Opinião Elson Andrade: Nobel de Economia deveria ir para caminhoneiros ou Odair José

Se bem julgarmos, o prêmio Nobel 2018 de Economia, deveria ir para os caminhoneiros que a duras penas, e baixa escolaridade, (o que não é sinônimo de burrice e/ou estupidez), promoveram as surpreendentes Paralizações Gerais, no Brasil do Maio Azul-Amarelo de 2018 (locaute nos entreguistas – os quais prometem revanche).


Ora pois, conforme o artigo publicado pelo UOL: “Gasolina custaria menos se Petrobras cobrasse valor pelo petróleo nacional” – por: Téo Takar, em São Paulo, publicado em 02/06/2018…

Para produzir o artigo, Takar, colheu inúmeras análises de especialistas em Petrobras, professores de economia da USP e do instituto de pesquisa Dieese; e animus nosso, onde fica claro que:

1. Nacionalismo por vezes desmedido, não justifica entreguísmo subserviente irrestrito;

2. Brasil é sim autossuficiente na produção de petróleo. E os minérios do subsolo pertencem sim a União (de todos os brasileiros), conforme CEF/88, e não a Petrobras, menos ainda a especuladores “americanos” (tratados erroneamente e defensivamente pela grande mídia nacional como “investidores” – o que nunca foram);

3. Enquanto o preço internacional do petróleo chega a US$ 80 (R$ 254,68) por barril, dados disponíveis no balanço anual da Petrobras, mostram que o custo médio de extração de petróleo da empresa foi de US$ 20,48 (R$ 65,20) por barril em 2017. O que a Petrobras mantem a sete chaves, é o preço que vinha praticando na exportação do nosso petróleo para os EUA;

4. A Petrobras vem desmontando a já insuficiente indústria do refino nacional do petróleo! Quando e onde o produto deveria ganhar valor agregado, gerando emprego e renda em nosso país;

5. A paridade de preços internacionais, abriu espaço e estimulou a entrada de importadores estrangeiros no mercado nacional de derivados. E o Brasil passou a comprar mais combustíveis (produto acabado) no exterior em vez de produzir internamente. Ou seja, a velha prática de exportar produtos “in natura” e comprar produtos industrializados. “Vocação” acentuada em nosso país, a partir da segunda metade da década de 60;

6. O governo federal ainda é o “controlador” da companhia, detentor de 63,5% das ações ordinárias (ON, com direito a voto) e de 23,3% das ações preferenciais (PN, sem direito a voto). Em última instancia, leia-se: quem paga a conta, via Tesouro Nacional (pai dos pobres e mãe dos ricos e estrangeiros – via defesa de bandeiras ideológica dissimulada contraditórias e segregacionistas), além da insensibilidade e falta de atuação investigativa dos órgãos de controle e MPF;

7. Dados oficiais disponíveis no balanço anual da Petrobras mostram que o custo médio de extração de petróleo da empresa foi de US$ 20,48 (R$ 65,20) por barril em 2017. E o custo médio de refino (transformação de petróleo em combustíveis e outros derivados) foi de US$ 2,90 (R$ 9,26) por barril. Fato que elimina qualquer argumentação do vai e vem comercial. Se a empresa é capaz da pesquisa, extração… porque não o refino do óleo pesado? Qual o segredo?;

8. Mesmo produzindo 400 mil barris de petróleo a mais do que o necessário para atender o consumo nacional, o país importou cerca de 600 mil barris de derivados por dia. Isso aconteceu porque a Petrobras aumentou a exportação de petróleo cru e, ao mesmo tempo, reduziu a utilização de suas refinarias. Este papo de refinar fora porque nosso óleo é pesado… já não cola mais;

9. Com o crescimento da exploração das reservas gigantes do pré-sal da Bacia de Santos, a produção nacional deverá alcançar 4 milhões de barris por dia até 2020… Nesta guerra Comercial-Ideológica-Estatal de gigantes e lobistas super mega ultra… o difícil é crer que os benefícios, seja enfim, distribuídos aos brasileiros banguelos e descamisados, com ou sem volantes, embora todos, com cargas pesadas;

