Bruno Reis cobra agilidade em decisão sobre o Carnaval e põe Réveillon em xeque

 

O prefeito de Salvador Bruno Reis (DEM) voltou a cobrar agilidade do governo do estado para a definição da realização do Carnaval de 2022. Após ter afirmado que esperava por uma reunião com o governador Rui Costa (PT) para tomar uma decisão conjunta, o gestor da capital baiana disse que tal decisão precisa ser tomada, mesmo que sejam imputadas condições para que a festa de fato aconteça.

“Fatalmente temos que tomar essa decisão agora, neste mês, para dar tempo de organizar. Terá que ser uma decisão condicionada e se lá na frente ver que temos números com condição, vamos ter Carnaval. Se não, não vai ter. Mas tem que ser feita alguma coisa”, pontuou nesta terça-feira, 9.

Ainda de acordo com o prefeito, caso a decisão não seja tomada brevemente, Salvador pode sofrer com um êxodo de artistas, e de soteropolitanos, para outras cidades e ter uma folia esvaziada caso tome uma decisão tardia.

“Se não for feito o Carnaval aqui, sabe o que ocorre na prática? Outros lugares vão fazer, artistas vão correr para se apresentar lá, quem tiver condição de viajar para fora, vai. Se pegar Covid lá, vai trazer de volta pra cá. Tudo tem que ser levado em consideração”, ressaltou.

Réveillon

O Festival da Virada, tradicional festa de Réveillon de Salvador e de organização da esfera municipal, também está com sua execução em xeque por conta da falta de patrocinadores.

De acordo com o prefeito, com menos de 50 dias para a virada do ano, o prazo começa a parecer curto para fechar parcerias privadas e caso isso não ocorra, a festa não será realizada.

“Sempre tivemos uma política onde o setor privado assumia a despesa. A essa altura, é difícil buscar um patrocinador para um evento daqui a 45 dias, até porque tem todo um trabalho de marketing que é importante e que justifica o dinheiro investido por um patrocínio. Se não tiver um patrocinador para pagar a festa, não tem como ser feito”, pontou.

O prefeito afirmou também que as condições sanitárias continuam sendo o fato “mais importante a ser considerado” para a realização de eventos na cidade e citou que os números da pandemia continuam em queda.

“Os números estão caindo pelo avanço da vacinação. Temos 80% da população com a segunda dose e os números de ocupação de leitos são baixíssimos”, concluiu.

A Tarde