele subiu o morro sem gravata, dizendo que gostava da raça, foi lá na tendinha bebeu cachaça, até bagulho fumou. Jantou no meu barracão e lá usou lata de goiabada como prato, eu logo percebi é mais um candidato…

Foi lá no terreiro pedir ajuda, bateu cabeça no gongá, mas ele não se deu bem porque o guia que estava incorporado disse: “esse político é safado cuidado na hora de votar, hoje ele pede seu voto, amanhã manda a polícia lhe bater”.

Força ipiauense
O ipiauense Paulo Bonfim, atual prefeito de Juazeiro e candidato à reeleição pelo PT, lidera as pesquisas de intenção de votos neste município do norte da Bahia, embora em encalço esteja a ex-vereadora Suzana Ramos (PSDB).

Na pesquisa estimulada, aplicada esta semana, Paulo somou 36% das intenções de voto, enquanto Suzana teve a preferência de 33% dos entrevistados. Se vencer, Paulo Bomfim comemorará a quarta vitória seguida de candidaturas.

 

O resultado da eleição nos Estados Unidos

A mulher do prefeito
Ante véspera de uma das eleições municipais de Ipiaú na década de 1970.Dois candidatos, um do MDB(Movimento Democrático Brasileiro) outro da ARENA(Aliança Renovadora Nacional), disputavam a Prefeitura.

Noite do último comício: uma das principais praças da cidade estava superlotada pela multidão simpatizante do candidato da ARENA.

Antes do discurso do prefeituravel que encerraria o ato , programaram a fala da sua esposa que já vislumbrava a possibilidade de torna-se a Primeira Dama do município.Apontando para a multidão a entusiasmada oradora arriscou uma profecia:

– Não tenho mais duvida: vocês me deixam na certeza de que logo após a apuração dos votos, estarei dormindo com o prefeito eleito de Ipiaú! Contabilizado os sufrágios foi proclamada a vitória do candidato do MDB e a esposa deste que não tinha papa na língua, tomou uma talagada da legitima pinga de Jacó e no mais popular estilo de quem rir por ultimo rir melhor espetou a pretérita concorrente:

-Cadê aquela outra que disse que ia dormir com o meu marido? O prefeito eleito é ele querida!

Eleições municipais 2020: A eterna infantilidade eleitoral brasileira

 

Ser eleito sem debater com a comunidade (cidadãos contribuintes) as propostas de Políticas Públicas Perenes, a cada pasta de governo: Saúde, educação, saneamento… reduzindo tudo a uma insana disputa de pesquisa eleitoral, marqueteira autopromocional, falsidade ideológica, militar subalterna, familiar tradicional de cabresto, ou, preferência por grupo político cooptado em favores mútuos… É equiparado a um Estelionato Eleitoral.

(mais…)

Final de campanha, polêmica das pesquisas e o discurso de Chupilha em Ripa na Chulipa com José Américo Castro

Ripa na Chulipa

Por José Américo Castro

Reta final: Candidatos aumentam ritmo de trabalho

A campanha eleitoral chega na reta final e deve se intensificar nos próximos dias. Candidatos e apoiadores aumentaram o ritmo de trabalho. Todos querem conquistar os eleitores ainda indecisos e mudar a cabeça dos que já se definiram por um postulante a prefeito e a vereador.

No pouco tempo que resta, os candidatos se esforçam para vencer o cansaço e exibir caras e bocas de vitoriosos nos eventos que promoverão até dias antes da eleição. Nenhum dos prefeituráveis se acha derrotado e fazem tudo para aparecer liderando as próximas pesquisas de intenção de votos.

De agora até o próximo dia 15, todos os candidatos vão evitar desgastes desnecessários e torcer para que os adversários não coloquem cascas de banana em seus caminhos. Eles sabem que qualquer erro agora poderá significar uma derrota nas urnas, ninguém quer ouvir falar em possíveis equívocos nesta reta final da campanha. Se cochilar o cachimbo cai.

Última carreata

Será da prefeita Maria das Graças, candidata à reeleição, a última carreata da atual campanha eleitoral em Ipiaú.

