Comércio aberto com segurança ou falta de consciência do povo: o que causa mais coronavírus em Ipiaú?

Desde a semana passada este debate está circulando na cidade, quando o Ministério Público recomendou que se fechasse novamente o comércio de Ipiaú, devido ao aumento nos casos de covid-19 no município. Alegam que o maior índice de contaminação se deve a reabertura das lojas.

A cada dia, a cidade tem registrado média de 15 a 20 novos diagnósticos da doença. Em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, o IPIAÚ ONLINE teve acesso à informação de que o aumento de casos é diretamente proporcional ao número maior de testes que o município vem fazendo para diagnosticar novos pacientes, o que destaca Ipiaú neste critério de saúde em relação a outras cidades do interior da Bahia.

Por outro lado, quando se vê as lojas abrindo em dias alternados, com todas as medidas de segurança em saúde recomendadas, incluindo totens de álcool em gel e filas externas com distanciamento entre os clientes, o olhar despercebido pode levar a crer que o movimento tem relação com a subida de casos. Entretanto não se pode deixar de registrar que as mesmas filas que preocupam nas portas das lojas já existiam na porta da agência da Caixa Econômica, com o povo em busca do auxílio emergencial.

Enquanto isso, Ipiaú se notabiliza por outro marco negativo: a desobediência reiterada de grande parte da população às normas de segurança para evitar o contágio do vírus. Nos bairros, moradores transitam e se aglomeram sem máscaras em frente a suas residências. Nas roças, aglomerações para festas, inclusive forrozão junino. Aliás, falando em festas, a cidade nesta pandemia virou notícia na Bahia pelo desmonte, realizado pela PM, da primeira e segunda edição da Covidfest.

De qualquer forma, quando se vê tanta gente com máscara no queixo, é preciso pesar na balança para saber se o comerciário que está trabalhando de luvas, máscara e escudo facial realmente tem a maior parcela de culpa na história.

Celso Rommel / Ipiaú Online

O Federalismo Fiscal e a verdade no jogo político sobre a carga tributária brasileira

Governo Bolsonaro, concede isenções fiscais de cerca de R$ 331 bilhões por ano (2020) a classe empresarial, com sérios prejuízos ao orçamento público federal. Cifra maior do que TODA a arrecadação própria dos 5.570 municípios brasileiros juntos. O que se diz impossível de se dar aos municípios (onde vive cada brasileiro), é tratado como coisa sagrada as grandes empresas e setores econômicos.

Inicialmente, precisamos entender a verdade por trás das falácias postas artificialmente, plantadas no subconsciente propositalmente, penduradas na parede da sala, feito imagens de santo católico da idade média, na Era das Indulgências.

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Pastor Carlos César reflete sobre o racismo e caso de homem negro assassinado nos Estados Unidos

“Não posso respirar”

A frase acima foi pronunciada por George Floyd, vigilante negro asfixiado  por policiais brancos nos EUA. Floyd repetiu por 16 vezes, em 8 minutos e 46  segundos que não conseguia respirar. A cena reprisada milhões de vezes em todos os meios de comunicações do mundo, choca-nos e também nos deixa sem
fôlego.

Até quando viveremos num mundo racista, sem amor e sem respeito ao  próximo? O racismo é crime, e portanto, pecado de desamor. Deus ama a todos,  sem preconceito. Assim nós também devemos amar e dar dignidade a todos as  pessoas.

Também não conseguimos respirar diante de tanta desonestidade, de  tanta corrupção. Não conseguimos respirar com tamanha poluição. Não  conseguimos respirar com tanta paixão política partidária. O mundo clama por
ar puro, por oxigênio de amor.

Ainda viveremos asfixiado neste mundo enquanto não cessarem as guerras,  as pandemias, os abusos de autoridades, o privilégio de poucos em detrimento  de milhões. Não conseguimos respirar enquanto o direito for usurpado de quem  tem, em favor de quem não tem.

As últimas palavras de Floyd, infelizmente continuarão sendo proferidas  enquanto não tivermos amor, respeito e não nos importarmos com o próximo.

Roguemos a Deus por mais compaixão, por mais sensibilidade e igualdade  entre as pessoas em todo o mundo.

Pastor Carlos César Januário é coordenador espiritual da 1ª Igreja Batista de Rio Novo, Ipiaú, Bahia

O Paradoxo da Composição – A Parte versus o Todo e a importância dum projeto verdadeiramente socioeconômico inteligente

Antes de mais nada, quais as considerações do que vem a ser paradoxo?

Paradoxo, trata-se de uma figura de linguagem que “funde” (ou confunde propositadamente) conceitos opostos num mesmo enunciado. Desse modo, o paradoxo pode ser descrito como a expressão de uma ideia aparentemente lógica, no entanto, e enfim, carreada do emprego de termos opostos e conflitantes entre si.

