Eunápolis: Homem vive momentos de pavor ao ser confundido com estuprador nas redes sociais

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Delegado alerta que informações falsas podem à morte de inocentes.

Vilfredo foi fotografo na rodoviário de Porto Seguro; imagem foi divulgada em redes sociais como se ele fosse o estuprador.

Confundido com o acusado de ter estuprado uma criança de quatro anos no povoado de Santa Maria Eterna, Vilfredo Santos de Anchieta, de 42 anos, se apresentou na delegacia de Canavieiras, no sul do estado, na manhã desta quarta-feira (21), para esclarecer a confusão, pois temia ser agredido ou até morto por populares.

Morador do bairro do Campinho, em Santa Cruz Cabrália, ele foi fotografo na rodoviária de Porto Seguro, na terça-feira (21). As imagens foram distribuídas em redes sociais e ganharam repercussão na região. Muita gente acreditava que ele fosse Rairone Moura, o Eron, de 47 anos, que já teve a prisão decretada pela justiça e está foragido.

Vilfredo afirmou ao delegado Renato Fernandes que foi a Porto Seguro para comprar material escolar para os três filhos que vivem com a ex-mulher, em Cabrália.

O delegado fez questão de gravar um áudio e divulgou no aplicativo WhatsApp, confirmando que Vilfredo de Anchieta não é o autor do estupro, que provocou comoção em milhares de pessoas, pois foi amplamente divulgada pela imprensa.

“Ele se apresentou aqui na delegacia de Canavieiras, se identificou e realmente não é o autor.”, frisa o delegado.
Ainda no áudio, o delegado faz um alerta: “Vamos tomar muito cuidado com as divulgações sem que se tenha certeza, pois pode gerar um fato pior como já aconteceu outras vezes”, concluiu.

As autoridades dizem que notícias falsas podem gerar violência contra inocentes. Há relatos de pessoas agredidas e até assassinadas por conta de serem confundidas com bandidos ou por informações falsas, o que indica que combater sua repercussão é uma necessidade.

O principal problema nesse caso é que, muitas vezes, as pessoas acreditam estar fazendo uma coisa boa. Estão passando adiante uma informação que acreditam que vai ajudar, prender ou proteger alguém.

Radar 64