Ipiaú vivendo na esperança do retorno da Mirabela


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Esta semana tivemos novas promessas de que a Mirabela possa retornar às suas atividades ainda este ano. Políticos em busca de votos divulgaram matérias em sites da região repercutindo afirmativas de que o empreendimento estaria prestes a voltar a funcionar na região de Ipiaú, gerando cerca de 1500 empregos.

A expectativa no retorno do empreendimento ( que não é de hoje ) se dá pela alta no valor do níquel, que alcançou este mês a maior cotação desde 2015, gerando com isso a possibilidade de custeio dos investimentos, tornando potencialmente lucrativo o retorno da atividade em mineração na região.

A expectativa cresce a medida em que o setor comercial de Ipiaú pasa por sua mais grave crise desde a vassoura de bruxa. A classe empresarial vive na esperança dos empregos que deverão ser criados com o possível retorno do Projeto Santa Rita, mesmo sabendo que não são duráveis, como provou a paralisação da empresa em 2016, que permanece até o dias atuais. Ainda que continuasse, o projeto de prospecção de níquel tem prazo de trinta anos e o paradeiro deixado hoje pela sua paralisação é o mesmo que deverá ser sentido uma vez encerrada a retirada do metal.

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Aprender a lição deixada pela quebradeira proporcionada pela paralisação da Mirabela parece algo distante. Enquanto no passado se concedeu título de cidadão a executivos da empresa recém chegados à cidade, atualmente não se toca no assunto de revisão dos fatores condicionantes para o retorno das atividades, ou seja: renegociar quanto Ipiaú deveria receber em participação nos lucros por ser a cidade mais afetada pelo impacto da mineração, mesmo que o Projeto Santa Rita não esteja situado em seu território.

Enquanto cresce a expectativa com a Mirabela, seguem em ritmo muito lento os projetos para tornar Ipiaú uma nova região administrativa do estado, potencializar a agricultura da região ou atração de novos investimentos no setor industrial, empreendimentos mais estáveis e com potencial para realmente desenvolver o município.

Celso Rommel / Ipiaú on Line