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Ipiaú: Aglomerações da clientela preocupam na retomada do comércio

Foto: Adailton Santos

A retomada do comércio de Ipiaú, após 71 dias de fechamento, trouxe alegria e esperança ao mesmo tempo em que trouxe a preocupação com a aglomeração de clientes no centro da cidade.

A Prefeitura Municipal de Ipiaú tem mantido rígida fiscalização, com a contratação de mais 30 fiscais para atuarem na orientação de comerciantes e autuação no descumprimento das regras estabelecidas.

Os comerciantes por sua vez, na grande maioria, tem se esforçado para manter seus estabelecimentos o mais distante possível da linha de contágio.

O único fator que escapa a qualquer previsão é o comportamento da clientela. Mesmo com todas as advertências e campanhas, muitos ainda foram ao comércio sem usar máscaras ou descumprindo o distanciamento, incorrendo no erro das aglomerações.

Algumas cenas  vistas no primeiro dia de reabertura causam o temor da possibilidade de aumento de novos casos de covid-19, especialmente  em uma cidade que caminha para os trezentos diagnosticados no total, entre ativos e curados.

Os próximos dias serão vitais para que saibamos se as medidas de proteção em saúde implementadas nas lojas darão resultados.

Se der certo, o projeto de reabertura de Ipiaú poderá se tornar um exemplo para a Bahia.

É uma questão que a classe comercial observa com grande ansiedade, especialmente lembrando de recentes experiências negativas em cidades como Feira de Santana e Jequié.

Para evitar a repetição do mesmo cenário, a conscientização de todos, inclusive da clientela, ainda é a melhor opção.

Celso Rommel / Ipiaú Online

José Américo comenta a adesão ao uso de máscaras em Ipiaú

 

Cresce o número de pessoas usando máscaras e admitindo o isolamento social. Por força de Decreto de Lei, por medo do bicho invisível, pela vontade de continuar vivendo, o povo tá aderindo às mascaras, cobrindo o rosto, ficando em casa.

Ainda assim têm aqueles estupidamente teimosos que insistem em desafiar o perigo, meter o dedo no nariz, coçar os olhos, ser conivente com aglomerações de pessoas, mostrar a cara de pau, num exibicionismo cínico e pervertido.

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Sim, há coisas positivas sobre a covid-19

O professor e mestre em Literatura Sergio Marcone da Silva Santos analisa no IPIAÚ ONLINE que lições podem ser tiradas desta pandemia que tem tirado o sono da humanidade.

Leitura importante em tempos de aflição. Confira:

Estamos vivendo momentos muito difíceis desde que a pandemia da covid-19 tomou conta do mundo. De uma hora para outra, perdemos certezas quanto a empregos, à renda, a respeito das relações, depois que tudo passar, se serão as mesmas, enfim, de repente, não mais que de repente, coisas que pareciam sólidas tornaram-se dúvidas das quais não sabemos ainda o desfecho.

No entanto, é possível tirar algumas lições positivas de tudo isso, acreditando que uma moeda sempre tem dois lados.

Convido você, junto comigo, a fazermos algumas reflexões sobre esse momento tão devastador quanto importante. Vamos lá?

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Coronavírus: Ipiauenses nos bairros ignoram medidas de proteção

O pesadelo de qualquer infectologista é a chegada da Covid-19 às populações de baixa renda. O vírus, altamente contagioso, a princípio atingiu a classe A e B, que trouxe ao Brasil a infecção depois de viajar a Europa.

Para os especialistas, a próxima e mais temida onda deve afetar agora as camadas mais carentes da população, o que poderia levar a uma crise de proporções inimagináveis, fazendo o Brasil pagar caro por ter mantido a maior desigualdade social do planeta durante décadas.

Em países com maior controle do sistema de saúde ( como Estados Unidos, Itália, França e Espanha ) o número de vítimas fatais tem sido alarmante, mesmo com todas as recomendações sendo seguidas.  E as recomendações são simples: ficar em casa, evitar aglomerações, lavar bem as mãos e usar máscaras.

Ipiaú segue com dezoito casos. Para uma cidade de cerca de cinquenta mil habitantes é muito. Haja vista que em Jequié, cidade com quase três vezes este contingente populacional, o número de positivos para o novo coronavírus é de 22. Em Vitória da Conquista, com duzentos e sessenta mil habitantes,  21.

Enquanto isso, em qualquer passeio pelos bairros mais populosos da cidade, o que se nota facilmente é que grande parte da comunidade não parece acreditar no risco, mesmo com a série repetida de avisos nos meios de comunicação.

