Brasil: Um país eternamente ameaçado por FANTASMAS nas disputas econômicas REAIS

Num breve apanhado histórico, podemos constatar o óbvio: Há séculos, grupos políticos de interesse, criam repetidas novelas e simulacros como pano de fundo, em distração, enquanto o povo é empurrado a se dividir, e se digladiar em torcidas (desorganizadas) a exemplo das insanas e violentas torcidas de times de futebol… enquanto o esquema e a carnificina rola solta por trás das cortinas, nas disputas econômicas reais. É inacreditável como bem funciona a velha fórmula!

É uma fórmula-esquema que sempre deu certo! E de vez em quando, joga-se um, aos leões, para distração geral. Eles vibram… É um espetáculo! Mas, uma característica salta aos olhos em comparação ao comportamento dos nosso líderes se comparados com líderes de demais países ricos. Enquanto o povo desenvolvido age com inteligência e cooperação para proteger o que é seu, os nossos líderes operam, como corretores, EMBAIXADORES (amigos do rei), para entregar de mão beijada o que é nosso, (felizes da vida por cumprirem a missão subserviente); senão, vejamos:

Guerra de Canudos

Por exemplo, este colossal equivoco foi engendrado para combater a “ameaça” vermelha comunista, quando se instaurou o conflito armado que envolveu o exército brasileiro e membros da comunidade sertaneja do semiárido baiano, grupo sócio-religioso liderado por Antônio Vicente Mendes Maciel (vulgo Antônio Conselheiro), em Canudos-BA. Confrontos acorrido entre os anos de 1896 e 1897, que após o “glorioso” exército nacional ter tomado 3 paus, conseguiu enfim, destruir por completo a pobre comunidade e levar a morte a maior parte dos cerca de 25.000 habitantes famintos, do pobre lugarejo. A elite carioca comemorou a derrocada. – Uma ameaça ao nosso regime, diziam a época. Comunistas, vagabundos – gritavam pelas ruas! – Temos que acabar com essa ameaça ao Brasil.

   

Guerra do Paraguai

Contra outra “ameaça” vermelha comunista, fez-se necessário instaurar um conflito armado internacional na América do Sul, para combater uma “potência” emergente – o Paraguai (que a época mantinha fazendas comunitárias de pequenos agricultores). Se hoje o Paraguai é o que é, imagine naquela época?  Quando se formou a Tríplice Aliança, composta pelo Brasil, Argentina e Uruguai, diz-se, a mando da Inglaterra. A guerra estendeu-se de dezembro de 1864 a março de 1870. No dia 1º de março de 1870, as tropas deram fim ao presidente daquele relutante país, nas barrancas do arroio Aquidabanigui, após ele recusar-se à rendição, lutando até a morte. Depois de matá-lo de forma “exemplar”, as tropas brasileiras ficaram eufóricas, e saíram assassinando civis, pondo fogo em acampamentos e matando feridos e doentes que encontravam pelo caminho de volta. Em verdade, não era esse o desejo do imperador D. Pedro II, homem letrado de consciência antropológica, que preferia ter o troféu de Francisco Solano López preso, e não morto. No Rio de Janeiro, o fato foi muito comemorado pela elite e o imperador recuperou sua popularidade que havia sido abalada pela dispendiosa guerra. Para a guerra simbólica, ideológica, o exército brasileiro, covarde que só, usou além das “potências” vizinhas, convocando à infantaria: Os escravos (aos quais lhes prometeram alforria, ao cabo), civis e até crianças. Covardes, picaretas, politiqueiros miúdos, heróis de quartel via propaganda estatal ilusória!

Intervenção Militar 1964

Outra “ameaça” vermelha comunista foi contida pela Ditadura Militar, regime instaurado em abril de 1964 e que durou mais de 2 décadas, até março de 1985, sob comando de sucessivos governos militares. Nenhum com experiência prévia político-administrativa consistente… em verdade, de caráter autoritário e pseudo nacionalista. Teve início com o golpe militar que derrubou o governo de João Belchior Marques Goulart, o então presidente democraticamente eleito pelo povo. Fato também comemorado pelas senhoras católicas de saias pretas e rosários, da elite paulistas.

O golpe de 64, já estava agendado pela CIA-EUA para acontecer em 1954, (conforme já provado atuação e interferência) e teve de ser adiada por 10 anos sob risco de comoção social, depois da heroica atitude de Getúlio Dornelles Vargas que veio a se suicidar como último recurso político capaz de acordar e mobilizar o povo na defesa dos interesses nacionais. Em verdade, o que estava em jogo, era as nossas reservas em petróleo, minérios e mercado interno, além da implantação de um regime que mais tarde veio a ser implantado em toda a América Latina, com a criação dos Bancos Centrais. (Esquema financeiro fraudulento de usurpação “invisível” da riqueza financeira de um povo, através do pagamento constante de juros, remessas de divisas ao exterior, operação combinada na arbitragem cambial e controle do crédito, capaz de vulnerabilizar a economia local, oferecendo o ponto de compra ou de venda de ativos estratégicos de um país. Especulação).

