Baianos reagem à ameaça velada do governo Bolsonaro de retaliar Ford em Camaçari

Alguns políticos baianos se pronunciaram sobre a ameaça velada de retirada de benefícios federais a unidade da Ford em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, por meio de incentivos tributários e pela recente prorrogação do regime especial automotivo do Nordeste até 2025.

O presidente do Podemos no estado, deputado federal João Carlos Bacelar, teme que a proposta do ministério avance e tenha impacto na fábrica da Ford em Camaçari, com a suspensão de benefícios federais, o que levaria a empresa a reavaliar o interesse de continuar operando na Bahia.

O parlamentar propõe que as forças políticas do estado se unam para blindar a cadeia automotiva, responsável por cerca de 60% dos empregos no Polo Industrial de Camaçari. “Esse governo inoperante resolve agora ameaçar acordos industriais, em vez de apresentar projetos que gerem emprego e renda. A turma de Bolsonaro pode tentar interferir no ABC paulista, mas na Bahia, não. Acredito que as lideranças políticas do nosso estado, independente de cor partidária, vão se unir para evitar qualquer tipo de interferência na Ford em Camaçari, tendo à frente o governador Rui Costa. Acompanhei de perto o processo de instalação e sei da importância da fábrica para os baianos”, declarou”.

Já o senador Angelo Coronel (PSD) criticou a possível retirada dos incentivos federais. “Se a Ford desativar em São Paulo, a unidade da Bahia não deve ser prejudicada. Vamos lutar pra evitar que a Bahia venha a sofrer retaliações”, disse em sua página no Twitter.

O deputado federal Josias Gomes (PT) disse que a montadora de veículos tem condições de traçar “um plano estratégico para viabilizar a sua permanência na Bahia”

“A multinacional norte-americana exigiu bilhões de reais em isenção fiscal para instalar a sua operação em Camaçari. Tanto o Estado quanto o Governo Federal compactuaram com as condições impostas pela Ford. A empresa não pode simplesmente transferir todo o ônus para esfera pública e os trabalhadores”, pontuou.

BN