No centro da cidade muita gente vai de máscara – até porque há uma recomendação através de decreto para isso – mas nas periferias, talvez por acreditar que estão a salvo no seu próprio ambiente, as pessoas se aglomeram nas portas das casas em alegres bate papos, sem o uso das máscaras indispensáveis nesse momento.

O que precisaria ser feito para que mais gente adotasse definitivamente as medidas de segurança recomendadas, evitando uma disseminação sem controle?

O risco é iminente. E o aviso estamos repetindo mais uma vez.

Ipiaú Online / Celso Rommel


Ipiauenses que não conseguem ficar em isolamento social geram risco maior de contágio

A cidade de Ipiaú já conta com cinco casos confirmados de Covid-19, oito ao todo na região. Neste meio tempo os moradores se encontram mantidos em sua casa em situação de isolamento social correto? Errado. Embora muitos obedeçam as determinações de saúde, uma grande parte simplesmente não consegue abandonar a rotina.

No final de semana a polícia teve de ser chamada para pôr fim ao popular Baba do Arara, no areião do Rio das Contas. Os praticantes de futebol simplesmente se juntaram para bater uma bolinha, como se nada estivesse acontecendo na Bahia, no Brasil e no mundo. Como se Ipiaú fosse uma cidade imune por direito.

Estamos no período considerado pelo Ministério da Saúde como pico da epidemia, entre os dias 6 e 20 de abril. É neste período que deverão ocorrer a maior parte dos contágios e um aumento crescente nos casos confirmados. O objetivo é manter o isolamento social para evitar que a pequena porcentagem de casos graves da doença precise utilizar serviços dos hospitais todos ao mesmo tempo, entupindo as UTIs. 

Fila para agência bancária na Praça Rui Barbosa na manhã desta segunda-feira (06)

O ministro Luiz Henrique Mandetta já advertiu que o sistema de saúde do país, com a procura que está ocorrendo, só resiste mais quinze dias antes de travar.

Um vídeo circula na internet mostrando situação em país vizinho do Brasil, o Equador, onde os mortos são deixados nas calçadas por falta de ambulâncias que possam fazer a remoção.

No Hospital Geral de Ipiaú só dispomos de oito leitos de UTI com ventiladores de respiração.

Enquanto isso, alguns ainda continuam mantendo aglomerações e quebrando o isolamento simplesmente porque “não tem paciência para ficar parado em casa” ou porque acreditam que “coronavírus não pega tão fácil assim”.

Celso Rommel / Ipiaú Online

Ipiaú pode aumentar medidas de isolamento para evitar o vírus?

Com medidas importantes que ganharam destaque estadual ( como o call center Disk Covid, trazendo atendimento público direto à comunidade ), o município de Ipiaú na gestão Maria das Graças tem ganhado repercussão na luta contra o coronavírus. A cidade não tem caso oficiais registrado até agora e o comércio está fechado por 15 dias.

Chama a atenção entretanto algumas brechas que poderiam ser tapadas, na intenção de não deixar espaço para que a doença apareça. Uma delas é a manutenção da feira livre do Centro Comercial José Motta Fernandes aos finais de semana, ao contrário do que já acontece em várias cidades do mesmo porte no interior da Bahia, inclusive cidades vizinhas como Ibirataia e Jequié.

Apesar de ser indispensável para o ganha pão do homem do campo, a feira é ponto de aglomeração de pessoas, clientes e comerciantes. A redução no horário de funcionamento ou a distância entre as barracas são meros paliativos para uma possível transmissão da doença.

Outra brecha é aglomeração de pessoas nas agências bancárias e supermercados. Indiferentes ao fato de que a proximidade física se constitui no maior risco de transmissão, cidadãos fazem filas nos bancos e nos caixas de mercado. Uma medida importante seria o estabelecimento de distância mínima entre cada cliente, com fiscalização das autoridades.

Vale a pena lembrar: na vizinha Jequié o município registrou um caso confirmado e, de um dia para o outro, dobraram os casos suspeitos.

O desafio da gestão modelo da prefeita Maria no combate ao vírus é evitar que algo do tipo possa acontecer por aqui.

Celso Rommel / Ipiaú Online

“Essa epidemia simplesmente não existe”, diz Olavo de Carvalho sobre o Coronavírus

O escritor Olavo de Carvalho, “guru” da família Bolsonaro, afirmou em uma transmissão ao vivo no Youtube neste domingo (22) que não há nenhum caso confirmado de morte por coronavírus no mundo. Segundo ele, a epidemia seria “a mais vasta manipulação de opinião pública que já aconteceu na história humana”.

“Você não tem um único caso confirmado de morte por coronavírus”, disse Olavo. “Para confirmar, você precisa fazer o exame de cada órgão do falecido, e onde que fizeram isso? Nunca fizeram nenhum. É a mais vasta manipulação de opinião pública que já aconteceu na história humana. Parece coisa de ficção científica. A experiência de 72 anos de vida me mostra que em geral a verdade é inverossímil. O que as pessoas esperam que aconteça não acontece e o que acontece é o que elas não esperavam, então elas não acreditam que está acontecendo.”

