Adab orienta produtores de Ipiaú a adotarem ações preventivas contra Monilíase do Cacaueiro

Em estado de alerta após a constatação de um foco da doença Monilíase do Cacaueiro, no Acre , a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), intensificou o monitoramento nas plantações de cacau deste estado e vem orientando os produtores a adotarem ações preventivas para o impedimento da chegada da enfermidade em território baiano.

Foi com esse objetivo que técnicos da Adab realizaram uma recente visita de campo nas regiões do Braço Pequeno e Cajueiro, zona rural de Ipiaú, onde dialogaram com agricultores familiares, solicitando aos mesmo que informem ao órgão qualquer anormalidade em seus cacaueiros.

O secretário da Agricultura e Meio Ambiente do município, Poleandro Silva, acompanhou a equipe e disse que também estará atento à situação e buscará seguir as recomendações da Nota Técnica elaborada pela Secretaria de Agricultura do Estado ( Seagri) que estabelece ações estratégicas para o impedimento da chegada da doença.

Poleandro informou que a Bahia executa, desde 2007 , o Projeto Fitossanitário de Prevenção à Monilíase do Cacaueiro, o qual contempla ações de educação fitossanitária, capacitação técnica, identificação de pontos de ingresso e rotas de risco, além de levantamentos de detecção da praga e cursos de emergência.

PIOR QUE A VASSOURA-DE-BRUXA
A monilíase, causada pelo fungo Moniliophthora roreri, é uma das mais sérias doenças do cacaueiro, infectando os frutos em qualquer fase de desenvolvimento e, em condições favoráveis, pode causar perdas de até 100% da produção. Ela já se encontra em todos os países produtores de cacau da América Latina. O foco detectado no Acre colocou o Brasil em estado de alerta.

Nas regiões onde a monilíase se instalou, a sua ação tornou-se mais destrutiva do que a causada pela vassoura-de-bruxa (Moniliophthora perniciosa), doença que provocou uma catástrofe na Região Cacaueira do Sul da Bahia, eliminando mais de 250 mil empregos diretos e provocando uma enorme redução da produção de cacau.
José Américo Castro
Prefeitura de Ipiaú/Dircom