Camaçari: Deputados planejam acampar em fábrica da Ford para mobilizar contra fechamento da empresa

Após o anúncio do encerramento de produção de veículos da Ford e fechamento da fábrica no município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), na manhã desta terça-feira (12), o deputado estadual Pastor Isidório Filho (Avante) e o deputado federal Pastor Isidório (Avante) estão no local da empresa planejando acampar para chamar a atenção contra o fechamento da empresa.

O parlamentar federal baiano pediu a intervenção do presidente Jair Bolsonaro no caso e crava que “doido é ele”. “Alguns dizem que sou maluco tentando me humilhar e outros de forma carinhosa, como são os meus patrões, os eleitores, mas desde antes das eleições fui a favor que prefeitos e governadores sentassem para tomar decisões sobre essa situação. É uma tragédia isso, a Ford foi instalada com diversos subsídios sobre impostos fiscais, falo de dinheiro e agora eles não podem dizer que vão embora e jogar o profissional fora. É o momento de deixar esquerda e direita, desarmar questões partidárias, dizem que sou doido, mas doido é ele [o presidente], se permitir que aconteça isso”, disparou Isidório.

O Isidório pai declarou que a partir de hoje vai montar um acampamento em frente á fábrica e só vai sair quando o assunto for resolvido. “Vamos fazer uma vigília para desarmar qualquer ferramenta do diabo nessa situação, Deus não vai permitir. Amanhã seguiremos com empresário e o sindicato, instrumento legítimo na defesa do trabalhador para a governadoria, sei que Rui Costa, Jacques Wagner e Ângelo Coronel estão tratando disso com uma frente para dialogar com as partes interessadas”, informou.

O deputado estadual Isidório Filho (Avante) lamentou que, além dos 12 mil empregos diretos gerados pela Ford, pelo menos, 60 mil indiretos também serão prejudicados. “A pandemia já tirou tanto os sustentos das famílias baianas e brasileiras, agora vão acordar sem seu trabalho. Há mais de 20 anos a Ford está na Bahia com todo suporto, isso nada mais é que o capitalismo contra os trabalhadores, já que uma empresa desse porte sai do país e vai para outro em busca de incentivos e os profissionais como ficam? Será que é só ganhar por ganhar, o quanto essas fábricas já ganham aqui e em todo o país… Precisamos de medidas urgentes da Câmara e Alba”, explicou.



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