Governo Collor e FHC

Outra “ameaça” vermelha comunista foi postergada com a rejeição do então candidato originário de movimentos sindicais, do ABC paulista, aliado a intelectuais universitários e pastorais e artistas, além da própria classe trabalhadora e micro empreendedores, em especial, os pequenos agricultores, que desde 1989 vinha disputando as eleições presidenciais, quando foi taxado de Sapo Barbudo que iria comer as criancinhas vivas, fama atribuída pelo ex-presidente, que logo veio a ser deposto por práticas de corrupção, Fernando Collor de Mello, em oposição, enredada pela Rede Globo (conforme depoimento público de Boni), ao líder dos trabalhadores e consequentemente, pobres nacionalistas.

Desta época nos restou: a liberdade de remessas de recursos financeiros ao exterior, a desoneração das exportações (que quebrou as finanças de alguns estados e municípios exportadores), a isenção de impostos sobre o lucro líquido distribuídos aos sócios, o abatimento de juros sobre capital próprio na apuração de impostos de grandes CIAs, a privatização (inclusive financiada pelo BNDES) o PROER e PROES (salvação de bancos falidos, com uso de recursos públicos), “controle” da inflação as custas de arrocho salarial e de preços irreajustáveis em contratos de fornecedores públicos, que passou a ser corrigido anualmente, escabrosos incentivos fiscais, super valorização artificial da moeda nacional (que quebrou a indústria brasileira), aumento da carga tributária somente federal em cerca de 50% (em taxas nominais, via contribuições sociais, e criou consequentemente a manobra da DRU) com isso, empobreceu brutalmente, relativamente os Estados e municípios.

Só a dívida pública interna cresceu a um ritmo médio de 24,8% ao ano no primeiro mandato de FHC, subindo de R$ 43,5 bilhões, em 1995, para R$ 188,4 bilhões, em 1998. Hoje, está herança já bateu a casa dos 5 trilhões. As manjadas intervenções implantadas no mercado de câmbio chega a consumir R$ 130 bilhões em apenas 1 ano.

As manobras institucionais inconsequentes nas eleições 2018

A guerra das Fake News travada com o discreto suporte digital de inteligência artificial, vinda do Chile, Israel e EUA, dirigindo maciço ataque ao partido dos trabalhadores, (mais cotado até então) classificando-o como generalizado partido de corruptos (tudo baseado pela operação Lava Jato) e mais uma vez, tudo corria como mais uma ameaça comunista; resultou no convencimento de 39% dos eleitores que votaram no candidato do novicíssimo PSL (partido Uber de última hora). Grande evasão eleitoral, quando mais de 1/3 dos eleitores, em especial, a camada mais pobre, desiludida por ter seu candidato original preso, as vésperas do pleito. Ao final, o país que era até então dividido entre ricos e pobres, acabou revelando as faces territoriais da pobreza, estabelecendo desde então, as partes e suas posições geográficas: Nordeste versus Sul-Suldeste do país, numa profunda divisão política. Chegamos a imbecilização da política debatendo o inútil, o irrelevante e infantil! Neocolonialismo implantado a força no subconsciente do cidadão comum.

Caso concreto

Por fim, chamar a atenção de 6 importantes observações:

1)    O Brasil não é um país originalmente pobre. Mas seu povo continuará por muito tempo ainda, pobre. Dado a baixa capacidade de entendimento da Economia, real e financeira. E fundamentalmente, do jogo político-partidário por trás das propagandas ideológicas e eleitorais de muitos malandros marqueteiros políticos trapaceiros;

2)    O Comunismo acadêmico, foi uma criação Britânica, artificial. (O Manifesto do Partido Comunista foi originalmente lavrado na academia em Londres, com fulcro a se criar uma espécie de bicho papão aglutinador da direita conservadora financista, fascista). Comunista mesmo, no Brasil? Mas nem os índios da era colonial, pois, como bem demonstrou o jornalista Jorge Caldeiras, até estes, eram pequenos grupos de empreendedores que comercializavam, via troca, seus produtos. Logo, quem ainda cai nestas balelas em favor deste ou daquele candidato, ou partido e ideologias (contra ou a favor), não passa de trouxa. Seja na acusação ou defesa destes;

3)    No Brasil só há de fato 2 partidos e ideologias: O que está no governo, e, o que está fora do governo sofrendo suas agruras do mandatário perverso da vez;

4)    A mídia [COMUNICAÇÃO] seja na guerra ou em campanha eleitoral, é o mais importante meio e instrumento, (verdadeiro arsenal de guerra) a nos bombardear diariamente nos conduzindo a atenção para fora do foco essencial. Portanto, desconfie, meça, avalie e não compartilhe o que você não sabe ou não tem certeza da veracidade, intensão e procedência. Você pode estar sendo usado e nem percebe;

5)    Se é verdade que devemos nos anular para receber o capital estrangeiro, por que antes, não usamos os R$ 1.049 trilhões travados contabilmente na STN ou internalizamos parte dos nossos R$ 1.45 trilhões alocados em títulos do governo americano?

6)    Por que “nós mesmos” fixamos estas enormes bolas de ferro, em nossos próprios pés, em detrimento do nosso auto desenvolvimentismo?

Abaixo uma tabela do relatório anual da Extração e Comercialização dos “nossos” principais minérios. Tudo legalizado via sistema de controle do Ministério de Minas e Energia, do governo federal. Veja com atenção, por exemplo, aqueles que são extraídos no seu estado, perto de você.

 

Signatário Elson Andrade – arquiteto, urbanista, empresário e pós graduando do Instituto de Economia da Unicamp.

Para os mais astutos, sugiro assistirem ao vídeo abaixo, como reflexão complementar a leitura.