10. Os especialistas alertam que a decisão tomada pelo Pedro Parente (eterno office boy de prateleira do PSDB), de reduzir a carga de impostos sobre o diesel para conceder desconto aos caminhoneiros, provocará de fato impactos sobre o restante da população (preços finais realmente praticados mais baixos, nos postos);

11. O presidente rabo preso Michel Temer, declarou, ainda atônito, sem muita firmeza, que a política de preços da companhia será mantida (“tem que manter isso” – disse vozes vindas duma mala recheada de enxofre no porão);

12. Técnico do Dieese e da FUP diz que é possível gerir empresas estatais de forma eficiente, sob a perspectiva do interesse público. “As empresas estatais diferem das privadas à medida que, pela natureza, deveriam tomar decisões orientadas pelo interesse coletivo e não apenas por critérios econômico-financeiros”;

13. Nota Técnica do Dieese afirma que: A escalada do preço dos combustíveis e as recentes escolhas da política do setor de petróleo, também defende que a atuação da Petrobras seja voltada ao interesse coletivo, em vez de favorecer os especuladores ultra profissionais estrangeiros, que ganham especulando com a livre flutuação de
preços;

14. O professor Ildo Sauer, do IEE/USP, estimou um preço de equilíbrio entre US$ 30 e US$ 40 por barril. “Esse seria o valor que permitiria a companhia pagar seus custos de produção, os impostos e ainda obter uma margem de lucro satisfatória para os acionistas e para manter a empresa saudável”;

15. “No cerne desse conflito está a disputa sobre quais grupos (nacionais x estrangeiros e economia real x especuladores) ganham e quais perdem com a atual política de preços da Petrobras. Ao que tudo indica, seja qual for a política a ser adotada, a população acaba literalmente, pagando a conta, já que os custos de produção acabam repassados ao preço final, importado ou não, com maior impacto sobre as contas públicas e sobretudo, às camadas mais pobres da sociedade”;

16. Enfim… o locaute dos caminhoneiros não atingiu apenas aos velhos bezerros e entreguistas comissionados de plantão, mas sim, a Rede Globo, que tentou por 3 vezes, sem sucesso, entregar uma versão final do episódio!

Quando os caminhoneiros, via Redes Sociais, só adiarão a batalha, depois que os militares de chinelos e pijamas rasgados em seus modernos velocípedes, vieram a público declarar suas versões frente as oportunidades em aberto: “vocês que se entendam, quieto aqui no meu canto, tá muuuuuuito melhor! – tá ruim mas tá bom! – pior se fosse pior!

TESE ECONÔMICA – DIGNA DO NOBEL:
Em função do impasse e debates técnico-econômicos gerado em função da paralização dos caminhoneiros, versus a POLÍTICA DE PREÇOS da Petrobras, ficou claro que a privatização e exploração de produtos e minérios brasileiros voltados à exportação, é sim, uma forma de afastar o ACESSO e BENEFÍCIOS de milhões de brasileiros aos recursos naturais disponíveis no país, uma vez que sendo praticado preço internacionais, e dado ao baixo poder aquisitivo da maioria dos brasileiros, além do necessário patamar da paridade da moeda… o Brasil continuará sendo um pais rico com milhões de filhos pobres, dado a esperteza de alguns de seus filhos que traem, uns aos outros, ludibriando-os com bandeiras ideológicas tosca e segregacionistas, distraindo-os com novelas fora do escopo principal… enquanto a banda toca em favor e a mando da Banca Internacional!

A ALTERNATIVA SALVADORA OFERECIDA POR ODAIR JOSÉ:
Quanto ao revolucionário, grande Odair José… se ele fosse um grande cantor internacional patrocinado pela Banca, desses que os servem e portanto recebem o Grammy da Música Internacional; poder-se-ia olhar para o povo brasileiro com olhar de eterna piedade, e cantar: “Eu vou tirar você desse lugar, eu vou levar você pra ficar comigo...”.

Para os mais astutos, sugiro assistir o vídeo abaixo:

Elson Andrade – arquiteto, urbanista, empresário e pós graduando Instituto de Economia da Unicamp.