Greve de caminhoneiros faz mês de junho ter maior inflação em 23 anos

A mobilização dos caminhoneiros que paralisou o Brasil fez subir a inflação de junho, apontou nesta sexta-feira (6) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O IPCA, índice oficial de inflação no país, teve alta de 1,26%, na maior alta para o mês de junho desde 1995. Considerando todos os meses, foi o maior índice desde janeiro de 2016. Em maio, a inflação havia sido de 0,4%.

Pesquisas das agências Reuters e Bloomberg apontavam que a expectativa de analistas era de alta de 1,28%. Habitação (2,48%), transportes (1,58%) e alimentos (2,03%) respondem por cerca de 60% das despesas das famílias e sua variação puxou para cima o índice de junho.

Além da alimentação, a mobilização de caminhoneiros também teve impacto no segmento de transportes, mais precisamente nos combustíveis. A gasolina subiu 5% em junho, enquanto o etanol teve alta de 4,22%. Houve quedas, contudo, no diesel (-5,66%) e nas passagens aéreas (2,05%), mas sem força para reverter as altas da gasolina e do álcool.

O diesel caiu em razão do esforço do governo em controlar os preços. Desde que o governo concedeu benefícios fiscais, a ANP (Agência Nacional do Petróleo) fiscaliza se os postos estão repassando a queda. A gasolina, que teve altas congeladas na paralisação, voltou a subir em junho.

O gás encanado aumentou 2,37% e o de botijão, 4,08%. O gás de botijão aumentou porque houve falta do produto durante os protestos.

*Com informações da Folhapress



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