De acordo com o Ministério da Saúde, só no Brasil foram registradas 25 mortes e 1.546 casos confirmados da doença. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS), contabiliza mais de 294 mil casos no mundo e mais de 12.784 mortes.

IstoÉ

Você sabe mesmo o que é a verdade?

Supostamente, coloque-se no lugar de um juiz, na condição de julgador duma lide, entre as partes. Cada parte, naturalmente, produzirá, sustentará e representará em simulação ideológica, sua versão dos “fatos”. Inclusive, com produção seletiva das “provas”, baseado em suas próprias crenças e interesses.

Na posição e condição de juiz, este retrato cenográfico, arranjado pôr conta e risco das partes, ou ainda, por orientação de arrumação profissional dum advogado… a esta altura, a “verdade” produzida já estará embalada, prestes a enfrentar uma classificação matemática do processo decisório, via direito material, bem distante, e, na corda bamba, entre Direito e Justiça.

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A pergunta que incomoda: comerciário tem direito a isolamento para evitar coronavírus?

Em todo o mundo a pandemia do covid-19 continua provocando desde curiosidade médico/científica até pânico ou “histeria”, como disse o presidente Bolsonaro.

Fato é que a principal recomendação para o momento no Brasil, a fim de evitar situações de descontrole que hoje se reproduzem na Europa, é a de ficar em casa.

Em Ipiaú, bem como em toda a Bahia, as escolas em geral decretaram suspensão de atividades por um prazo mínimo de dez dias. A mesma paralisação foi anunciada nesta quarta feira (18) pelas igrejas evangélicas.

Com todo mundo se fechando em casa para evitar a disseminação do temido vírus, o prejuízo para a atividade econômica é considerado a essa altura incalculável. Há países destinando parte do orçamento depositando uma renda mínima, ou ‘voucher’ ( a fim de manter o básico da atividade comercial ) para as famílias dos trabalhadores informais que estão sendo obrigados a parar . No Brasil o governo já anunciou 200 reais para cada família.

O que nos remete ao fato de que está chegando a hora de se discutirmos um assunto incômodo, mas inevitável: comerciários terão direito ao isolamento proposto pelo Ministério da Saúde? Justamente os comerciários que atendem ao grande público sem ter como adivinhar quem é positivo para covid-19 e quem não é?

Sabemos que se o comércio pára, a atividade econômica do país entra na UTI e esse é um pensamento que causa arrepios a todos. Mas se os comerciários, ou seus familiares, adoecerem o comércio também não teria de parar por falta de mão de obra?

Na Itália, a primeira ordem de isolamento, antes da doença se tornar epidêmica, foi tratada por grande parte da população como um período divertido de férias, com casas de shows e praças lotadas todos os dias da semana. Hoje aquele país vive um momento de dor com milhares de mortes e falta de respiradouros nos hospitais, onde os médicos precisam, pela falta de equipamentos e remédios, decidir quem vai viver ou morrer.

Não há ainda tratamento adequado para o novo coronavírus, daí o medo generalizado. Para piorar, na região de Ipiaú os leitos de UTI são raros.

Uma parada radical agora poderia evitar muita lágrima num futuro próximo. Senão, oremos.

Celso Rommel / Ipiaú Online

Falta de inteligência coletiva é a provável grande culpada pela atual situação financeira da economia cacaueira de Ipiaú e região

Conforme últimos dados a que tivemos acesso, junto ao Banco Central do Brasil, a situação econômico-financeira das 4 agências bancárias de Ipiaú, consta o seguinte:

A dívida rural de Ipiaú, atingiu o patamar recorde dos R$ 25,5 milhões. Só de juros a cidade deverá desembolsar algo em torno de R$ 1,6 milhões em 2020, cerca de 12% da recita bruta da lavoura do cacau, o equivalente a 60% da margem de contribuição da lavoura ipiauense. Daí, podemos concluir o porquê da alta taxa de inadimplência no pagamento das dívidas rurais, além do exercício simulado da pressão (chororô) de quem está acostumado a não precisar honrar com tal compromisso (o chamado choro contratado via deputado correligionário S/A).

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Você sabe o que é a função social dos contratos e das leis?

Diz-se que o brasileiro não lê contrato quando assina, por preguiça e falta de costume da leitura mesmo. Porém, o que de fato esta por traz deste comportamento de força-vício neural, é para que quando cobrado, alegue de pronto que não tinha ciência da regra. Uma espécie de analogia a auto interpretação dos mandamentos bíblicos, onde se crer que: – “se eu não sabia previamente, então não é pecado”.

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