Postos de combustíveis cortam vagas e demitem 600 funcionários na Bahia

A gasolina tem sido um assunto constante no ano de 2018. O preço do combustível vem subindo recorrentemente por decretos do governo, o que vem causando revolta da população. A insatisfação atingiu o seu ápice em maio, com a realização da greve dos caminhoneiros que paralisou as rodovias do Brasil.

A greve, que foi nacional, modificou a rotina dos brasileiros e a economia do país, por conta das estradas bloqueadas que impediam a chegada dos combustíveis as bombas dos postos. A paralisação terminou após 11 dias de bloqueios, mas a gasolina continuou subindo. Um dos efeitos da greve dos caminhoneiros foi a demissão de funcionários de postos de gasolina, pelo menos é o que afirmam os donos dos postos. Foi divulgado que cerca de 600 funcionários dos postos de gasolina da Bahia foram demitidos no primeiro semestre do ano. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis da Bahia (Sinposba), cerca  de 200 demissões aconteceram nos últimos dois meses.

A justificativa  dos donos de postos para as demissões são o aumento da carga tributária e a redução das vendas de gasolina.  A gasolina pode pesar ainda mais no bolso do consumidor a partir de amanhã. É que o preço de pauta sobre o qual é calculado o ICMS dos combustíveis terá aumento na Bahia. A   gasolina comum passará de R$ 4,540 para R$ 4,680. De acordo com o Sindicombustíveis, este reajuste na carga tributária vai refletir no aumento do custo de aquisição do produto e pode impactar no preço do combustível na bomba.

Correio


Greve de caminhoneiros faz mês de junho ter maior inflação em 23 anos

A mobilização dos caminhoneiros que paralisou o Brasil fez subir a inflação de junho, apontou nesta sexta-feira (6) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O IPCA, índice oficial de inflação no país, teve alta de 1,26%, na maior alta para o mês de junho desde 1995. Considerando todos os meses, foi o maior índice desde janeiro de 2016. Em maio, a inflação havia sido de 0,4%.

Pesquisas das agências Reuters e Bloomberg apontavam que a expectativa de analistas era de alta de 1,28%. Habitação (2,48%), transportes (1,58%) e alimentos (2,03%) respondem por cerca de 60% das despesas das famílias e sua variação puxou para cima o índice de junho.

Além da alimentação, a mobilização de caminhoneiros também teve impacto no segmento de transportes, mais precisamente nos combustíveis. A gasolina subiu 5% em junho, enquanto o etanol teve alta de 4,22%. Houve quedas, contudo, no diesel (-5,66%) e nas passagens aéreas (2,05%), mas sem força para reverter as altas da gasolina e do álcool. (mais…)