As tretas da política, os bastidores e causos em Ripa na Chulipa, com José Américo Castro

 

Pronto para voltar
O candidato a prefeito de Ipiaú, Alípio Oliveira (MDB) prepara-se para voltar ao contato com o eleitorado. Ele esteve afastado em decorrência de ter sido contaminado pelo novo coronavirus , fato que exigiu seu internamento no Hospital Aliança, em Salvador, para tratamento médico. Agora é passar “sebo nas canelas”, e buscar recuperar o tempo perdido.


No topo
Prevalecendo a atual configuração da política ipiauense, a prefeita Maria das Graças (PP), candidata à reeleição, estará no topo da disputa eleitoral. Na maioria dos redutos seu nome continua leve, sem o desgaste que imaginava a oposição quando as peças começaram a ser movimentadas no tabuleiro do jogo. Resistindo aos bombardeios, Maria segue em frente, acreditando no seu taco e estudando cada passo dos adversários. Não demora muito para aparecer uma pesquisa mostrando como está o quadro.

Os outros
Os três que estarão no podium, todo mundo já sabe. O que ainda se precisa saber é quem poderá ser o quarto mais votado e quem ficará na rabada. Candidato sempre acha que tá de boa, pois eleitor não nega a nenhum deles promessa de voto. É na apuração que aparece a decepção.

 


Barra do Rocha
Definido o nome do novo candidato a vice-prefeito, na chapa encabeçada pelo médico José Luis. Trata-se do comerciante e ex-vereador Odenilson Souza, mais conhecido pelo apelido de “Ode”. Ele é filiado ao MDB e já exerceu dois mandatos na Câmara Municipal de Barra do Rocha. “Ode” entra na chapa em substituição ao ex-prefeito Jonatas Ventura cujo registro de candidatura foi indeferido pelo TSE, com base na Lei da Ficha Limpa. Coube a Jonatas a indicação do nome de “Ode”, após uma consulta às bases.


Artista
Campanha de artista é outra coisa. Tá sempre em cartaz e segura o reggae.


Pelé e Veras
Pelé, Edson Arantes do Nascimento, o eterno “Rei do Futebol”, comemora 80 anos de idade, nesta sexta-feira,23. Em tempos passados ele comemorou outros fatos ao lado do também lendário “VERAS” que teve na extravagancia a sua marca registrada e do mesmo jeito que tratou as celebridades que compartilharam os seus momentos de fausto, considerou os mendigos que lhe acolheram nos obscuros espaços das sarjetas.


Ibirataia
Uma pesquisa aplicada recentemente em Ibirataia pela ELEVA TECNOLOGIA E COMUNICAÇÃO LTDA, indica o favoritismo da prefeita Ana Cleia, candidata à reeleição, com 47,1% de intenção de votos, e praticamente um empate técnico entre Eurides Nunes (DEM), que tem 19,8% de preferência entre os eleitores e Alex Miranda (REDE) com (18,3%). Correspondendo a veracidade dos fatos a pesquisa mostra que Alex surpreende os setores conservadores da política local e tende de crescer, buscando até uma polarização com a candidata da situação.


Memória
Adenor dos Reis Soares era um desses políticos originários das bases populares que ganhou a admiração das elites e consolidou incontestável liderança em Ipiaú. Quando vereador, condição que se estendeu por quatro mandatos, mostrou seu valor como articulador habilidoso e senhor de uma oratória empolgante.

Os gestos, o tom da voz, as tiradas provocativas, as frases de efeito instantâneo, instigavam aplausos da plateia, tanto no salão do plenário da Câmara quanto nos comícios em praças públicas.


Nas campanhas eleitorais ele extrapolava, protagonizando façanhas, conquistando simpatias, garantindo votos. Foi numa dessas campanhas que aconteceu o inusitado.

Adenor cabalava votos em um dos bairros populares de Ipiaú. Adentrou numa casa onde acontecia um velório e pediu para que abrissem o caixão, pois queria ver a cara do defunto. Foi atendido e improvisou um dos seus celebres discursos.

Ressaltou a qualidade do finado, consolou os familiares enlutados, enfim desenrolou o seu blablabá…Todos lhe ouviam com atenção até que subitamente, numa frase de maior efeito sonoro, a dentadura postiça que usava caiu sobre o cadáver.

As gargalhadas já se ensaiavam entre os presentes até que o ilustre orador, sem perder a pose, apontou para o defunto e disse: ”Leva contigo o meu último sorriso”. E assim quase foi feito.

José Américo Castro é jornalista

 

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