O evento acontece na tarde/noite do próximo sábado, 7, e promete reunir um número record de automóveis. A meta é superar a carreata do candidato Alipinho da Doce Mel-PMDB- que no último sábado, 31 de outubro, envolveu cerca de 500 veículos.

Mendonça à distância

Capricho, prudência ou compreensão, o certo é que fazem mais de quatro anos, duas eleições, que o ex-prefeito José Mendonça não comparece a Ipiaú. Bem que a oposição queria provoca-lo para tirar proveito das suas reações explosivas.

Mas, ele não veio. Está lá em Salvador, na dele, torcendo por Maria, sua amada esposa, sabendo que apesar de polemico fez história com duas excelentes administrações em Ipiaú, ambas fundamentadas nos princípios elementares da transparência e austeridade.

Jogando limpo

Não subestimem Deraldino. O cara ainda tem muita força e muitos seguidores. Seu eleitorado cativo e fiel, pode trazer uma resposta surpreendente. Dentre outras lições desta campanha Dera aprendeu a separar o joio do trigo, conhecer que seus verdadeiro amigos são aqueles que continuam ao seu lado e não debandaram pelo pecado capital.

Deraldino vem jogando limpo, fazendo um trabalho discreto e silencioso, comendo o mingau quente pela beirada. É por aí que mora o perigo. E tem mais: o candidato tem respaldo junto deputado Sandro Regis e ao prefeito de Salvador, ACM Neto (ambos do DEM).

Radiografia

Campanhas eleitorais às vezes revelam faces ocultas que até então estavam sob máscaras bem moldadas. O que parecia manso se mostra agressivo, o que aparentava tranquilidade aparece em desespero. Nesse arremedo, o medo coloca-se em valentia, a aparente humildade transveste-se em arrogância, escancara-se a prepotência. Acham que podem tudo, mas deparam-se com o nada.

Como já disse Raul: “Plunct Plact Zum, não vai a lugar nenhum! Ilusão de Rei Momo cuja chave da cidade só lhe é entregue em feriado de carnaval. A propósito: Se Deraldino for eleito e cumprir a promessa de realizar a Micareta, talvez venha precisar de uma dessas majestades.

Pesquisas
Não adianta discutir. O tira teima da pesquisa vai ser o resultado da eleição. Até lá cada um puxa a sardinha para sua brasa, dizendo seu o dono o dono da verdade… Mais uma pesquisa deverá ser divulgada nos próximos dias.

Cumpriram a palavra
Dos chamados candidatos nanicos, ou seja, aqueles que vem no segundo pelotão da corrida eleitoral, apenas um não cumpriu a palavra de permanecer competindo até o final da prova. Aloisio do Cartório -PSL- (foto) jogou a toalha pouco tempo depois da largada. Foi de mala e cuia para a escuderia azul.

Washington da Caixa-PSB-, Gilvan Barbosa-PSC-, Val da Glut-PTC-, Carlos da Links-Cidadania- e Leliane dos Sem Teto-PSOL-, mostraram resistência democrática e entram na história ipiaúense por serem fiéis aos seus princípios políticos.

A dama de azul
A cidade de Salvador tinha a lendária “Mulher de Roxo’ que transitava na Rua Chile chamando a atenção de todos. Ipiaú ganhou a Dama de Azul que rouba cenas nos eventos do Gordinho e já se autoproclamou arco-íris.

O discurso de Chupilha
Aurenito Henrique dos Santos, o famoso “Chupilha”, marcou época em Ipiaú. Aprontou mais que Pedro Malasartes, enrolou meio mundo de gente, entrou no folclore da cidade.Com tanta artimanha não poderia ficar fora da política ipiaúense. Candidato a vereador, participava de um comício na Rua do Cruzeiro quando, em empolgante discurso, disse:” Vejo esse povo e fico tão emocionado que até sinto arrepios nos cabelos… Antes de completar a frase, um gaiato, ao pé do palanque, gritou:- do c… Sem perda de tempo Chupilha retrucou: ” da tua mãe f.d.p!

 

 

As opiniões deste artigo são de responsabilidade do autor e não refletem necessáriamente a opinião editorial do Ipiaú Online