Ubatã: Ex prefeito Dai da Caixa é condenado à prisão por fraude com verbas destinadas para a Saúde

A Justiça Federal condenou o ex-prefeito de Ubatã, Adailton Ramos Magalhães, o “Dai da Caixa”, a 7 anos e 5 meses de prisão e a devolver R$ 2,5 milhões. A sentena foi do juiz federal substituto Jorge Peixoto, de Jequié, e inclui ex-servidores de confiança.

Os prejuízos por fraudes no FGTS e na Saúde superam R$ 3,2 milhões em valores ainda não atualizados, segundo uma investigação do Ministério Público Federal. Dai não comprovou despesas na Saúde de R$ 743.769, e de R$ 271.316 que seriam para novas unidades do Programa Saúde da Família.

Os mais de R$ 2,5 milhões foram movimentados irregularmente em contas vinculadas ao Fundo Municipal de Saúde. Nesta ação, o ex-prefeito foi multado em R$ 50 mil e condenado à perda de direitos políticos por cinco anos.

A ex-secretária Maria Celeste Guimarães perdeu os direitos políticos e levou multa de R$ 30 mil. Ambos devem devolver os R$ 2,5 milhões de forma solidária. Já a fraude com o FGTS envolveu 72 saques fraudulentos que somam R$ 517.432,60.

O esquema

Eles foram feitos para servidores da Prefeitura e até nomes que não estavam na folha do município, usando falsificação de documentos e anotações falsas nas Carteiras de Trabalho. A fraude aconteceu entre 2001 e 2003.

O juiz afirma que Dai da Caixa se aproveitou do conhecimento como ex-funcionário da Caixa Econômica para fraudar o sistema de FGTS. A pena de 7 anos e 5 meses de prisão será cumprida em regime semiaberto, junto com o chefe do Setor de Pessoal da época, Hildeberto Silva Dias.

Além de adulteração no prazo das admissões, também houve apropriações indébita (roubo) dos valores sacados do FGTS. O próprio chefe do Setor Pessoal, segundo a sentença, se beneficiou do esquema inserindo datas de admissão falsas e sacando mais de R$ 20 mil. Com o blog Pimenta.



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