Ipiaú: A polêmica tentativa forçada de eleger um presidente da Câmara e suas consequências

Esta sexta feira amanhece com a sombra da polêmica envolvendo a sessão da Câmara de Ipiaú da quinta feira (09). Com um desfecho inusitado que certamente será contestado via judicial, um grupo de oposição se reuniu após o encerramento da sessão para tentar eleger o presidente da casa.

O presidente do legislativo José Carlos Bispo dos Santos havia encerrado a sessão e deixado o plenário, quando alguns parlamentares decidiram por conta própria dar seguimento à ordem do dia para realizar votação da eleição de presidente para o próximo biênio (2019/2020), na Câmara Municipal.

“A sessão foi encerrada porque não há condições de seguir diante de acusações graves, tumulto e uma tentativa de eleger um vereador que não tem partido. O vereador San está sem legenda, sem condição partidária nem para ser candidato, quem dirá presidente da câmara”, explicou o presidente Carlinhos, que ainda solicitou que o sistema de som fosse desligado.

Na ocasião, o ex-vereador Herbet Campos havia proferido várias acusações graves em público, entre elas, a de que a votação havia sido comprada. “Essa votação foi comprada por quarenta mil, com participação de deputado de Jequié. Tenho documentos que comprovam”, relatou Herbet por várias vezes.

Contudo, os ânimos afloraram entre vereadores e plateia que também passou a se manifestar em plenário causando desordem generalizada no recinto. Diante da confusão, o presidente da mesa, declarou encerrada a sessão.Após declarar, tanto o presidente quanto a base governista deixaram o plenário, que estava com a aparelhagem desligada.

No entanto, populares adentraram à Câmara Municipal carregando em punho, uma caixa de som para religar o sistema de áudio e retomar as atividades sem maioria absoluta.

Ao conseguir ligar o som, apenas oito vereadores dos treze permaneceram: San, Lucas de Vavá, Emerson Fit, Andreia Novaes, Lucas Santos, Pery, Simone Coutinho e Jean Cleber. Eles deram seguimento à sessão sem a presença do presidente e do vice presidente da câmara.

Segundo analistas políticos e advogados consultados, a atitude dos oito vereadores foi precipitada e imprudente já que o presidente da Câmara já havia encerrado a sessão e a votação para eleger a próxima presidência pode ocorrer em qualquer data até o mês de dezembro.

Apesar de tudo, chamou a atenção a presença decisiva de populares ligados ao grupo do ex-prefeito Deraldino, de advogados e até mesmo, o filho do Deputado Euclides Fernandes, nas atividades da Câmara e no processo de desfecho no mínimo estranho de uma votação que apesar de ter ocorrido, tende a não ter validade.

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